25 março 2010

Opinião: Horizonte vermelho

Que gloriosa foi esta semana, fazendo com que os adeptos do grande SLB se sintam orgulhosos do seu clube e provocando o despeito daqueles que não suportam a grandeza deste clube que, quer ganhe ou perca, é de longe o maior de Portugal. Vamos aos jogos.

Marselha – SL Benfica: jogo que se antevia muito difícil mas que os jogadores do Benfica souberam vencer com classe e humildade, as duas virtudes que fazem as grandes equipas. Não penso que o Benfica seja já uma grande equipa, daquelas de top mundial, mas já não faltará muito. Com mais experiência internacional desta equipa, um guarda-redes de grande categoria e a consolidação do modelo de jogo e aí estará o Glorioso pronto para reconquistar a Europa. Voltando ao jogo, tudo teria sido mais fácil, não fosse a arbitragem de um Esloveno com costela marselhesa que não viu dois penaltis a favor do Benfica. Mesmo assim, o Benfica conseguiu reagir a um golo inesperado do adversário, causado pela saída precipitada de Júlio César e com a sorte que lhe faltou num remate de Cardozo ao poste na primeira parte, conseguiu empatar graças a forte remate de Maxi, tendo a bola batido num defesa francês e enganado o guarda-redes. Com a eliminatória empatada poderia pensar-se que ambas as equipas iriam tentar a vitória sem ser preciso prolongamento. Puro engano, só o Benfica buscou a vitória e nos últimos dez minutos teve três oportunidades flagrantes só concretizando a terceira com forte remate de Kardec. Foi muito bom o jogo que o Benfica fez e se não gostámos muito que nos tenha calhado o Liverpool para a próxima eliminatória, tenho a certeza que os ingleses também não gostaram que lhes tenha calhado o Benfica. Toda a equipa jogou bem, excepção feita à falha de Júlio César, mas é de elementar justiça destacar o quarteto defensivo, que foi o alicerce da equipa, transmitindo confiança e colaborando eficazmente no ataque. Parabéns para Maxi, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão.

Sporting – At. Madrid: partida muito ingrata para o Sporting que se viu a perder logo aos três minutos, o que provocou algum desnorte e por momentos temeu-se que os espanhóis conseguissem vencer, goleando. Felizmente os leões recompuseram-se e o grande Liedson conseguiu o empate aos vinte minutos. Seguiu-se um resto de primeira parte emocionante, embora nem sempre bem jogada, com o Sporting a conseguir recuperar de novo golo de Aguero através de um livre de Veloso e em que Polga ainda terá tocado na bola. Pode-se dizer que a primeira parte acabou com Sporting dois, Aguero dois. Na segunda parte o Sporting esteve mais próximo de marcar, Saleiro ainda fez um remate que foi ao poste depois de defendido pelo guarda-redes mas quando a bola não quer entrar não há nada a fazer. Saiu assim o Sporting da Liga Europa, mas saiu dignamente vítima da falta de sorte e também do excesso de ansiedade na hora de rematar. Foi pena, para mais perante um adversário que, como se viu, estava perfeitamente ao seu alcance. Pudessem Grimi e Tonel ter jogado e o resultado quase de certeza teria sido outro.

SL Benfica – FC Porto: Final da Taça da Liga estando frente a frente as duas melhores equipas portuguesas, em minha opinião, claro. Mais uma vez o Benfica parecia estar em pior condição pois vinha de um desgastante jogo a meio da semana com deslocação directa de Marselha para o Algarve. Apesar disso e devido a ter um grupo de jogadores equilibrado e de qualidade o Benfica conseguiu apresentar-se em boa forma, vencendo com toda a justiça. Há que dizer no entanto que o Porto foi infeliz, desde logo com a inesperada e insólita lesão de Varela, que era talvez o jogador em melhor forma no Porto e que ao lesionar-se pouco antes do jogo terá certamente obrigado Jesualdo Ferreira a alterar a sua táctica à última da hora. Infeliz também porque tendo começado melhor que o Benfica, tendo sido dos portistas a primeira oportunidade de golo, viram o seu guarda-redes falhar uma defesa fácil a um aparentemente fraco remate de Ruben Amorim, originando assim o primeiro golo do Benfica. Há que desculpar o guarda-redes Nuno pois ele agora para além de jogador é também o leitor dos comunicados cretinos, supostamente escritos pelos jogadores, que o Porto usa na sua campanha de intoxicação da opinião pública. Esta duplicação de tarefas ter-lhe-á afectado a concentração pelo que se aconselha a escolher de vez uma só função. Após o golo o Porto ainda tentou reagir mas a equipa estava muito nervosa o que lhe tirou discernimento quando rematava. Já no fim da primeira parte um livre cobrado de excelente forma por Carlos Martins fez com que o Benfica fosse para intervalo com a confortável vantagem de dois golos. É verdade que essa vantagem foi conseguida mais com sorte do que com mérito, mas na segunda parte julgo que o Porto não fez um único remate digno desse nome e o Benfica ainda teve várias oportunidades para ampliar a vantagem o que veio a conseguir já no fim da partida através de Cardozo após linda jogada de Ruben e Saviola. Pena que a bola tenha ido primeiro ao poste, rematada por Ruben, que bem merecia aquele golo. Destaque no Benfica para Ruben e para Airton. O jovem brasileiro chegou e não precisou de muito tempo de adaptação para mostrar a sua classe que o torna desde já um dos mais promissores jogadores do Benfica. Quanto ao Porto destaque pela negativa para Bruno Alves, autentico arruaceiro durante todo o jogo, sendo incrível que não tenha sido expulso. Pela positiva temos Falcao, realmente um bom e esforçado jogador e que se calhar estará bem arrependido da decisão que tomou, ou alguém por ele, antes do começo desta época...

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2 comentários:

  1. Sobre os jogos em questão e sem entrar em discórdias o Benfica venceu bem as partidas. Mas acho que os resultados ficariam melhor ao contrário, dado o que se passou nos 2 jogos. Em Marselha o Benfica praticamente encostou os franceses a sua baliza e apenas venceu por um golo.
    Já na Taça da Cerveja os encarnados não tiveram as oportunidades tão merecedoras de um resultado dilatado.

    O Sporting foi, na minha opinião, eliminado injustamente. Jogou com muitas limitações, mas mostrou ser a melhor equipa em campo.

    Um abraço

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  2. Um campeão à maneira. Como o mais importante era ter os lugares certos na Liga do que as contratações na equipa, o resultado ficou à vista.

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