
Segundo João Silva, o problema é que Schmidt parece não confiar muito nas alternativas que tem ao dispor. "Os finais das épocas são sempre desgastantes, mas não é só para o Benfica, é para todas as equipas. Se olharmos para o FC Porto, também tem jogadores lesionados e desgastados, se olharmos para o Sporting igual. É sempre mais desgastante. Agora fala-se mais do Benfica porque vinha num rendimento desportivo muito bom e não está a ter vitórias. Mas é normal haver este tipo de situações no plantel. Como é que se colmata isso? Identificámos um problema, que há jogadores cansados e que não rendem tanto. A solução é encontrar dentro do plantel soluções à altura para os substituir. O plantel tem alternativas, ele pode é não olhar para as alternativas com a mesma qualidade que os titulares. Mas essa vai ter de ser a solução", começou por assinalar aquele que tem sido o responsável pela condição física das equipas lideradas pelo treinador Daniel Ramos.
João Silva sublinha que com este ritmo. de jogos de três em três dias, os jogadores "treinam pouco e fazem basicamente só trabalho de recuperação", mas defende que na base deste momento menos positivo estarão questões mentais. "No futebol, costumamos dizer, que para ganhar confiança são necessários muitos jogos, mas para a perder basta um ou dois".
"Todas as equipas passam por isto. À volta do Benfica criou-se uma pressão exagerada devido às expectativas criadas. O Benfica tinha 10 pontos de vantagem e agora perdeu seis pontos e tem só mais 4 do que o FC Porto. Cria-se logo um clima de suspeição em volta do trabalho de Roger Schmidt, o que faz com que os jogadores sintam essa pressão acrescida e tenham dificuldades em tomar boas decisões dentro de campo. Antes saía tudo bem, agora sai tudo mal. Os jogadores desaprenderam?", questiona o especialista, colocando o ênfase nas consequências que as férias de cinco dias concedidos ao plantel pode ter tido.
"Nesta fase da época, não tomava essa decisão. Estamos num país latino. Até se pode perceber que os jogadores precisem de descansar, mas não se pode dar esse facilitismo. O problema não é do ponto de vista físico, mas pela mensagem que passa. Passa uma mensagem que estão de férias, já ganharam e depois as coisas podem correr mal e isso é acréscimo de motivos para as pessoas falarem. Schmidt deu motivo para que as pessoas falem desta situação. Agora 'atiram' ao Benfica por causa disso. É nos últimos períodos do campeonato que é mais difícil focar o grupo, dizer-lhes que têm de estar concentrados, que ainda não acabou. Houve uma semana de interregno e desfocaram do objetivo e quando querem voltar as coisas não correram bem. Foram a Vila do Conde e o desempenho já não foi igual ao do Benfica que tínhamos visto antes, no jogo com o FC Porto o desempenho não foi bom, com o Inter e o Chaves, igual", assinalou o especialista, que sustenta ser necessário quebrar esta espiral negativa.
"Criou-se uma pressão exterior à volta da equipa. Um clube grande não pode perder dois ou 3 jogos. Os jogadores acabam por perder alguma confiança com estas derrotas. Os adeptos começam a ver problemas em tudo. Ou é o Schmidt que substituiu tarde ou cedo ou jogadores que foram de férias ou que foram para o Estoril Open. Cria-se uma pressão à volta da equipa que é prejudicial. Os jogadores não estão tranquilos. Agora vimos os jogadores que antes faziam tudo bem a decidir mal. Isto é físico? Não. Os jogadores estão pressionados para vencer e quando há pressão exagerada têm dificuldade em decidir bem. O mau momento não tem na génese problemas físicos. Não há má gestão física do plantel. O Taremi depois do Mundial também não está a fazer nada. Não está num bom momento. Todas as equipas passam por estes momentos nos finais de época. É difícil uma equipa que já fez tantos jogos continuar nesta altura no seu máximo", apontou João Silva.
De acordo com o preparador físico, o que é mesmo imperativo é existir tranquilidade em torno da equipa da Luz para o regresso às vitórias e não uma pressão exagerada. Quarta-feira, em Milão, o Benfica tem novo desafio para inverter este ciclo negativo. Falta perceber se consegue passar no teste e regressar aos triunfos diante do Inter, que saiu da Luz com uma vitória por 2-0.
Weigl perto da saída definitiva do Benfica. Julian Weigl não deverá mesmo voltar a vestir a camisola do Benfica. O jornal alemão Bild escreve esta segunda-feira que o Borrussia Monchengladbach já está a negociar valores com os encarnados por forma a tornar definitiva a mudança do médio alemão para o clube germânico.
Cedido ao Monchengladbach no início da temporada, o emblema alemão reservou uma cláusula de opção de compra no valor de 15 milhões de euros no final da presente temporada, mas o Benfica está disposto a negociar a saída do médio abaixo desses números.
Segundo a mesma fonte, Roger Schmidt quer "livrar-se" do jogador que "não se enquadra no estilo de jogo do técnico encarnado". Por outro lado, Daniel Farke considera Weigl imprescindível para a sua equipa e também conta com a vontade do jogador alemão que "quer muito ficar em definitivo no Mönchengladbach e fazer do clube a sua casa."
De referir ainda que Roland Virkus, que é o diretor desportivo do Borrussia Monchengladbach, já tinha dado a entender que o clube alemão tem vindo a conversar com o Benfica para fechar esta contratação.
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