Mágoa, angústia e revolta, Eduardo Barroso fala do que viveu nestes dois anos no Sporting, em entrevista à RR. A poucos dias de deixar o clube, ainda acredita que "o sol voltará a brilhar".
"Godinho Lopes desiludiu-me como dirigente e ser humano. Não estava à espera", são palavras saídas a custo da boca do presidente da Mesa da Assemblea Geral.
Eduardo Barroso esclarece que sai de "costas voltadas aos que têm a mania de que são presidentes do Sporting". A dor e a mágoa surgem quando afirma que se quer "ir embora, sair, esquecer a maneira como algumas pessoas" o trataram.
"Este foi o período mais difícil para ser presidente da Mesa da Assembleia Geral", garante. Diz ainda que anseia "voltar à bancada". "Vivi momentos muito maus e quero esquecê-los rapidamente", acrescenta.
Eduardo Barroso foi acusado de falta de solidariedade institucional, mas assegura que sempre defendeu todos os actos de gestão tomados pela direcção demissionária. Mais, lembra que a "gota de água transbordou, quando disse que o rei vai nú". "Pior do que os resultados, é a tragédia desportiva e não podiamos continuar a gastar", sentencia.
Em sua defesa, Barroso diz mesmo que, "embora o processo fosse despesista", sempre quis acreditar que os 19 jogadores contratados seriam "bestiais, que a reestruturação da dívida estava a ser feita, mas o facto é que não estava".
O dirigente esclarece que o Sporting ainda vive daqueles que pensam que só os "ricos" podem presidir o clube. Barroso assume que o clube está prestes a assumir uma ruptura com esse "cliché". Explicou que "ao contrário do que os donos do Sporting diziam, de que o Sporting não estava preparado para ter um presidente da classe média, essa ruptura vai dar-se".
A poucos dias de se afastar, Eduardo Barroso assume que o seu "principal erro foi ter aceite ser presidente da mesa da Assemleia Geral e não ter apresentado a demissão aquando das eleições".

