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20 dezembro 2013

"Em plena quadra natalícia o futebol parece menos importante, mesmo o nosso campeonato nacional que tão equilibrado e competitivo está"

2 Foras-de-jogo
Em plena quadra natalícia o futebol parece menos importante, mesmo o nosso campeonato nacional que tão equilibrado e competitivo está. Na frente nada de novo, o Sporting manteve os seus dois pontos de avanço e voltou a vencer de uma forma mais convincente do que o Benfica e o Porto. Isto pese embora a rábula dos penaltis, um que não existiu e foi “descoberto” pelo árbitro e outro que foi evidente para toda a gente menos para o senhor do apito que pareceu querer compensar um erro com outro de sinal contrário. Montero não marcou, mas André Martins e Wilson Eduardo fizeram dois golos na sequência de duas belas jogadas. Foi uma vitória justa, perante um Belenenses que não começou mal, mas que não se recompôs do penalti fantasma contra si marcado.

Benfica e Porto também ganharam, mas ambos estão a jogar muito mal e, se continuarem assim, não será de admirar se acabarem rapidamente o seu percurso europeu. O Benfica tem jogadores para jogar muito melhor do que jogou contra o Olhanense. Deixou o adversário tomar a dianteira devido a um erro da defesa e só conseguiu empatar com um golo de Lima, que se encontrava em posição irregular. Depois, o guarda-redes do Benfica não conseguiu defender um remate desferido a uns trinta metros da baliza, embora tenha visto Regula fazer o remate, que não foi com muita força nem muito colocado. Espero que Oblak continue na baliza, mas duvido muito que isso aconteça, pois Jesus parece ter mais confiança no Artur do que no jovem guarda-redes. Valeu ao Benfica o empenho e a qualidade de Sulejmani, que mal entrou, começou logo a pôr a cabeça em água aos defesas adversários, marcando um belo e decisivo golo. Enfim, o Benfica tem muitos bons jogadores mas que parecem não saber jogar entre si. O Olhanense deu boa réplica e quase que merecia empatar.

O Porto também está sem chama. Mesmo assim lá conseguiu ganhar, tendo beneficiado, tal como o Benfica de algum apoio do árbitro. O Rio Ave fez uma primeira parte razoável, conseguiu o golo do empate e ainda teve uma ou duas boas oportunidades. Depois, não conseguiu manter o nível exibicional, perante um Porto que teve em Carlos Eduardo o seu melhor jogador.

Veremos o que nos reserva a décima quarta jornada, em que o Benfica terá, teoricamente o jogo mais difícil. Entretanto, os adeptos do Benfica vão esperando com impaciência os regressos de Cardozo e Salvio...

13 dezembro 2013

"O Sporting atinge com toda a justiça a liderança isolada do campeonato"

4 Foras-de-jogo
À décima segunda jornada, o Sporting atinge com toda a justiça a liderança isolada do campeonato. O Sporting tem tido a equipa que melhor futebol produz, na maioria das jornadas e tem sido a que mais convincentes vitórias tem alcançado. Para além disso, beneficia do facto de não estar envolvida nem nas competições europeias, nem na Taça de Portugal, competição em que foi afastada pelo Benfica pós emocionante jogo em que o Sporting foi claramente prejudicado pela arbitragem. Os leões bem dispensariam estes benefícios, mas como não há volta a dar, vão com certeza tentar aproveitar ao máximo o previsível desgaste do Porto e do Benfica. Tudo parece indicar que esta época teremos um campeonato tão ou mais emocionante como o da época passada.

SL Benfica – Arouca: mais um mau jogo do Benfica, desta vez contra um adversário que se arrasta pela cauda da tabela. Vamos ser claros: o plantel do Benfica não é tão forte como alguns querem fazer crer. Sem Cardozo e sem Salvio, a eficácia ofensiva desce muito, sendo o meio campo o sector que melhor tem suportado as lesões e as baixas de forma de alguns dos seus jogadores. Quanto à defesa, não se percebe como Luisão e Garay, que tão bem se entenderam a época passada, nesta têm falhas de marcação de todo inesperadas em centrais de tanta experiência e categoria. Para além disto subsistem os crónicos problemas na defesa lateral, não se percebendo porque saiu Melgarejo e entrou Cortez. Só se foi para encher os bolsos de alguns. Há também a questão Artur, mas vou deixá-la para outra altura. Voltando ao jogo, o Benfica entrou bem, quase marcava nos primeiros minutos, mas depois foi-se tornando apático, permitindo o primeiro golo do Arouca num livre em que toda a gente ficou a olhar para a bola, Artur incluído, mesmo a bola passando bem perto dele, quase bastava esticar o braço. Depois do golo do Arouca a equipa do Benfica lá se dispôs a jogar à bola e criou algumas oportunidades, sempre anuladas por Cássio, esse sim, um bom guarda-redes... Após o golo do Benfica, ainda se pensaria que na segunda parte os encarnados chegassem naturalmente à vitória, mas foram incapazes de contrariar tanto o esquema defensivo do Arouca, como o anti-jogo sistemático, com jogadores a atirarem-se para o chão, a caírem fora do campo, rebolando a seguir para dentro, enfim, se o árbitro tivesse tido em conta todas as paragens, dava alguns dez minutos de tempo extra. Mas nenhum árbitro tem coragem para tomar uma atitude dessas. Por isso há muito que defendo que uma regra barata de implementar e que acabaria com estas palhaçadas seria, à semelhança do que acontece noutras modalidades a de pára a bola, pára o cronómetro. Nem que se reduzisse o tempo de jogo para quarenta minutos. Voltando ao jogo, depois do segundo golo do Arouca, fruto de uma tremenda falha de marcação, lá o Benfica conseguiu empatar, mas só através de grande penalidade, bem assinalada. Só com o jogo já empatado é que Jorge Jesus, se decidiu a colocar em jogo Ivan Cavaleiro, que mesmo assim ainda teve tempo de atirar uma bola ao poste. Se este jovem jogador se chamasse Cavaleirovic, certamente jogaria mais vezes e mais tempo. Enfim...

FC Porto – SC Braga: jogo com duas partes bem distintas, a primeira muito equilibrada, em que o Braga teve até algum ascendente, a segunda com domínio quase total do Porto que ganhou o jogo com toda a justiça. Há que referir, a actuação de Jackson, muito bom avançado, de quem o Porto muito depende. Embora sendo dois avançados muito diferentes, Jackson está para o Porto, como Cardozo está para o Benfica mas, infelizmente para o Benfica, Cardozo está lesionado e não se sabe bem quando regressa. Embora o Porto tenha ganho com justiça, a verdade é que também não está a jogar bem, o seu jogo é previsível e, ainda não conseguiu ter alguém no meio campo que faça esquecer Moutinho. Veremos o que acontece em Janeiro, quando os clubes voltarem a poder adquirir e vender jogadores. Boa arbitragem de Paulo Baptista.

Gil Vicente – SC Portugal: a partida com o Gil Vicente, ainda por cima em casa do adversário, podia ter sido uma preocupação para os adeptos do Sporting durante a semana, mas mal o jogo começou, o Sporting mostrou a sua qualidade e determinação, acabando por ganhar com naturalidade. Montero é um rato de área, a que não se pode dar tempo nem espaço e o meio campo também se exibe a bom nível. Só a defesa é que não me convence, excepção feita ao titular da baliza da selecção nacional, Rui Patrício. Como referi no começo deste artigo, a liderança do nosso campeonato está bem entregue.

(A opinião expressa neste texto é da responsabilidade do seu autor e não pode ser confundida com a opinião do FDJ. Respeite a opinião e deixe o seu comentário)

27 setembro 2013

Depois desta, nem é bom pensar no que poderá acontecer nas últimas jornadas

25 Foras-de-jogo
Nesta quinta jornada do campeonato, ocorreram cenas lamentáveis que quase tiram a vontade de se falar em jogos e em futebol. Se com o campeonato ainda no começo se verificam situações daquele género, nem é bom pensar no que poderá acontecer nas últimas jornadas.

Sporting – Rio Ave: mau jogo do Sporting perante este Rio Ave que tem sido a sua besta negra nos últimos jogos disputados entre as duas equipas. Depois do grande golo de Wilson Eduardo, marcado de um ângulo quase impossível, o Sporting perdeu ritmo e deixou-se ir no jogo do Rio Ave que conseguiu empatar com mérito graças a um bom remate de cabeça de Tarentini. Depois o Sporting tentou reagir mas já foi tarde. Numa jornada que não muito feliz para os árbitros, Carlos Xistra deu o mote, não assinalando um penalti a favor do Sporting, que a ser marcado, faria muito provavelmente com que o Sporting vencesse o jogo.

Vitória de Guimarães – SL Benfica: jogo muito disputado, o que não quer dizer bem disputado, em que o Benfica acabou por vencer com justiça um adversário difícil, que vendeu bem cara a derrota. Sem fazer grande exibição, o Benfica lá conseguiu os três pontos, graças ao incontornável Cardozo que, fora da grande área, desferiu forte remate, ressaltando a bola num jogador vimaranense. Isto aconteceu já com o Vitória reduzido a dez, devido à expulsão de Addy, que acumulou dois cartões amarelos, qualquer deles bem mostrados. O Benfica terá que começar a jogar melhor se quiser ser um candidato efectivo à vitória no campeonato.

Mesmo assim, algum destaque para Enzo e para Fejsa. O sérvio vai consolidando a sua posição no meio campo do Benfica, possibilitando a saída de Matic em Janeiro, que irá acontecer, se não ocorrerem lesões graves no meio campo. Isto é o que dizem alguns sócios bem informados lá na Catedral. O Vitória de Guimarães parece apostado em voltar a ser o principal clube do Minho. Tem boa equipa, bom treinador e joga bem. Apenas um reparo à forma violenta como jogaram nos primeiros minutos, procurando intimidar os jogadores do Benfica. A arbitragem não esteve mal, mas falhou ao não assinalar um penalti sobre Lima. Mas a culpa foi mais do fiscal de linha. Como já aqui escrevi, os fiscais de linha é que estão a dar...

Estoril – FC Porto: grande exibição do Estoril que se bateu de igual para igual com o adversário, reagindo muito bem à infelicidade de um seu jogador, que fez um autêntico passe para Licá no lance do primeiro golo portista. Não é qualquer equipa que recupera duas vezes perante a equipa do Norte. Parabéns para Marco Silva e para os seus jogadores. A arbitragem esteve infeliz ao não assinalar falta e consequente expulsão de Otamendi, eram decorridos cerca de dez minutos de jogo. Também falhou ao assinalar penalti contra o Porto pois o corte de Otamendi com o braço foi fora da área. Enfim, ao menos não errou só para um lado.

Esta jornada teve três protagonistas pela negativa: Jorge Jesus, Adelino Caldeira e Paulo Fonseca.

Jorge Jesus: já mais de que uma vez aqui escrevi que as atitudes de Jorge Jesus durante os jogos são muitas vezes uma vergonha para ele e para o Benfica. No fim do jogo com o Guimarães excedeu tudo o que tinha feito anteriormente. É verdade que foi um exagero quatro polícias caírem sobre um adepto que ia pedir uma camisola, mas suponhamos que a polícia não interceptava o indivíduo, o jogador recusava dar-lhe a camisola e por isso era agredido física ou verbalmente pelo adepto. Aí toda a gente caía em cima da polícia porque não tinha feito o seu trabalho. Ficava bem a Jorge Jesus reconhecer que tem um problema de controlo da agressividade, procurando ajuda especializada para este seu problema. Seria bom para ele e para o clube que tão bem lhe paga.

Adelino Caldeira: desta vez não se ficou só pela agressão verbal como foi o caso com o presidente do Sporting. Este é um caso diferente do treinador do Benfica. Adelino Caldeira é apenas uma face visível de um clube que domina o futebol português graças à impunidade com que vai praticando todo o tipo de acções que desvirtuam resultados e classificações. Ao contrário de Jorge Jesus, este senhor deve estar tranquilo, confiando que nada lhe acontecerá.

Paulo Fonseca: não é primeiro treinador que pela sua carreira parece ser uma pessoa séria e ponderada e quando chega ao Porto se transforma para pior. Paulo Fonseca chegou ao ridículo de criticar a arbitragem do jogo do Sporting, coisa que o próprio treinador do clube prejudicado não fez. O que se passará lá para cima para as pessoas ficarem assim?

Leia também as opiniões Onda Azul e Porta 10 A

19 setembro 2013

Com a vitória dos três habituais candidatos ao título, o campeonato voltou à normalidade

6 Foras-de-jogo
Com vitórias conseguidas sem ser preciso fazer grandes exibições, o Benfica e o Porto preparam-se para os compromissos europeus. É  pena que o Sporting não os acompanhe, situação que certamente será corrigida já na próxima época.

SL Benfica – Paços de Ferreira: jogo em que o Benfica apresentou melhorias em relação ao últimos jogos, mas não as suficientes para evitar sofrer um golo duma equipa que perdeu todos os jogos nesta época e que ainda não tinha marcado. De qualquer forma, a equipa do Benfica esteve mais coesa e esclarecida, ganhou com todo o merecimento e marcou um bonito golo em quatro toques, proveniente do seu arsenal de bolas paradas. Destaques para Enzo, que está muito bem neste início de época, Garay, exemplo do jogador completo que sabe defender e atacar e também Fejsa, que não sendo um tecnicista, parece ser um bom médio de marcação, combinando muito bem com Matic. Decepções relativas foram Cardozo, que não marcou golo e Markovic, que tinha criado grande expectativa dos minutos que actuou noutros jogos, mas que contra o Paços não teve o brilho esperado, fazendo mesmo assim, o passe para o segundo golo. Quanto ao Paços de Ferreira, pouco há a dizer. Joga pouco, talvez porque tem um treinador de cuja competência tenho muitas dúvidas...

FC Porto – Gil Vicente: não tive oportunidade de ver este jogo. Não devo ter perdido grande coisa. Ao que li, o Porto mereceu a vitória e conseguiu-a sem os habituais favores da arbitragem, o que é de assinalar.

Olhanense – SC Portugal: jogo em toada morna, na primeira parte, tendo mesmo assim havido oportunidades de golo para ambas as equipas, com destaque para o remate de cabeça de Diakité à barra. Embora o Sporting já tivesse ascendente na primeira parte, esta foi a melhor oportunidade de golo e pertenceu ao Olhanense. Na segunda parte o Sporting continuou a ser a equipa que mais procurava marcar, só é pena que o tenha conseguido através de um livre que é marcado com Montero fora de jogo. É diferente quando um golo é marcado de forma irregular, sendo o primeiro golo. Se for o terceiro ou o quarto de uma goleada, a importância no jogo é pouca, mas sendo o primeiro e já na segunda parte, esse golo desvirtua a vitória da equipa que o marcou, mesmo tendo merecido ganhar, como foi o caso do Sporting. Felizmente André Martins marcou um segundo golo, dando melhor imagem à justa vitória do Sporting. O Olhanense não joga mal mas tem muito que treinar no que diz respeito à finalização. Aquela oportunidade desperdiçada por Vítor Bastos...

06 setembro 2013

Um empate que soube a pouco...ao Sporting

11 Foras-de-jogo
Mais um derby razoavelmente disputado e mais uma vitória à Porto. As coisas começam a ficar complicadas para o Benfica, já com cinco pontos de atraso, mas a procissão ainda vai no adro, embora já se comece a verificar a protecção ao clube do costume.

SC Portugal – SL Benfica: este jogo veio confirmar que, pelo menos nestas primeiras jornadas, o Sporting está melhor do que se esperaria e o Benfica é uma quase decepção. Já tinha gostado muito do Sporting no seu jogo contra a Académica e nesta jornada, contra um adversário bem mais forte, os leões voltaram a jogar bom futebol, especialmente na primeira parte, em que foram donos e senhores do jogo, pressionando muito bem a equipa do Benfica e saindo com rapidez e objectividade para o ataque. Com uma equipa jovem e ambiciosa e que parece ter ainda uma grande margem de progressão, o Sporting só no princípio da segunda parte é que perdeu o controlo do jogo, daí resultando duas boas oportunidades de golo para o Benfica e o magnífico golo de Markovic. Mas o Benfica não conseguiu manter o ascendente. Condicionado pela substituição forçada de três jogadores, devido a lesões, o Benfica só beneficiou com a entrada de Markovic, pois tanto Ruben como Cardozo, pouco adiantaram para o Benfica. Adrien e Montero destacaram-se no Sporting e Rui Patrício, com duas magníficas defesas, impediu que o resultado fosse ainda mais injusto. O Benfica começa a época quase paralisado por uma série de situações mal resolvidas e veremos se, sem Gaitan e Salvio ainda não irá jogar pior. A paragem no campeonato poderá ser uma ajuda para reorganizar a equipa e possibilitar a integração plena dos novos jogadores. A arbitragem errou para os dois lados. No começo da jogada que dá origem ao golo do Sporting há um jogador numa situação de fora de jogo muito difícil de assinalar e também há um penalti que poderia ser marcado contra o Sporting, quando Cardozo é impedido de saltar a um cruzamento, parecendo-me que esta falta seria mais fácil de ser detectada. Por outro lado, Maxi, que não está a jogar nada, deveria ter sido expulso pelas constantes e violentas faltas com que tentou travar quem lhe aparecia pela frente. Enfim, foi do mal o menos para o Benfica, mas a haver um vencedor, por muito que me custe, tenho de admitir que deveria ser o Sporting.

Paços de Ferreira – FC Porto: não há muito a dizer. Claro que em jogo jogado o Porto mereceu a vitória. Mas só a conseguiu numa jogada em que Jackson fez uma falta evidente sobre um defesa adversário, que é projectado para a frente devido ao ostensivo empurrão que levou. Há quem considere que a magia do futebol também se manifesta quando uma equipa mais fraca consegue não perder contra outra manifestamente mais forte. Mas nos jogos do Porto não há magia, somente há suspeição.

Nota final: tenho vontade de escrever já, mas vou esperar pelo fecho do mercado na Turquia e na Rússia para, com todo o mercado fechado, escrever sobre a infeliz pré-época do Benfica.

Leia também as opiniões: Onda Azul e Porta 10 A

30 agosto 2013

"Tudo pronto para mais um jogo entre os dois maiores clubes portugueses"

22 Foras-de-jogo
Nesta jornada os três candidatos ao título ganharam os seus jogos, embora o Benfica tenha precisado da sorte que na época passada tantas vezes lhe faltou. O Porto e o Sporting venceram de forma convincente os respectivos encontros.

Académica – SC Portugal: segunda vitória dos leões no campeonato, vencendo e convencendo. O Sporting tem uma equipa muito interessante constituída por jovens cheios de ambição, que jogam bom futebol e que pelo menos perante equipas mais fracas, têm mostrado grande personalidade. Sendo uma equipa de qualidade alta, não tem um jogador que se destaque muito dos colegas, com a excepção talvez do excelente Rui Patrício, que neste jogo quase foi só espectador. Gostei da exibição do Sporting, que tem nestes jovens a base para formar a espinha dorsal da equipa para vários anos. Um ligeiro destaque para Montero, Carrillo e André Martins. A Académica cometeu vários erros defensivos e foi complicativa e incipiente a atacar. Boa arbitragem

SL Benfica – Gil Vicente: um exemplo de como o futebol pode ser cruel e injusto, esteve quase a suceder nesta partida em que o Benfica teve várias oportunidades para marcar, vindo a sofrer um golo devido a uma jogada pouco feliz de Maxi, na quase única oportunidade da Académica. Sem ter feito um jogo brilhante, o Benfica melhorou muito em relação ao jogo com o Marítimo. Para isso muito contribuiu a presença de Salvio, o jogador mais incisivo neste início de campeonato. Os avançados do Benfica continuam a fazer muita cerimónia no momento de rematar e quando o fazem, raramente acertam na baliza. Embora Lima tenha acabado por marcar o golo da vitória, eu tê-lo-ia considerado mais responsável por um resultado negativo, do que Maxi, porque Lima falhou golos que um avançado da sua categoria não deve falhar. Valeu ao Benfica a brigada sérvia, constituída por Sulejmani, Djuricic e, principalmente, Markovic, que tem tudo para vir a ser o melhor jogador deste campeonato. Mas o Benfica tem de ter na área do adversário alguém que marque golos, seja ele Cardozo ou outro que o substitua. Lima e Rodrigo não são jogadores para esse lugar. Um guarda-redes e mais dois laterais de qualidade também seriam bem-vindos. O Gil Vicente defendeu-se bem durante a maior parte do jogo e soube aproveitar a oportunidade que o Benfica lhe ofereceu. Grande exibição do guarda-redes Adriano. Boa arbitragem, tendo sido bem anulado um golo a Lima, que estava em fora-de-jogo.

FC Porto – Marítimo: jogo relativamente fácil para o Porto que ganhou com todo o mérito, perante um Marítimo que esteve muito longe do jogo que fez contra o Benfica, porque o Porto jogou contra o Marítimo muito melhor do que o Benfica o tinha feito. Licá parece uma aposta ganha e Quintero é sem dúvida um grande jogador. Nota negativa para Josué, que não sendo mau jogador, é um provocador à solta dentro de campo, sempre procurando descontrolar um jogador adversário. Arbitragem razoável, havendo dúvida sobre se seria penalti ou livre na jogada que deu origem ao terceiro golo, devendo a responsabilidade duma decisão errada ser atribuída a um dos árbitros auxiliares. Sempre eles...

Na próxima jornada temos mais um duelo entre os dois maiores esteios do desporto em Portugal. Desejo que as três equipas e o público proporcionem um bom espectáculo e que a rivalidade não descambe para a violência. E, claro, que o Glorioso SLB, vença a partida.

22 agosto 2013

Benfica: Mau ensaio, pior estreia

12 Foras-de-jogo
O Benfica começou a época mal, havendo muitas nuvens negras acumuladas durante o defeso e que parecem cada vez mais densas. O Sporting, tirando a novela Bruma, tem feito um trabalho com objectivos claros e, concordando-se ou não com o caminho traçado, tem neste momento uma direcção que transmite segurança e determinação. O Porto também parece ter alguns problemas, com jogadores que querem sair, mas já se sabe que pouco passa para cá da cortina de ferro. E, claro, os jornalistas também não se atrevem a investigar muito...

SC Portugal – Arouca: infelizmente, não consegui ver este jogo, mas ao que vária comunicação social relatou, o Sporting jogou bem, soube reagir ao golo sofrido, mostrando ambição e futebol de qualidade. E talvez tenha nascido uma estrela: Fredy Montero. No entanto, com todo o respeito não deixo de assinalar que o Arouca não será equipa para servir de teste a este Sporting.

Marítimo – SL Benfica: O caminho marítimo para o desastre já estava há muito traçado, sendo esta exibição do Benfica o corolário lógico dos dois últimos jogos de preparação, em especial do jogo contra o Nápoles, onde já mostrava debilidades defensivas e ineficácia atacante. É difícil comentar este jogo, no que ao Benfica diz respeito, porque não se percebe como uma equipa entra em campo com tão pouca ambição, lenta de movimentos e de ideias, parecendo o próprio treinador descrente do que a equipa é capaz de fazer. A defesa do Benfica sempre foi o seu ponto fraco, não só pela forma de jogar da equipa, mas também porque há muito tempo que não tem um grande guarda-redes nem laterais em quantidade e qualidade à altura das necessidades do clube. Artur parece defender cada vez pior e a indecisão com os laterais já não tem desculpa possível. Por exemplo, em que é que Cortez é melhor do que o dispensado, ou talvez não, Melgarejo? A somar à debilidade defensiva, os dois excelentes centrais que temos não chegam para tudo, junta-se agora uma ineficácia atacante que não pode ser explicada apenas pela ausência de Cardozo. Cá para mim, não faz nada bem aos jogadores e aos clubes, os campeonatos começarem ainda com o tempo para contratações a decorrer. Por muito profissional que o jogador seja, não se conseguirá alhear da possibilidade de estar a poucos dias de ir para outro clube que lhe dará melhor salário, num campeonato onde terá outra exposição. E o Benfica tem vários jogadores nesta situação. Também o treinador terá mais dificuldade em fazer a planificação, se não souber quais os jogadores com que poderá contar para a época. Aliás, a direcção do Benfica terá que optar entre a entrada de divisas ou o possível êxito desportivo. Porque se o Benfica vender Garay, Matic e Salvio bem pode despedir-se da luta até ao fim, pela vitória no campeonato. Mais coisas haveria para dizer mas vamos esperar que o período para contratações acabe. Uma última referência para o Marítimo, que fez um bom jogo, vencendo com mérito, graças ao empenho e profissionalismo dos seus jogadores, principalmente do excelente Sami.

Vitória de Setúbal – FC Porto: o começo de campeonato do costume para o FC Porto. Ou seja pelo tipo de pré época que faz, ou por outra razão qualquer, as equipas do Porto começam os campeonatos a jogar mal e ganham os jogos na mesma por causa dos árbitros. Neste jogo até um provocador ficou em campo, depois de ter moído o juízo ao guarda-redes do Setúbal que acabou por não aguentar, cometendo agressão e sendo bem expulso, enquanto o provocador se ficou a rir em campo. E aquele penalti em que o atacante do Porto é o primeiro a fazer falta... Enfim, como dizia o presidente do Sporting, são nas primeiras oito jornadas que as coisas ficam definidas.

31 maio 2013

Horizonte Vermelho: Rescaldo da época

0 Foras-de-jogo
"Só espero que não sejam tomadas decisões a quente, que quem decide não se deixe influenciar pelos habituais abutres da desgraça, que sempre aparecem quando as coisas correm menos bem"

Embora que, como benfiquista, a época tenha acabado de uma forma decepcionante, confirmando-se os meus piores receios, a verdade é que também teve aspectos positivos, que devem ser considerados:

1) O vencedor do campeonato foi um justo vencedor, pois se o FC Porto foi beneficiado nalguns jogos, também o Benfica o foi noutros.
2) O Benfica disputou palmo a palmo a liderança do campeonato, tendo-o liderado durante várias semanas, mas não aguentando a pressão física e psicológica nos jogos chave das várias competições em que esteve envolvido até ao fim.
3) Este foi o campeonato mais emocionante dos últimos anos, tendo tanto o título, como o acesso a provas europeias e a descida de divisão, sido decididas na última jornada.
4) As duas outras competições nacionais foram ganhas por dois clubes que, com o devido respeito, não pertencem à pequena lista dos que costumam ganhar competições em Portugal. Isso é bom porque mostra que há qualidade e mentalidade ganhadora nesses clubes.
Como aspecto negativo, temos a descida do número de assistentes aos jogos, explicável pela situação em que o País se encontra.

Não tenho vontade de estar a procurar culpados para o relativo fracasso do SLB esta época. Só espero que não sejam tomadas decisões a quente, que quem decide não se deixe influenciar pelos habituais abutres da desgraça, que sempre aparecem quando as coisas correm menos bem e que seja tido em conta que, global e qualitativamente, o Benfica melhorou em todos os aspectos nestes últimos anos, incluindo nas modalidades ditas amadoras. Corrija-se o que houver a corrigir mas sem entrar numa lógica de mudar tudo, ignorando o bom trabalho que tem sido feito.

Quanto ao Porto, salvou a época ao ganhar o campeonato. Não fosse o Benfica não ter aguentado a carga de jogos, coisa de que o Porto não tem culpa, o Porto ficaria em branco esta época, facto que não beliscaria a “reeleição” do actual presidente, com mais uma vitória eleitoral na linha do que se vê em certos regimes...

O Sporting fez uma má época, não só no aspecto desportivo, no que ao futebol diz respeito, porque noutras modalidades portou-se à altura do seu prestígio, como também em certos aspectos rocambolescos, protagonizados pelos do costume e por mais alguns, que pareceram ter vindo de algum filme do James Bond, com acções de espionagem e intimidação. Deste aparato todo emergiu um novo presidente, parecendo ser, em minha opinião, o homem certo no lugar certo. Oxalá assim seja, porque o desporto português precisa do Sporting no lugar que lhe pertence por direito.

Agora é tempo de apoiar a nossa selecção. Força Portugal !!!

17 maio 2013

Na única competição que lhe resta, o FC Porto é agora o favorito

6 Foras-de-jogo
Ao vencer o Benfica, o Porto passou para a frente do campeonato, mas terá de vencer o Paços para se precaver de um desaire de última hora. Isto, partindo do princípio que o Benfica ganhará o seu último jogo do campeonato, coisa que está longe de se poder considerar uma certeza. Quanto ao Sporting, nada lhe serviu ter ganho ao Olhanense. Irá ter a sua pior classificação de sempre e para a próxima época vai limitar-se às competições nacionais, o que até poderá não ser mau, veja-se o Porto desta época.

SC Portugal – Olhanense: mais do mesmo, muitas oportunidades, que desta vez não resultaram em vantagem, bom golo de Capel quase a meio da segunda parte, e fim de jogo de aflitos, com a vitória a ser garantida pelo excelente Rui Patrício. Foi uma boa imagem do que é este Sporting de Jesualdo Ferreira. Quanto ao Olhanense, reagiu bem ao golo do adversário, mas já não foi a tempo de conseguir o empate.

FC Porto – SL Benfica: vitória merecida do Porto porque, para mim, quem mais procura marcar golos e vencer o jogo, é quem mais merece ganhar. Mesmo numa vitória conseguida através de um auto-golo e de um remate de um miúdo que foi posto a jogar em desespero de causa, pois o seu treinador já quase não contava com ele, mesmo assim a vitória do Porto é merecida, mas é cruel e afortunada, sendo bem compreensível a alegria histérica do treinador do Porto quando viu aquele último golo caído do Céu. Quanto ao Benfica, jogou em contenção, procurando a máxima eficácia defensiva com o mínimo de esforço físico, tendo em conta o jogo com o Chelsea. Quase conseguiu o que pretendia, mas o grande golo de Kelvin, dois minutos depois da hora, deitou por terra os planos para o Benfica continuar a apenas depender de si próprio. A arbitragem cometeu um enorme erro, quando aos oitenta e cinco minutos, deixou passar um lance com dois jogadores do Porto em fora de jogo, jogada essa que ia dando golo para o Porto. Compreende-se, o jogo caminhava para o fim, o Porto não marcava, pelo que havia de tentar a vitória por outros meios. Parece que agora são os fiscais de linha que fazem o trabalho sujo, para a imagem de Pedro Proença não sair tão prejudicada.

Nota final: embora tenha jogado bem, o Benfica perdeu para o Chelsea a Liga Europa. Foi um jogo em que o Benfica melhorou a sua imagem na Europa, um jogo de grande qualidade técnica, em que se viu que o Benfica está no bom caminho, devendo por isso tentar manter para a próxima época, o treinador e a maioria do plantel.

10 maio 2013

Duelo de gigantes

3 Foras-de-jogo
"Gostaria que o vencedor, ganhando com justiça, ganhando porque jogou melhor, seja também o vencedor do campeonato"

É pena que o Porto – Benfica da próxima jornada não seja o último jogo do campeonato. Seria uma espécie de duelo ao pôr-do-sol, ou o combate final entre os dois mestres de artes marciais dos filmes de cowboys ou de kung fu da nossa adolescência. Assim, a não ser que o Benfica vença o Porto, a decisão final ficará para a última jornada. Mas mesmo não tendo um carácter absolutamente decisivo, este será sem dúvida um jogo emocionante que, à partida não tem favorito. Ao contrário do que querem fazer crer certos comentadores, este jogo é mais importante para o Porto do que para o Benfica, pois os nortenhos já estão fora de todas as outras competições, enquanto o Benfica, infelizmente no que ao campeonato diz respeito, ainda está envolvido em mais duas finais, uma nacional e outra europeia. Como perante o jogo que se aproxima, os que se disputaram esta semana até parecem de pouco significado, deixo apenas pequenas notas sobre os jogos dos três grandes.

Nacional – FC Porto: jogo fácil para o Porto, tão fácil que até foi finalmente marcado penalti, quando um jogador do Porto jogou na sua área, a bola com a mão.

Paços de Ferreira – SC Portugal: depois do grande jogo contra o Benfica, o Sporting ficou sem gás, ganhando de aflitos ao Nacional e perdendo agora contra o Paços, que se vem confirmando como a terceira melhor equipa do campeonato. Parece que para a próxima época o Sporting não estará a competir na Europa. Menos precisará de gastar em jogadores...

SL Benfica – Estoril: que grande clube é o Benfica! Não só proporciona as maiores receitas aos outros clubes quando os vai visitar, Porto incluído, como faz com que algumas equipas pratiquem o seu melhor futebol. Aconteceu com o Sporting e agora foi a vez do Estoril fazer a sua melhor exibição da época, alcançando um merecido empate. Quanto ao Benfica, não resisto a referir que, por mim, Carlos Martins nunca mais vestia a camisola do clube.

Resta-nos esperar por sábado. As duas melhores equipas do campeonato, a grande distância de todas as outras, vão de novo defrontar-se. Espera-se que seja um jogo justo com um vencedor justo. Gostaria que o vencedor, ganhando com justiça, ganhando porque jogou melhor, seja também o vencedor do campeonato. Porque embora seja possível ao Benfica ser campeão mesmo perdendo o jogo com o Porto, entendo que o Glorioso tem de, pelo menos empatar para, com o Moreirense, terminar o campeonato em beleza.

04 maio 2013

Quase, quase...

0 Foras-de-jogo

"O Benfica parece fatigado, tanto física como mentalmente, valendo neste momento a qualidade do seu plantel e o enorme apoio dos adeptos em todos os estádios, para se manter na luta em três frentes"


Faltando apenas três jornadas para o fim do campeonato, é-me difícil conter o entusiasmo e a euforia, embora saiba que os benfiquistas devem manter a calma e terem sempre presente que o campeonato português não é um campeonato normal e em três jornadas muito pode acontecer...

FC Porto – Vitória de Setúbal: jogo difícil para o FC Porto, não no aspecto de correr risco de perder o jogo, mas sim de ele acabar empatado. De facto, embora defendendo bem, o Vitória de Setúbal nunca ameaçou a defesa portista, limitando-se a defender e a adiar o primeiro golo do Porto. Estranhamente, esta equipa do Porto parece cansada, quando só está a competir no campeonato nacional e também com falta de inspiração para contornar uma defesa fechada, mas sem grande qualidade. James não conseguiu marcar golo no penalti indiscutível motivado por um corte com a mão de um jogador setubalense dentro da área. Curiosamente, numa jogada parecida com várias que ocorreram na área do FC Porto, durante o campeonato e em que o Porto ficou impune... Tem sido difícil ao Porto arranjar quem marque os penaltis com que tem sido contemplado. Jackson, embora sendo um grande avançado, não é eficaz na marcação desta falta e James, que tem grande qualidade técnica, também não foi capaz de fazer melhor, isto sem tirar mérito à grande defesa de Kieszek, o melhor jogador do Vitória de Setúbal. No Porto, em minha opinião, nenhum jogador se destacou. Foi uma vitória justa mas sem brilho, perante fraco adversário.

SC Portugal – Nacional: mais um jogo em que o Sporting entra de rompante, marca golo e depois põe-se à sombra da bananeira, permitindo que o adversário se recomponha e procure fazer o empate. O Nacional reagiu muito bem ao golo do Sporting, ocorrido logo aos seis minutos e conseguiu equilibrar o jogo, criando boas oportunidades e alcançando o empate já relativamente perto do fim do jogo. Reagiu de pronto o Sporting, retomando o controlo do jogo, criando algumas oportunidades e marcando o golo da vitória graças a óptimo golpe de cabeça de Rojo, que festejou efusivamente aquele que terá sido, julgo eu, o seu primeiro golo no campeonato. Vitória justa do Sporting que terá na próxima jornada um osso muito duro de roer, no jogo com o Paços de Ferreira.

Marítimo – SL Benfica: o que disse do Sporting também se aplica ao Benfica: começo muito forte, golo marcado muito cedo e abrandamento quase imediato, entregando a iniciativa do jogo ao adversário. O Marítimo reagiu bem, quase conseguindo marcar poucos minutos depois do golo do Benfica, graças a um livre muito bem marcado por Rosário, que atingiu o poste da baliza de Artur. Conseguindo empatar pouco antes de acabar a primeira parte, o Marítimo conferiu justiça ao resultado, pois o seu golo era, há muito, merecido. No segundo tempo o Benfica esqueceu o jogo para a Liga Europeia, a disputar na próxima quinta feira e aplicou-se totalmente na busca da vitória, o que conseguiu com todo o merecimento. Lima acertou na barra e no poste e acabou-se por se escrever direito por linhas tortas através de um auto golo de Rossi, precisamente o jogador que tinha marcado o golo do empate. O futebol é mesmo assim! O Marítimo tem uma boa equipa, que joga de uma forma positiva, merecendo lutar até ao fim por um lugar na Europa. O Benfica parece fatigado, tanto física como mentalmente, valendo neste momento a qualidade do seu plantel e o enorme apoio dos adeptos em todos os estádios, para se manter na luta em três frentes. Neste momento o Benfica está entre o céu e o inferno, tanto podendo ter a melhor época dos últimos anos, como terminar morrendo na praia sem nada ter ganho. Para além da fadiga, do valor dos adversários e do calendário sobrecarregado, o Glorioso terá que enfrentar a campanha de intoxicação que a máquina de propaganda do Porto e alguns fósseis do Sporting, estão a fazer para condicionar as arbitragens dos últimos jogos do campeonato. Neste contexto, todos os benfiquistas têm de cumprir a sua parte: os dirigentes mostrando atenção e firmeza contra as manobras do ditador vitalício e seus cúmplices, os técnicos e jogadores mantendo a concentração e não caindo em euforias nefastas e os adeptos comparecendo e apoiando a equipa do Benfica em qualquer estádio a que ela vá jogar. Força Benfica!!!

Nota final: uma das atoardas que a propaganda anti - Benfica gosta de repetir é que o Benfica seria o clube do antigo regime. A esse respeito aconselho a ler uma entrevista dada a um jornal por um historiador a respeito de um livro que publicou. O historiador chama-se Ricardo Serrado, o seu livro tem o título: O Estado novo e o Futebol e a entrevista vem no jornal Público de 25 de Abril de 2013 na página 42. Verão nessa entrevista como cai pela base a farsa anti-Benfica! (Ler AQUI)

27 abril 2013

Faltam (ainda) quatro jornadas. Será só na última que teremos campeão?

10 Foras-de-jogo
"O Sporting fez a sua melhor exibição da época e só terá perdido o jogo porque o árbitro teve alturas em que pareceu ter abdicado de arbitrar, com evidente prejuízo para a equipa de Alvalade"

Graças a uma vitória sobre o Sporting, o Benfica ficou mais perto do título, pois manteve os quatro pontos de vantagem sobre o Porto, vantagem escassa mas que permite que o Benfica continue a depender só de si próprio, ao contrário do seu rival.

Moreirense – FC Porto: Tranquila e merecida vitória do Porto contra uma equipa que irá provavelmente descer de divisão, a não ser que os senhores da Liga consigam levar por diante a sua golpaça. Jackson quebrou o jejum e marcou dois golos, consolidando a sua posição de melhor marcador do campeonato. É, de facto, um grande avançado, uma mistura de Lima e Cardozo, tendo a mobilidade de um e quase a potência e precisão de remate do outro. Quem parece cansado ou desmotivado é James, outro excelente jogador que parece alheado da luta sem tréguas que o Porto trava com o Benfica. Havemos de ver se algum clube estrangeiro não estará a fazer ao Porto com James, o que o Porto fez ao Sporting com Moutinho e Izmailov. Seria uma espécie de justiça poética. Quanto ao Moreirense, a única coisa a dizer é que oxalá o argelino Ghilas consiga ir na próxima época para um clube onde possa demonstrar toda a categoria que parece ter.

SL Benfica – SC Portugal: Mais um duelo entre os dois maiores clubes portugueses, os únicos com verdadeira implantação nacional. Como é tradição, a diferença pontual entre ambos não significou nada, o Sporting fez a sua melhor exibição da época e só terá perdido o jogo porque o árbitro teve alturas em que pareceu ter abdicado de arbitrar, com evidente prejuízo para a equipa de Alvalade. Penaltis por marcar contra o Benfica foram dois, e também no aspecto disciplinar o Benfica devia ter jogado parte do jogo com um jogador a menos. Admito portanto, sem ambiguidades, que o Benfica foi neste jogo beneficiado pela arbitragem. Foi pena que haja esta mancha na sua vitória, construída com dois grandes golos, o segundo dos quais irá provavelmente ser o melhor do campeonato, tendo já corrido a Europa, que destacou o génio individual e colectivo com que foi construído. Compreendo portanto, a frustração e a indignação dos sportinguistas, a começar pelo seu presidente, pessoa que parece querer livrar o Sporting das múmias que por lá andam, mas rio-me da indignação dos portistas, que parecem esquecidos das sucessivas jogadas de andebol que ocorreram em vários jogos na área portista, com o Porto a sair sempre impune. Num jogo emotivo mas nem sempre bem disputado, destaque para Gaitan e Bruma, dois jogadores que não deverão ficar muito mais épocas no futebol português. A outro nível, o jogo correu bem, num estádio com mais de sessenta e duas mil pessoas, com uma claque do Sporting que nem mesmo a perder deixou de apoiar o seu clube e com o habitual fervor dos adeptos do Glorioso. Só quem como eu lá esteve, é que se apercebe da corrente de emoções que percorre aquele estádio quando está cheio, ainda por cima não acontecendo incidentes graves. Com excepção da arbitragem, foi o futebol no seu melhor!

Nota final: Um antigo jogador do Porto, proferiu graves acusações, afirmando que se tinha dopado várias vezes enquanto foi jogador do FC Porto, por indicação de um qualquer funcionário do clube. Evidentemente isto não vai ter consequências nenhumas para o clube, pois se nem os telefonemas e testemunhos gravados no caso do Apito Dourado serviram, muito menos abalará o clube as declarações de um jogador conhecido por levar um estilo de vida que lhe conferirá pouca ou nenhuma credibilidade. Se calhar, o FC Porto até está inocente, mas ao ler a notícia veio-me à memória o tempo em que os jogadores do Porto corriam como nenhuns outros em Portugal, enquanto iam sendo atacados de calvície prematura...

04 abril 2013

"A paragem do campeonato fez bem aos três maiores clubes"

3 Foras-de-jogo
"Árbitros como este [jogo: Benfica - Rio Ave], deviam ir estagiar a Inglaterra, onde aprenderiam a distinguir entre o que é uma falta grave e o que é uma simples falta decorrente do contacto normal entre jogadores"

Como seria de esperar e embora por razões diferentes, foi benéfica a paragem do campeonato para Benfica, Sporting e Porto. Ao Benfica possibilitou algum descanso a parte do plantel, sobrecarregado de jogos, retomando fôlego para o que lhe falta jogar nas três competições em que está envolvido. O Sporting viu durante a paragem ser resolvida a questão da liderança do clube e a equipa teve mais tempo para assimilar as ideias de Jesualdo Ferreira. Quanto ao Porto, como referi na crónica anterior, estava encostado às cordas e teve assim possibilidade de redefinir estratégias e recuperar jogadores, não tendo havido inconveniente nenhum, pelo contrário, em Moutinho ter jogado pela selecção, ao contrário do que insinuou o boçal presidente do Porto.

Académica – FC Porto: jogo fácil com vitória justa do Porto, perante uma doce Académica que não ofereceu a resistência que exibe contra outros clubes... Moutinho, Lucho e James parecem em melhor forma e Mangala vai ser um central de categoria europeia se aprender a controlar a agressividade, pois lá fora não terá por certo a mesma “compreensão” dos árbitros. Por falar em arbitragem, também ela quis contribuir para a vitória do Porto, cometendo dois erros graves em prejuízo da Académica. Destaque por fim, para o grande golo de Castro, um jogador que talvez merecesse mais oportunidades.

SL Benfica – Rio Ave: tremendo jogo do Benfica, com golos para todos os gostos, com natural destaque para Lima. Marcando muito cedo, o Benfica jogou com tranquilidade, dominando um Rio Ave de quem se esperava mais. Mas o Benfica dominou por completo durante quase todo o jogo equipa aveirense que, mesmo assim, ainda conseguiu um golo, o que só valoriza o espectáculo. Quem não se valorizou foi o árbitro, que numa partida relativamente tranquila, mostrou a enormidade de três cartões vermelhos e nove amarelos. Árbitros como este, deviam ir estagiar a Inglaterra, onde aprenderiam a distinguir entre o que é uma falta grave e o que é uma simples falta decorrente do contacto normal entre jogadores.

SC Braga – SC Portugal: interessante este jogo entre um grande clube nacional e outro que se quer fazer passar por grande, mas que ainda não tem esse estatuto. Ambas as equipas poderiam ter ganho, mas o Sporting teve a sorte do jogo pelo seu lado, não deixando de ter também, muito mérito. Foi uma surpresa ver a jovem equipa do Sporting reagir tão bem à expulsão de Joãozinho, não se desorientando e procurando jogar para ganhar em vez de procurar segurar o empate. Embora continue a ter uma defesa fraca, a equipa do Sporting parece mesmo assim estar mais organizada e, principalmente, mais motivada. Como já aqui escrevi, Wolfswinkel ainda irá ser muito útil ao Sporting, ajudando a manter a esperança de conseguir uma classificação que lhe possibilite o acesso à Europa. O Braga jogou o suficiente para pelo menos empatar, mas não teve sorte nos minutos finais do jogo, falhando duas boas oportunidades e vendo de seguida Wofswinkel marcar o golo da vitória mesmo no fim. O Sporting está a apenas a três pontos de chegar a um lugar que lhe permita ir à Europa, o que seria importante em termos de receitas que lhe permitam a manutenção do plantel, sem precisar de vender jogadores para pagar despesas correntes. Eu acredito que irá lá chegar.

Nota final: há pessoas que não concordam com a presença dos presidentes de clubes no banco de suplentes, e eu sou uma dessas pessoas, mas foi emocionante ver o presidente do Sporting, envergando um equipamento do clube que nada o distinguia dos outros elementos, vibrar intensamente com os golos e com a vitória do seu clube, duma forma simples e genuína. Será que o Sporting arranjou finalmente um líder capaz de motivar a família sportinguista, reduzindo a brigada do reumático à sua insignificância? Já Napoleão Bonaparte dizia que não haviam maus soldados, o que às vezes havia eram maus generais. Veremos se Bruno de Carvalho será o general de que o Sporting precisa.

22 março 2013

O Benfica destaca-se, mas o caminho a percorrer não admite euforias prematuras

3 Foras-de-jogo
"O plantel do Benfica parece bem mais homogéneo do que o do Porto, veremos se terá qualidade suficiente para as três competições que disputa"

Aumentando a sua vantagem em pontos e golos, o Benfica só depende de si próprio e o seu maior obstáculo é neste momento o triunfalismo de alguns adeptos com a memória curta, parecendo já ter esquecido o que aconteceu a época passada.

SC Portugal – Vitória de Setúbal: Interessante jogo onde o Sporting jogou a espaços o seu melhor futebol desta época e em que, tendo vencido com justiça, até podia ter sido derrotado, devido à habitual tremedeira e ansiedade que atinge a equipa. Num filme já visto anteriormente, o Sporting depressa conseguiu uma vantagem suficiente para controlar o jogo sem sobressaltos, mas o Setúbal reagiu e, ainda no primeiro tempo, reduziu a vantagem leonina. Entre bolas ao poste e algumas boas jogadas de ambas as equipas, o tempo foi passando e o Sporting voltou às vitórias. Capel, Labyad e Wolfswinkel destacaram-se no Sporting, que não precisou desta vez de grande exibição de Rui Patrício. Wolswinkel já foi vendido, precisamente quando parecia estar a recuperar a confiança, mas o clube precisa de dinheiro para pagar ordenados e o jovem avançado ainda pode ser muito útil à equipa até ao final de época.

Marítimo – FC Porto: parecendo afectado pela derrota em Málaga, o Porto fez uma exibição pouco convincente perante um Marítimo que teve a sorte do jogo e um grande guarda-redes, como argumentos para conseguir o empate. O azar de uns é a sorte de outros, o Porto perdeu Atsu logo no princípio do jogo, um defesa escorregou, falhando o corte no lance do golo do Marítimo, e Jackson marcou sem convicção uma grande penalidade bem assinalada, possibilitando uma boa defesa ao francês Salin. Para além da falta de sorte, também o árbitro não esteve disposto a fretes, não indo na conversa de Lucho e companhia, quando por várias vezes simularam ter sofrido falta. O Porto não tem alternativa para Moutinho, Lucho e James estão em baixa de forma e esta paragem no campeonato faz com que o Porto se pareça com aqueles pugilistas que estão à beira de sofrer nocaute e são salvos pelo gongue.

Vitória de Guimarães – SL Benfica: depois de dois jogos em que jogou muito mal, o Benfica regressou ao seu bom futebol, derrotando o Bordéus em emocionante jogo e atropelando o Vitória, embora o jogo para o campeonato tenha acabado com um resultado enganador, pois não houve uma diferença tão grande entre as equipas como o resultado pode levar a crer. Com alguns jogadores em grande forma, como Gaitan, Garay, Cardozo e Salvio, a eficácia do ataque foi tremenda, aliada a boa segurança defensiva. O Benfica venceu e convenceu, terminando em grande plano um intenso ciclo de jogos. O plantel do Benfica parece bem mais homogéneo do que o do Porto, veremos se terá qualidade suficiente para as três competições que disputa.

Nota final: qualquer português, de qualquer clube, se for minimamente bem formado, verá com vergonha e indignação o vídeo que está a passar na net em que adeptos do Porto destroem um restaurante em Málaga. Já há muito em Portugal se sabe o que alguns adeptos do Porto fazem a estações de serviço a camionetas de aluguer e em tudo o mais que fique à mercê da sua falta de civismo. Eu próprio presenciei o clima de terror que se instalou numa estação de serviço com a chegada de camionetas com adeptos do Porto. A estação foi encerrada e os últimos clientes tiveram de sair pela porta traseira da estação, sendo protegidos pela polícia até partirem nos seus carros. Agora também em Espanha já passaram a ser conhecidos estes malfeitores que acompanham o clube nortenho. Estes meliantes, que são uma vergonha nacional, passaram a ser uma vergonha internacional!

14 março 2013

Também no que diz respeito a golos, o Benfica passou para a frente

0 Foras-de-jogo
"Faleceu João Rocha, antigo presidente do Sporting...Com ele como presidente, o Sporting foi o clube mais ecléctico do país, vencendo não só no futebol como nas modalidades ditas amadoras... É com sincera pena que assinalamos a sua partida!"

Sem que seja uma vantagem decisiva, longe disso, a verdade é que o Benfica aproveitou a fragilidade e a infelicidade do Gil Vicente para conseguir uma goleada que lhe permite estar em vantagem num dos factores de desempate, caso haja igualdade pontual no fim do campeonato. Mas a diferença é tão pequena que para a semana tudo pode estar diferente neste emocionante mano a mano.

FC Porto – Estoril: disposto a alcançar vantagem rapidamente, o Porto conseguiu ter o jogo decidido ao fim de quinze minutos, com um grande golo de Maicon e outro de penalti bem assinalado, convertido por Jackson. Se o remate de Eduardo, aos quarenta minutos, tivesse sido golo em vez de ir à trave, talvez o jogo fosse mais exigente para os jogadores do Porto. Mas como não foi, o jogo foi decorrendo calmamente, sem o Porto ter de se preocupar perante um frágil Estoril. Acabou assim por ser um bom jogo – treino, antes da jornada europeia.

Académica – SC Portugal: empate entre duas equipas que, embora estejam muito próximas na classificação, têm ou deveriam ter, objectivos muito diferentes. O Sporting jogou muito mal na primeira parte, embora tenha de se dar mérito à Académica, que começou muito segura e com uma ambição ofensiva que não se tem visto em outros jogos recentes... Na segunda parte o Sporting mostrou mais empenho e equilibrou o jogo, beneficiando da quebra física da Académica, bem visível nos últimos quinze minutos. Mesmo assim, só com mais uma grande exibição de Rui Patrício é que o Sporting não sofreu mais uma derrota. Pode-se dizer e é verdade, que o guarda-redes está lá para defender, mas não é bom sinal quando uma equipa tem de depender tanto do seu guarda-redes para não ser derrotada. Significa não só que a sua defesa é fraca, como também o seu ataque não é suficientemente produtivo, para lhe permitir sofrer golos mas mesmo assim conseguir a vitória. Para conseguir chegar ao empate, o Sporting contou como de costume com Capel e com o já citado Rui, tendo também Labyad feito uma boa segunda parte. Assinale-se também o regresso aos golos por parte de Wolfswinkel. Ainda vai a tempo de ajudar o Sporting a lutar pelos lugares europeus.

SL Benfica – Gil Vicente: mais um jogo em que o resultado foi melhor do que a exibição, muito embora o Benfica tenha merecido a vitória. Conseguido o primeiro golo de forma feliz, bastou deixar correr o jogo ao sabor da inspiração de Ola John, Salvio, Melgarejo, que até marcou um grande golo e restante companhia de artistas. Sem forçar muito, o Benfica conseguiu três objectivos: venceu, ultrapassou o Porto no que aos golos diz respeito e fez também um moralizador jogo – treino perante o frágil e pouco afortunado Gil Vicente.

Nota final: faleceu João Rocha, antigo presidente do Sporting. Foi talvez o melhor presidente que o Sporting teve e um dos melhores dirigentes que o desporto nacional conheceu. Com ele como presidente, o Sporting foi o clube mais ecléctico do país, vencendo não só no futebol como nas modalidades ditas amadoras. A classe de ginástica do Sporting tinha fama mundial tendo chegado a exibir-se na China, quando este país estava muito mais fechado do que actualmente. É com sincera pena que assinalamos a sua partida!

06 março 2013

"Vantagem do Benfica é escassa e enganadora"

3 Foras-de-jogo
"Vantagem é escassa e enganadora"

Ao pensar nos dois jogos que determinaram a passagem para a liderança do campeonato, por parte do SLB, lembrei-me do cientista português António Damásio. Este cientista defende que as análises que fazemos e as decisões que tomamos, são consequência da relação entre o nosso lado racional, a que ele chama razão, e o nosso lado emocional, a que ele chama coração. Analisando o Sporting – Porto e o Beira-Mar – Benfica, a razão diz-me que o Porto seria um justo vencedor e que o Benfica não merecia ter ganho ao Beira-Mar, pelo que, quem deveria estar à frente seria o Porto. Mas o coração não quer saber disso para nada e exulta por o Glorioso ter finalmente alcançado a liderança isolado. Também nestas contradições está a beleza do futebol.

SC Portugal – FC Porto: jogo renhido e por vezes bem jogado entre duas equipas cujo estado de espírito não poderia ser mais diferente. O desmotivado e enfraquecido Sporting contra o líder do campeonato, o forte e confiante Porto. Mas o futebol liga pouco a estados de espírito e, embora o Porto estivesse mais perto de vencer o jogo, bem o poderia ter perdido, não fosse a inoperância de Wolfswinkel, um dos jogadores mais afectados por tudo o que se está a passar no Sporting. Embora sem Moutinho e quase sem James, que ainda parece afectado pela lesão, o Porto contou com o excelente Martinez, o saudável Izmaylov e o seguro Helton para colmatar as ausências e tomar a iniciativa do jogo. O Sporting lutou como lhe foi possível, contando sempre com o grande Rui Patrício para não sofrer golos e conseguindo criar algumas situações de golo iminente, não concretizadas pelos seus inoperantes avançados. Aceita-se pois o empate, embora a haver um vencedor teria que ser o Porto. Quem também se mostrou inconformado com o empate foi o árbitro, que em desespero de causa e, porventura, como forma de aviso para futuros adversários do Porto, expulsou sem razão evidente um jogador e os dois treinadores do Sporting!!!

Beira-Mar – SL Benfica: vitória enganadora do Benfica que, depois de um começo de jogo dominador, onde esteve perto de marcar logo ao primeiro minuto, conseguiu o golo através de um penalti indiscutível, concretizado por Cardozo. A partir daí o Benfica fechou a loja, muito por mérito do Beira-Mar, que a partir dos trinta minutos de jogo passou a dominar em todos os aspectos. Embora não tenha criado muitas oportunidades de golo na primeira parte, o Beira-Mar merecia ter chegado ao empate porque continuou a ter a iniciativa do jogo e na segunda esteve perto de marcar por mais de uma vez. Também Cardozo falhou uma emenda à boca da baliza, mas se marcasse ainda teria sido mais injusto o resultado. Num Benfica que, ou estava muito cansado, ou estava já a pensar no Bordéus, destaco Enzo Perez, pelo seu empenho, qualidade técnica e sentido táctico, soma de virtudes rara num só jogador. No Beira-Mar gostei muito de Rúben, um jogador que, no Beira-Mar ou noutra equipa mais ambiciosa, tem de permanecer na primeira liga.

Notas finais: Jesualdo Ferreira e Oceano vão poder continuar no banco do Sporting, não tendo portanto grande efeito a acção intimidatória do senhor árbitro.

As respostas às duas questões que coloquei a semana passada foram, à excepção de um infeliz que deve ouvir unicamente palavrões desde que nasceu, civilizadas e até com bom humor.

Claro que ninguém desmentiu o indesmentível, o que é uma prova de inteligência que me apraz registar. Para todos os que me elogiam ou criticam, desde que o façam com educação, vão os meus cumprimentos.

NOTA FDJ: Deixe o seu comentário mas não fique fora-de-jogo nas suas palavras. 

01 março 2013

"Que o Sporting seja afortunado na escolha do novo presidente, que tem de ser alguém capaz de tanto saber lidar com os bancos como com a "brigada do reumático" enquistada no clube"

9 Foras-de-jogo
"Esperemos que o Sporting seja afortunado na escolha do novo presidente, que tem de ser alguém capaz de tanto saber lidar com os bancos como com a "brigada do reumático" enquistada no clube e que tanto mal lhe faz"

Os resultados dos três maiores clubes portugueses nesta vigésima jornada foram dentro da normalidade porque, infelizmente, as derrotas do Sporting já se podem considerar normais, de tanto acontecerem. É uma pena que este histórico do futebol português, um clube que é o segundo maior de Portugal e a quem o desporto português tanto deve, esteja a passar por uma tão grande crise desportiva, económica e de liderança. Esperemos que o Sporting seja afortunado na escolha do novo presidente, que tem de ser alguém capaz de tanto saber lidar com os bancos como com a "brigada do reumático" enquistada no clube e que tanto mal lhe faz. (Eu, mesmo não sendo do Sporting, fico indignado com os artigos de um certo doutor e líder da referida brigada. Como é possível que alguém com as suas responsabilidades no clube, ponha a sua vaidade pessoal à frente dos interesses do Sporting?

Estoril – SC Portugal: mais uma derrota do Sporting num jogo disputado debaixo de tremendo mau tempo, que chegou até a obrigar a paragem da partida, por falha da instalação eléctrica. Desta vez, nem o grande esteio da equipa, Rui Patrício, conseguiu fugir ao desnorte que caracteriza as exibições do Sporting. À descrença de uns, junta-se a inexperiência de outros e até Jesualdo Ferreira parece um pouco perdido no meio de tantas situações negativas. O Estoril não tem nada a ver com isso e fez o seu trabalho muito bem, podendo até ter ganho por uma diferença maior.

FC Porto – Rio Ave: vitória natural do Porto que, mesmo assim, apanhou um pequeno susto quando o Rio Ave marcou, eram decorridos quarenta minutos. Antes já Martinez tinha falhado um penalti, devido a querer marcá-lo com nota artística. Mais um penalti e Martinez volta a encarregar-se da marcação , com êxito desta vez, colocando justiça no resultado. Depois até bisou, dando sequência à superioridade portista. O Porto está muito bem e, com James de volta, consegue ter um futebol mais versátil e imaginativo. Quanto a Ismaylov, continua a respirar saúde...

SL Benfica – Paços de Ferreira: bom jogo de futebol e boa vitória do Glorioso, que em certos momentos conseguiu mostrar toda a qualidade do seu futebol, considerado o mais vistoso do campeonato. Marcando no princípio do jogo e no princípio da segunda parte, o Benfica foi senhor da partida, pressionando sempre o Paços que, embora tenha conseguido a sua habitual boa circulação de bola, quase nunca conseguiu chegar com perigo à baliza de Artur. Com os dois extremos a jogarem a grande nível, com Matic a dar grande segurança ao meio campo, só faltou uma maior inspiração dos avançados para o Benfica ter conseguido uma goleada. Quanto ao Paços, não jogando mal, esperar-se-ia mais de um terceiro classificado à vigésima jornada.

Nota final: começa a ser habitual, o aparecimento de comentários às minhas crónicas, escritos à base de insultos e palavrões, num português rudimentar próprio de analfabetos funcionais. Quem escreve comentários desse tipo só me faz sorrir, porque ofendem e estrebucham mas não conseguem desmentir os factos que descrevo. Estes adeptos do Porto são como todos os adeptos do nosso futebol: sabem que o Porto joga por fora para conseguir os seus objectivos! Haverá por exemplo algum adepto do Porto, na posse das suas faculdades mentais, que realmente acredite que um árbitro vai a casa do presidente do clube, poucos dias antes de arbitrar um jogo desse clube, para pedir conselhos matrimoniais (e então a quem...), conselhos esses que, ainda por cima, não são para si mas para o seu pai? E haverá adepto portista que acredite realmente, que um árbitro vai de férias com viagem paga pelo clube, utilizando os seus nomes do meio e que quando o assunto é conhecido dá três versões no mesmo dia de como conseguiu os bilhetes, não foi aliciado pelo clube? Claro que não. Mas podem fazer de conta que sim, sem precisarem de usar uma escrita grosseira que não me afecta, pois é para o lado que durmo melhor, mas que desqualifica quem a escreve e prejudica este blog, que já apelou sem resultado à contenção e à boa educação de quem comenta. Quantos aos que de mim discordam e me criticam duramente mas de forma educada e apresentando argumentos, são sempre vindos. ​

NOTA FDJ: Deixe o seu comentário, mas não fique fora-de-jogo com as suas palavras. Muito obrigado.

21 fevereiro 2013

"Com mais ou menos dificuldade, o Benfica lá vai resistindo às emboscadas que lhe montam, mantendo-se, num duelo desigual, na luta pelo título"

7 Foras-de-jogo
Com mais ou menos dificuldade, o Sport Lisboa e Benfica lá vai resistindo às emboscadas que lhe montam, mantendo-se, num duelo desigual, na luta pelo título.

Beira-Mar – FC Porto: Mais um jogo na maior tranquilidade, desta vez proporcionada pela rapaziada do Beira-Mar. O Porto ganhou com toda a justiça, destacando-se Atsu e Moutinho. Como adepto de futebol, não posso deixar de saudar o regresso aos relvados de James, que sendo já um grande jogador, ainda tem uma grande margem de progressão. Se o Porto ganhasse apenas porque tem melhores jogadores e melhor equipa eu aceitá-lo-ia sem reservas.

Gil Vicente – SC Portugal: Interessante e emocionante jogo de futebol que, mesmo não sendo sempre bem jogado, prendeu a atenção de todos os que a ele assistiram. O treinador do Sporting apresentou uma equipa com uma idade média de vinte e um anos, talvez num esforço desesperado para motivar jogadores que parecem conformados com a situação do clube. A verdade é que o Sporting, que tem tido uma percentagem de aproveitamento de lances de golo, absolutamente miserável, conseguiu desta vez marcar dois golos em seis minutos, parecendo encaminhado para uma exibição dominadora e até, para uma goleada. Porém o Gil Vicente soube reagir muito bem ao demolidor começo do Sporting e, contando também com a ingenuidade e falta de experiência da jovem equipa leonina, lá foi equilibrando o jogo, marcou o primeiro golo graças ao excelente aproveitamento de Hugo Vieira de uma falha de um defesa e até podia ter chegado ao intervalo já com o jogo empatado. Após o segundo golo de Hugo Vieira, mais uma vez com a colaboração da defesa leonina, o Sporting fez entrar Capel e este jogador foi decisivo para a vitória, não só pelo golo que marcou como pela serenidade que transmitiu à equipa. Também a entrada de André Martins foi importante para reequilibrar o meio campo do Sporting, que mesmo assim teve de contar com a sorte e com o magnífico Rui Patrício para não ver fugir de novo a vitória. Aconselho os adeptos do Sporting a guardarem uma fotografia desta equipa de jovens talentos e daqui a cinco anos verem o que é feito deles. Talvez encontrem resposta para o porquê de alguns dos problemas do Sporting.

SL Benfica – Académica: Tremenda e desgastante partida para a equipa do Benfica, que teve de lutar contra a falta de inspiração dos seus jogadores e a resistência encarniçada de uma equipa da Académica que nem tentou disfarçar ao que vinha: não para disputar a vitória mas apenas para fazer o Benfica perder dois pontos. Depois de uma bola no poste, outra na trave, um penalti por marcar e um par de boas defesas de Ricardo, o Benfica lá conseguiu ganhar o jogo, porque se aquela segunda grande penalidade não fosse marcada, mais valia dar já as faixas de campeão ao clube do ditador vitalício. A Académica já perdeu sete vezes neste campeonato, não era caso para tanta frustração dos seus jogadores no fim do jogo. Até parecia que não eram só os pontos do jogo que tinham perdido! Como já escrevi, o Benfica não fez das melhores exibições da época, longe disso, mas a vontade dos jogadores em ultrapassar a falta de inspiração, não ofereceu dúvidas e isso é de enaltecer. Mesmo não jogando muito bem, destaque para Gaitan e para Lima, que não falhou no momento da verdade.

Enquanto via o jogo, lembrei-me da decepção dos dirigentes portistas, por causa de Pedro Proença não ter arbitrado o último Benfica - Porto. Se tal tivesse sucedido, o Porto ganharia, fosse de que maneira fosse e a equipa do Benfica teria sido dizimada, comprometendo talvez irremediavelmente o resto do campeonato. Não conseguindo o jackpot, o Porto teve o prémio de consolação: Proença arbitrou o Nacional – Benfica, que acabou empatado, expulsando sem motivo dois jogadores do Benfica. Quais foram esses jogadores? Apenas o melhor marcador e o médio em melhor forma da equipa, que tanta falta nos fizeram contra a Académica. Mesmo assim, o Benfica continua na luta, resta aguardar pelo que se seguirá.

NOTA FDJ: Não fique fora-de-jogo nos seus comentários. Concorde ou não com a opinião deixe o seu comentário mas com moderação e sem insultos. Muito obrigado a todos os leitores.

23 janeiro 2013

Benfica – Porto: Continua a luta ombro a ombro

5 Foras-de-jogo

"Rui Patrício é o jogador mais em forma na equipa dos leões e a equipa já lhe deve muito. O Sporting que aproveite, enquanto o tem, pois Helton só deve durar mais um ano ou dois..."

semana passada não me foi possível comentar a jornada pelo que faço uma breve referência ao Benfica – Porto. Foi o melhor jogo deste campeonato e teve um resultado justo porque no desporto a sorte conta e o Porto foi bafejado pela sorte em dois lances cruciais: A infeliz intervenção de Artur no segundo golo do Porto, muito bem aproveitada por Jackson e o remate de Cardozo que desviado por Helton foi ao poste. No primeiro golo do Porto fica a dúvida se a bola não toca na cabeça de um jogador portista antes de ser desviada para a baliza por Mangala. Tanto no estádio como depois na televisão, fiquei com a ideia de que o árbitro decidiu bem e o golo é limpo. Depois dos primeiros vinte minutos jogados a um ritmo pouco habitual no nosso campeonato, o jogo serenou mas manteve um alto nível, demonstrando que estas são até agora e sem margem para dúvida, as duas melhores equipas. O árbitro foi fraquinho, como costuma ser, mas é melhor um árbitro fraco mas que erra indiscriminadamente, do que outro que não falhando tanto, falha sempre para favorecer o mesmo. É portanto compreensível a decepção do Porto que contava com a sua equipa de arbitragem favorita, aquela que lhe deu a vitória e o campeonato da época passada, neste mesmo estádio. Mas o mais importante é dar os parabéns às duas equipas pelo excelente espectáculo que proporcionaram a quem lá esteve ou viu o jogo pela televisão. Passemos a esta jornada

SC Portugal – Beira-Mar: Mais uma vitória do Sporting, desta vez jogando fora de casa, o que não acontecia há muitos meses. Tal como as duas anteriores, uma para a taça da liga e outra para o campeonato, o Sporting venceu mas não convenceu. Embora mostre mais solidez defensiva, o Sporting não tem uma dinâmica de ataque definida, vivendo muito de iniciativas individuais, como é o caso de Capel, jogador esforçado e talentoso mas que se agarra tanto à bola que quando a quer passar, já está, a maioria das vezes, rodeado de adversários, não conseguindo dar o melhor seguimento às jogadas. Valeu o grande golo de Carrillo, rematando forte e colocado de fora da grande área. De resto, lá apareceu a tremedeira defensiva do costume, nos últimos minutos de jogo. Valeu o grande guarda-redes que é Patrício, como também vem sendo hábito. Rui Patrício é o jogador mais em forma na equipa dos leões e a equipa já lhe deve muito. O Sporting que aproveite, enquanto o tem, pois Helton só deve durar mais um ano ou dois...

FC Porto – Paços de Ferreira: vitória justa da equipa do Porto, perante um Paços muito certinho a defender mas ineficaz a atacar. Na primeira parte, os pacenses só tiveram uma oportunidade digna desse nome já mesmo no fim, enquanto por várias vezes iam sofrendo golo. Aquilo que o engenho não conseguiu, foi conseguido com a sorte. Alex Sandro faz um cruzamento mal medido para dentro da área, tão mal medido que a bola entrou na baliza, para desespero e estupefacção do pobre Cássio. A partir daí o Paços ainda tentou ser mais atrevido mas o mal estava feito e as melhores oportunidades continuaram a ser do Porto, que ainda fez o segundo golo por Izmaylov, (não confundir com Izmailov, antigo jogador do Sporting). O russo do Sporting estava sempre semi ou totalmente lesionado e quando jogava parecia estar a fazer um frete. Fazia lembrar outro ex-jogador do Sporting, o famoso “maçã podre”. O russo do Porto, pelo contrário, respira saúde e motivação. Com ele e com James, que deve estar quase a regressar, o Porto será um ainda mais sério candidato ao título.

Moreirense – SL Benfica: Jogo tranquilo com vitória justa do Glorioso. O Moreirense, que está num destacado último lugar, já com seis pontos a menos que o penúltimo, costuma dar o litro sempre que joga com o Benfica, o que só lhe fica bem. Foi o que aconteceu neste jogo do campeonato, valorizando a vitória do Benfica. Numa partida sem grandes motivos de interesse e não muito bem jogada, destaque-se a tranquilidade do actual líder da prova, ao não se perturbar por ter chegado ao intervalo com a partida empatada. Com um grupo cheio de bons jogadores, desta vez coube a Salvio ser a estrela da companhia, bem acompanhado por Lima e Luisão. O defesa central não acusou o facto de ter vindo de uma lesão e estar há bastante tempo sem jogar, só lhe falta voltar a ser um temível jogador de cabeça, quando há cantos a favor do Benfica.

Algumas notas finais:

Começa a notar-se um padrão nestas idas para o Porto de jogadores do Sporting. Começa por um encontro “casual” com alguém ligado ao clube nortenho. Depois os jogadores começam apresentarem-se lesionados ou desmotivado ou ambas as coisas. Auferindo altos ordenados, ainda mais caros se tornam por não renderem desportivamente. Apertado com dificuldades financeiras, o Sporting começa a pensar o que há-de fazer a esses jogadores. Surge então o Porto, oferecendo bem menos do que o jogador em princípio vale e também um outro elemento do plantel do qual se quer ver livre. O Porto vai assim buscar ao Sporting, jogadores de qualidade, já habituados ao futebol português e que teve a oportunidade de acompanhar de perto. E pagando bem menos do que os jogadores valem. Isto, enquanto os dirigentes do Sporting estão ocupados com intrigas e rivalidades internas, falando e escrevendo para a comunicação social as maiores barbaridades, enquanto o seu património humano é vendido a preço de saldo. Não sei o que será mais lamentável, se a cegueira e a falta de uma tomada de posição firme por parte do Sporting, se a falta de ética dos jogadores e do clube que os alicia.

O que se está  a passar com Jesualdo Ferreira representa o que de mais ridículo e aberrante existe na burocracia em Portugal. O agora treinador do Sporting é das pessoas com mais habilitações académicas e profissionais em Portugal, para exercer o cargo de treinador. Mas como lhe falta um papeleco qualquer, é obrigado a estar longe da área dos treinadores, dando disfarçadamente as suas instruções, como se estivesse em semi-clandestinidade. Não sei quanto tempo mais irá esta situação durar, mas em cada dia que passa, é realçado o facto de, em Portugal se dar muitas vezes mais importância à forma do que ao espírito das leis.

O presidente do Braga continua o seu tirocínio para se tornar daqui a alguns anos presidente do clube dos quinhentinhos, fruta e conselhos matrimoniais. Os seus comentários sobre a arbitragem proferidos após o Braga-Setúbal, devem ter enchido de orgulho o seu mentor.

09 janeiro 2013

Duelo de gigantes à vista

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Que condições de trabalho tem um treinador, quando a segunda figura mais importante do clube, o seu presidente da Assembleia Geral, diz numa entrevista que o treinador já não é treinador, só que ainda não o sabe? Poderá alguém trabalhar assim?

Enquanto o Sporting prossegue a sua caminhada para o abismo, já as atenções se viram para a próxima jornada e para mais um Benfica – Porto, que não sendo de forma alguma decisivo, não deixará de representar um ascendente psicológico para a equipa que ganhar, moralizando-a e fragilizando quem perder. Entretanto, a 13ª jornada decorreu sem surpresas, no que aos três maiores clubes diz respeito.

SC Portugal – Paços de Ferreira: de facto, já não se pode considerar surpresa a derrota do Sporting em sua casa e perante um adversário teoricamente inferior. Que condições de trabalho tem um treinador, quando a segunda figura mais importante do clube, o seu presidente da Assembleia Geral, diz numa entrevista que o treinador já não é treinador, só que ainda não o sabe? Poderá alguém trabalhar assim? E mais não digo.

FC Porto – Nacional: Há já alguns jogos que o Porto anda em poupança de energias, o que já lhe custou a eliminação da Taça de Portugal, a derrota com o Paris St.-Germain e um empate inesperado com o Estoril. É compreensível e será bem aceite se tiver bons resultados com o Setúbal e o Benfica. Mas não deixa de ser um risco. Com o Nacional também o Porto não fez grande exibição, embora a justiça da sua vitória seja evidente. Jackson Martinez marcou mais um golo, confirmando-se cada vez mais como uma boa aquisição e ainda houve algumas boas oportunidades para o Porto dilatar o marcador. Numa partida em que a arbitragem foi fraca, prejudicando sobretudo o Porto, James sofreu uma lesão de gravidade ainda desconhecida, podendo vir a ser uma baixa importante nos próximos jogos, visto não ter substituto à altura e ser sem dúvida o melhor jogador do Porto e um dos melhores do nosso campeonato. O Nacional, pese embora um esboço de reacção no começo da segunda parte, não mostrou grande coisa, apenas que o seu lugar na classificação se justifica plenamente.

SL Benfica – Estoril: a equipa que ainda há tão poucos dias, tantos problemas criou ao Porto, foi claramente derrotada por um Benfica que parece fazer o contrário do rival, isto é, joga sem fazer contas aos jogos que se aproximam, procurando dar espectáculo e marcar golos. Em minha opinião, embora as duas equipas titulares se equivalham em valor, o plantel do Benfica parece-me mais forte do que o do Porto, defesas laterais à parte. Será talvez por isso que Jorge Jesus mantém a exigência nas exibições da equipa. Veremos no que irá dar esta estratégia. O resultado escreveu-se com três grandes golos e um semi-frango, fruto talvez do facto de Artur ter passado a maioria do jogo como mero espectador. Gaitan, Garay, Lima e Salvio foram um regalo para quem gosta de futebol e Cardozo estreou-se como marcador de cantos, não se saindo nada mal. O Estoril tem uma equipa interessante, muito combativa e com alguns bons jogadores como Lica e Carlitos. A arbitragem foi de Duarte Gomes, que poderá não ser o melhor árbitro português, mas é sem dúvida o mais isento e equilibrado.

Duas notas finais: Como já se previa, Vercauteren deixou de ser o treinador do Sporting, mas o acordo de rescisão, à hora em que escrevo, ainda não foi alcançado, sendo natural que o Sporting procure gastar o menos possível, devido até à sua situação económica. No entanto, em minha opinião, quem devia pagar a indemnização era o presidente da Assembleia Geral do Sporting. Dinheiro não lhe falta e foi um dos maiores responsáveis pela saída do treinador.

Perante mais um Benfica - Porto formulo os desejos de sempre: que seja um bom espectáculo, sem violência dentro e fora do campo e se houver um vencedor, que o seja porque jogou melhor ou porque teve a sorte do jogo do seu lado.