01 novembro 2020

Otávio recusou abordagem da Arábia mas...; P. Ferreira queixa-se de arbitragens frente ao FC Porto e...Sporting. "Não vi ninguém dar eco desse facto"; Árbitro do P. Ferreira-FC Porto irá ‘descansar’, com CA da FPF a manter confiança total. VAR retirado do jogo de hoje. Quem fez acusações aos juizes será alvo de participação disciplinar

O P. Ferreira-FC Porto ficou marcado por lances polémicos de arbitragem que vão fazer com que Nuno Almeida fique de fora das próximas nomeações. Em causa está o golo anulado aos castores e o penálti assinalado a favor dos dragões, jogadas que fizeram com que a atuação do experiente juiz, de 45 anos, fosse muito criticada. Por esse motivo, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol vai seguir o procedimento habitual nestas situações, retirando o árbitro dos jogos seguintes, também como forma de proteção ao próprio, expondo-o menos, escreve o Record. A atuação do algarvio será analisada de maneira a que se perceba quais os erros cometidos e porquê, mas os responsáveis pela arbitragem mantêm total confiança em Nuno Almeida e rejeitam a ideia de que o árbitro em causa não voltaria a apitar. Até porque Almeida é visto como um dos árbitros mais habilitados, pela experiência e as atuações nas últimas épocas. O que o Conselho de Arbitragem, liderado por José Fontelas Gomes, não vai deixar passar em claro são as acusações de que o algarvio foi alvo. Todos os elementos que lançaram suspeição sobre a atuação de Nuno Almeida deverão ser alvo de participações disciplinares. Por outro lado, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol também esteve atenta a tudo o que foi dito e irá agir em conformidade. A diferença é que também poderá visar comentadores televisivos que lançaram a acusação de os erros de Nuno Almeida serem premeditados.
André Narciso, VAR do P. Ferreira-FC Porto, ia apitar o duelo de hoje entre Mafra e Varzim, mas o CA entendeu que era mais prudente trocar o árbitro e nomeou João Bento. Isto porque considera que o juiz pode não estar nas condições ideais após o ruído na sequência do jogo na Mata Real.

"Não vi ninguém dar eco desse facto". O Paços de Ferreira causou sensação na abertura da 6.ª jornada da Liga, ao vencer em casa (3-2) o campeão nacional FC Porto. Mas para a história deste duelo fica também a revolta pacense pela «má arbitragem» de Nuno Almeida e desempenho do VAR/AVAR (André Narciso e Paulo Brás). Expulso ainda na 1.ª parte, Pepa rotulou, no final do embate com os dragões, de «vergonhoso o que se passou» na Mata Real. E ontem foi a vez de Paulo Meneses, líder do clube e da SDUQ, vincar a indignação dos castores, assinando por baixo o libelo acusatório desfiado pelo seu treinador.
Ao jornal A Bola, o presidente do Paços de Ferreira só não carregou mais nos adjetivos depreciativos relativamente ao trabalho da equipa de arbitragem, porque se o fizesse, destacou, «estaria a ser demasiado redutor».
«Mais do que a má arbitragem, prefiro relevar a excelente exibição e a qualidade de jogo do Paços de Ferreira, que não mereceu ter perdido um único jogo neste Campeonato», sublinhou Paulo Meneses.
Aliás, juntou o dirigente máximo dos castores, «esta situação da arbitragem não é nova, nem esta é a primeira vez de que o Paços se pode queixar da arbitragem».
«Lamentavelmente, não vi ninguém dar eco desse facto. Já esta época, o Paços perdeu em casa frente ao Sporting com um penálti inexistente. O que me preocupa é que os ditos grandes sejam constantemente beneficiados, neste caso com prejuízo evidente nosso. Não ponho em causa a intencionalidade dos árbitros, antes os erros propriamente ditos. E quando falo em equipa de arbitragem englobo todos os seus elementos, VAR incluído», reforçou.
Mais: «O Paços de Ferreira gosta muito pouco de show off. Gosta mais de ser assertivo e utilizar os canais naturais e nor- mais para demonstrar a indignação e apresentar dados concretos dos erros que se tornam penalizadores para o clube. Quando temos razões de queixa, como é o caso, temos por norma fazer sentir a nossa posição, algo que irá suceder novamente em consequência deste último jogo. O que o Paços não permite é que haja tentativas de aproveitamento de terceiros relativamente ao que acontece nos nossos jogos. Aliás, o Paços não admite ser instrumentalizado por nenhum clube. Se me refiro às queixas do Sporting após o jogo do Paços com o FC Porto? Refiro-me a todos que queiram aproveitar-se de nós. Não permitiremos que isso aconteça.»

Otávio recusou abordagem da Arábia mas há ainda clubes franceses interessados. Segundo o jornal O Jogo, nas últimas semanas surgiram algumas sondagens da Arábia Saudita, mas o atleta de 25 anos não está muito inclinado em deixar os dragões nesta fase, por muito que os petrodólares sejam bastante atrativos. Aliás, se a renovação desejada pela SAD portista não se efetivar a tempo de evitar a saída como jogador livre, a preferência do médio natural de João Pessoa passa por permanecer no futebol europeu, até porque, segundo o diário, clubes franceses já procuraram informações a seu respeito.
Depois de se ter assumido como um dos elementos mais importantes do FC Porto na caminhada até à conquista da dobradinha em 2019/20, Otávio voltou a arrancar bem esta temporada, assistindo Marega no dérbi com o Boavista e marcando na receção ao Marítimo. Problemas físicos sentidos na ressaca do clássico com o Sporting, porém, fizeram-no perder os dois jogos seguintes, com o Manchester City e o Gil Vicente, e regressar apenas no encontro da Champions com o Olympiacos. Anteontem, com o Paços de Ferreira, voltou a alinhar de início e foi um dos que escaparam à derrocada portista, por culpa do golo que marcou, que faz com que em seis jogos tenha festejado tantas vezes como em toda a época passada (2). De resto, nesta fase só Sérgio Oliveira (5), Corona e Díaz (4) têm mais ações decisivas do que ele (3).

3 comentários:

  1. Sr. presidente do Paços de Ferreira, agradecia que lesse com atenção as regras do i.board, relativa à marcação de grandes penalidades. No jogo com o Sporting, a bola ressalta da anca para o braço e o árbitro bem, assinalou grande penalidade, porque o jogador D. Tanque não tinha o braço encostado ao corpo. Nestas circunstâncias e, havendo volumetria, é sempre grande penalidade. Eu li as regras. São claras.

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  2. MÃO NA BOLA
    "Mesmo sem intenção, a bola rebatida não pode tocar mão ou braço que amplia a área do corpo." Sr. presidente do Paços de Ferreira esta é a regra. Sendo assim, o árbitro, no jogo com o Sporting, cumpriu a lei.

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  3. Com uma CA destas porque raio não hão-de "errar" sempre que querem..
    "Não se preocupem, CONFIANÇA TOTAL!! Continuem o bom trabalho"

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