O ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube – e da SAD, depois –, que concorreu a esse cargo na lista de Godinho Lopes há dois anos, acabando por ver Eduardo Barroso eleito, tem resistido à pressão de que tem sido alvo para avançar e dificilmente se perfilará como candidato. Contactado pelo diário, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados começou por refutar estar a ser alvo de qualquer ato de coação – “Não, não, não diria que estou a ser pressionado para me candidatar, não” –, apesar de conceder ter sido abordado com o cenário e haver tentativas no sentido de o convencer: “Nestas alturas, as pessoas falam, conversam, avançam-se hipóteses, traçam-se cenários, mas que não passam disso mesmo. O meu nome surge sempre neste tipo de conjunturas, mas não faz sentido falar dele agora.”
Recusando concretizar ter sido interpelado por Godinho Lopes para ir à luta pela presidência do Sporting, Rogério Alves vai afastando a possibilidade de vir a perfilar-se como candidato nas próximas eleições de 23 de março. “Talvez um dia. Neste momento, e atendendo aos compromissos profissionais que tenho, não me parece que seja possível. Além do mais, para avançar com este tipo de situações, as coisas têm de estar bem preparadas, com tempo. E tempo é coisa que não há”, concluiu Rogério Alves, comprometendo o desejo de Godinho Lopes em vê-lo suceder-lhe.


