Francisco J. Marques destacou uma frase do discurso de Luís Filipe Vieira na assembleia geral do Benfica: "Nunca comprámos um filho da p... de um resultado", afirmou o presidente do clube encarnado, questionado esta terça-feira pelo diretor de comunicação do FC Porto.
"Há duas coisas bastante relevantes [do discurso]. Uma é a confissão da veracidade dos emails. Ele fala do email que envia ao Paulo Gonçalves. E depois há uma frase com muito vernáculo pelo meio que é importante, quando diz que nunca comprou um resultado. Desde junho que temos vindo a fazer denúncias do Benfica. Mas nunca falámos em comprar resultados. O que quererá dizer este lapso de língua do presidente do Benfica? Pela nossa parte, vamos investigar, mas é no mínimo estranho", afiançou Francisco J. Marques, que considera a possibilidade "ainda mais grave" do que as denúncias feitas ao longo dos últimos meses: "Nós, que denunciamos um sem número de tropelias, desde interferência na classificação dos árbitros, a monitorização das mensagens do presidente da Federação, nunca falámos de compra de resultados. Consegue ser mais grave do que as coisas graves que já denunciámos. O presidente do Benfica teve a oportunidade de esclarecer os adeptos e os sócios sobre a investigação que está a decorrer sobre corrupção desportiva. Ninguém disse nada sobre isso. A Sábado escreveu e ninguém foi capaz de desmentir", rematou o dirigente portista.
Francisco J. Marques voltou à carga em relação às claques do Benfica. Esta terça-feira, no programa Universo Porto da Bancada, o diretor de comunicação e informação do FC Porto condenou a inércia do Instituto Português do Desporto e Juventude em relação ao tema, utilizando uma acusação contra Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, como exemplo comparativo.
"O IPDJ tem o problema do Estádio da Luz e não se dignou a prestar o menor esclarecimento. Há uma profusão de notícias sobre o claro e indesmentível apoio do Benfica às claques ilegais. No jogo da Supertaça, todo o país pôde ver elementos do Benfica a prestarem apoio à claque do Benfica. A Federação permitiu que a claque do Benfica entrasse mais cedo do estádio. Se não estão registados, não podem colocar tarjas. O IPDJ, a Federação... Continuamos a viver num regime de exceção, em que tudo é permitido à claque do Benfica, feita de elementos clandestinos. E depois temos o IPDJ a querer responsabilizar o Fernando Madureira por um cântico que não foi da autoria da claque", prosseguiu o dirigente do FC Porto, no programa Universo Porto da Bancada. "Enquanto houver diferenças de tratamento, isto não é desporto. É nisso que continuamos a viver. O IPDJ tem o dever de prestar esclarecimentos públicos. As claques do Benfica só estão sob a alçada de uma entidade, a UEFA. Em Basileia, houve novamente problemas e a UEFA abriu um procedimento disciplinar", acrescentou.
"As autoridades desportivas e de segurança têm que fazer alguma coisa. Quando Fernando Gomes escreveu aquele texto, a secretaria de estado veio logo dar apoio. O futebol português não precisa de apoio, precisa de ação. Corremos o risco de ver outra morte", rematou Francisco J. Marques.

Então o cântico não veio das claques nem era da sua autoria? Aprenderam a letra na hora, de certeza, por isso estavam tão afinados e sincronizados. Poupa-nos Pinóquio.
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