24 novembro 2017

Quem tem mais hipóteses de regressar ao FC Porto; Battaglia desperta atenção europeia; "Benfica? Esta época não sei se vai ganhar"

Sven-Goran Eriksson é um velho conhecido em Portugal e, principalmente, no Benfica. O técnico sueco passou duas vezes pelo emblema das águias e deixou boas memórias – três campeonatos nacional, uma Supertaça e uma Taça de Portugal.
Nos últimos dias esteve em território nacional e aproveito para falar à comunicação social portuguesa. O técnico de 69 anos analisou o atual momento do emblema encarnado, afirmando que com a concorrência existente no mundo do futebol é cada vez mais difícil singrar.
"Nunca é fácil ganhar, o Sporting está bem, o FC Porto está sempre lá, não é fácil, absolutamente, mas o Benfica tem estado bem nos últimos anos. Esta época não sei se vai ganhar ou não, mas com a concorrência que há ninguém pode vencer todos os anos, nem mesmo o Barcelona ou o Real Madrid, há sempre concorrência", referiu o timoneiro sueco, em declarações ao jornal A Bola.
Em 2008, Eriksson abandonou o Manchester City e esteve a um passo de regressar ao Benfica pela terceira vez, todavia, o treinador escandinavo acabou por preferir ingressar no campeonato mexicano. Passados nove anos, o técnico explicou a sua mudança.
"Bom, talvez tenha cometido um erro, talvez devesse ter vindo para o Benfica , talvez, mas nunca seremos. Preferi ir para o México, começar a trabalhar noutra parte do mundo, mas provavelmente cometi um erro ao fazê-lo", salientou.

A conferência em que Sérgio Conceição admitiu reintegrar, em janeiro, um ou mais jogadores que o FC Porto tem cedidos a outros clubes levantou de imediato a especulação em torno dos nomes possíveis e, ao mesmo tempo, alimentou as expectativas de muitos desses jogadores. Muito se tem dito e escrito a esse propósito, com foco principal em Gonçalo Paciência e Rui Pedro, por serem avançados e o FC Porto viver uma crise de quantidade nesse sector. Entre os 18 ativos atualmente cedidos, há alguns que o FC Porto está a avaliar de forma mais pormenorizada, mas nem é garantido que se dê qualquer integração. A cinco semanas de reabrir o mercado, muito pode ainda acontecer. E qualquer regresso depende também da possibilidade de ir ou não ao mercado.
Entre as possibilidades há uma, porém, que parte na frente, por diversos motivos: Quintero, o criativo colombiano que Paulo Fonseca, Luís Castro, Lopetegui e Nuno nunca aproveitaram. O primeiro dos trunfos do colombiano é o rendimento no Independiente de Medellín: 16 golos e nove assistências. Depois o facto de ser uma solução para várias posições: médio-ofensivo, extremo ou segundo avançado. Por fim, a relação com o investimento feito (9,5 milhões de euros) que pede rentabilização. E a terminar, a disponibilidade do jogador, que já concluiu a etapa na Colômbia e está às ordens no imediato. Qualquer outro jogado racham arde volta, obriga a um entendimento como clube que o acolheu, quanto mais não seja por uma questão ética e de bom relacionamento entre as partes.
O FC Porto tem 18 jogadores emprestados, mas a maioria deles não tem qualquer hipótese se voltar, pelo menos para já, seja porque os dragões não lhes reconhecem potencial de futuro, pela fraca época que estão a fazer, porque o plantel está cheio em determinadas posições, por constrangimentos financeiros ou até porque o treinador já os avalio uno passado e não gostou. É ocas ode Gudiño (APOEL), Fernando (Estoril), Kelvin (Vasco da Gama ), Inácio( Portimonense ), Ivo Rodrigues( Antuérpia ), Leandro Silva (APOEL), Gleison (Penafiel), Zé Manuel (Wisla), Rafa Soares (Fulham), Suk (Troyes), Adrián López e Boly (Wolverhampton). João Teixeira( quero dano Braga) foi dispensado no final de agosto e ainda não se afirmou decisivamente, apesar do bom arranque no Minho. É quase impossível, também. Restam, além de Quintero, Chidozie, Mikel, Govea, Rui Pedro e Gonçalo Paciência. Todos estão a ser avaliados, mas depois de Juanfer, são Chidozie e Gonçalo aqueles que mais possibilidades têm. Ainda assim, o treinador prefere o recurso ao mercado para a contratação de uma mais-valia inquestionável. A ver mais tarde porque, neste momento, não interessa sequer destabilizar o grupo que tão boa conta tem dado do recado. E até janeiro muito pode acontecer, desde a recuperação dos três atacantes lesionados a uma eventual lesão inesperada que abra outras necessidades no plantel.

Chegar, ver e... ser reconhecido. Rodrigo Battaglia tem merecido destaque no início de época do Sporting, tanto que é já um nome habitual nas opções iniciais de Jorge Jesus, ao ponto de ser o jogador que mais partidas (20) soma sob a orientação do técnico. A rápida adaptação do médio a Alvalade não só foi notória em Portugal, como também tem vindo a ganhar eco fora de portas. Isto porque, escreve o Record, Battaglia tem despertado a atenção nos principais campeonatos europeus, abrindo espaço a que seja até um alvo apetecível já na reabertura do mercado, em janeiro.
Mais do que a regularidade exibida na Liga – foi utilizado nas 11 jornadas disputadas até à data -, o facto de ser um nome que tem ganho força ‘lá fora’ explica-se pela projeção europeia. Apesar de ter já 26 anos, este é o seu ano de estreia na Liga dos Campeões, prova onde surgiu em grande plano - primeiro, no playoff com o Steaua, tendo até marcado na Roménia; depois, ao ser sempre utilizado nos jogos na fase de grupos.
Battaglia está identificado pelo Werder Bremen. Porém, para o clube da Bundesliga materializar o interesse seria obrigado a abrir os cordões à bolsa, não só por se tratar de um ativo valioso para Jesus como por ter sido uma das contratações mais caras do defeso (3,5 milhões de euros pagos ao Sp. Braga, mais o passe de Esgaio e a cedência de Jefferson). Por isso, só mesmo uma proposta ‘louca’ tirará Battaglia de Alvalade no futuro próximo.

3 comentários:

  1. nunca é fácil ganhar diz ele...

    aqui em Portugal nao é bem assim amigo...é tao fácil que, de tempos em tempos, ganham sempre os mesmos....só muda é a cor do apito...


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    1. Pois, tens razão carneiro, só em Portugal é que ganham sempre os mesmos graças as arbitragens! Só para dar alguns exemplos, nos últimos anos os campeões são:
      em Espanha, a cor do apito é a do Barça ou do Real,
      na Alemanha a cor do apito é a do Bayern,
      em itália a cor do apito é da Juve,
      na Escócia a cor do apito é do Celtic
      na Grécia a cor do apito é do Olimpiacos...

      Enfim é só somar os países onde se ganha não por incompetência, mas sim pelas arbitragens!!!!!!!!!!!!!

      As campanhas dos últimos 15 anos do Benfica e Porto comparadas com as do lumiar deveriam ser uma boa indicação para perceberem as razões das vitorias de uns e as derrotas de outros...

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  2. o único clube com dirigentes apanhados a depositar dinheiro em contas de arbitros é o ....
    o único clube com um ex-presidente a confessar na Bola magazine ter corrompido árbitros é ...
    o único clube que após ganhar, com arbitragem polémica, uma final da taça de Portugal, levou esse mesmo arbitro, de seguida, consigo numa viagem para Macau é...
    e o único clube em Portugal que ganhou um campeonato graças a um autogolo de um seu antigo jogador, lagarto assumido é...

    Realmente eles tem razão ... são mesmo diferentes!!!!!!!!!!!!

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