04 outubro 2017

Sporting no mercado. Titular frente ao FC Porto pode sair dos leões; Fernando Madureira pode ficar 2 anos sem entrar em estádios. Dragões condenam a inércia em relação às claques do Benfica; Reação portista ao discurso de LFV. "Nunca acusámos o Benfica de comprar resultados. Vamos investigar"

O diretor de comunicação e informação do FC Porto analisou o discurso de Luís Filipe Vieira na assembleia geral do Benfica, destacando um "lapso de língua" do presidente encarnado.
Francisco J. Marques destacou uma frase do discurso de Luís Filipe Vieira na assembleia geral do Benfica: "Nunca comprámos um filho da p... de um resultado", afirmou o presidente do clube encarnado, questionado esta terça-feira pelo diretor de comunicação do FC Porto.

"Há duas coisas bastante relevantes [do discurso]. Uma é a confissão da veracidade dos emails. Ele fala do email que envia ao Paulo Gonçalves. E depois há uma frase com muito vernáculo pelo meio que é importante, quando diz que nunca comprou um resultado. Desde junho que temos vindo a fazer denúncias do Benfica. Mas nunca falámos em comprar resultados. O que quererá dizer este lapso de língua do presidente do Benfica? Pela nossa parte, vamos investigar, mas é no mínimo estranho", afiançou Francisco J. Marques, que considera a possibilidade "ainda mais grave" do que as denúncias feitas ao longo dos últimos meses: "Nós, que denunciamos um sem número de tropelias, desde interferência na classificação dos árbitros, a monitorização das mensagens do presidente da Federação, nunca falámos de compra de resultados. Consegue ser mais grave do que as coisas graves que já denunciámos. O presidente do Benfica teve a oportunidade de esclarecer os adeptos e os sócios sobre a investigação que está a decorrer sobre corrupção desportiva. Ninguém disse nada sobre isso. A Sábado escreveu e ninguém foi capaz de desmentir", rematou o dirigente portista.

Francisco J. Marques voltou à carga em relação às claques do Benfica. Esta terça-feira, no programa Universo Porto da Bancada, o diretor de comunicação e informação do FC Porto condenou a inércia do Instituto Português do Desporto e Juventude em relação ao tema, utilizando uma acusação contra Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, como exemplo comparativo.
"O IPDJ acusou o Fernando Madureira de incentivo ao ódio e à violência, por causa do lamentável cântico alusivo à Chapecoense. O Fernando Madureira incorre de uma acusação que pode levar a dois anos de interdição dos estádios. Sobre esse caso não tenho muito a dizer. Quem assistiu a isso sabe não foi um cântico organizado pela claque. O que importa é estabelecer a comparação entre o que acontece quando há um excesso de um grupo de adeptos do FC Porto, não da claque. Aquilo não foi algo ensaiado, como atestam as imagens de vídeo. Há que fazer a comparação entre isso e o que acontece às claques ilegais do Benfica, que causam, inclusive, fatalidades, como aconteceu em abril", afiançou Francisco J. Marques, referindo-se à morte do italiano Marco Ficini, que se deslocou a Lisboa em abril para assistir ao dérbi Sporting-Benfica.
"O IPDJ tem o problema do Estádio da Luz e não se dignou a prestar o menor esclarecimento. Há uma profusão de notícias sobre o claro e indesmentível apoio do Benfica às claques ilegais. No jogo da Supertaça, todo o país pôde ver elementos do Benfica a prestarem apoio à claque do Benfica. A Federação permitiu que a claque do Benfica entrasse mais cedo do estádio. Se não estão registados, não podem colocar tarjas. O IPDJ, a Federação... Continuamos a viver num regime de exceção, em que tudo é permitido à claque do Benfica, feita de elementos clandestinos. E depois temos o IPDJ a querer responsabilizar o Fernando Madureira por um cântico que não foi da autoria da claque", prosseguiu o dirigente do FC Porto, no programa Universo Porto da Bancada. "Enquanto houver diferenças de tratamento, isto não é desporto. É nisso que continuamos a viver. O IPDJ tem o dever de prestar esclarecimentos públicos. As claques do Benfica só estão sob a alçada de uma entidade, a UEFA. Em Basileia, houve novamente problemas e a UEFA abriu um procedimento disciplinar", acrescentou.
"As autoridades desportivas e de segurança têm que fazer alguma coisa. Quando Fernando Gomes escreveu aquele texto, a secretaria de estado veio logo dar apoio. O futebol português não precisa de apoio, precisa de ação. Corremos o risco de ver outra morte", rematou Francisco J. Marques.

Janeiro está tão longe, mas o treinador do Sporting, Jorge Jesus, já anseia pela abertura do mercado de inverno. O reforço da defesa, avança o JN, é um dos pontos-chave para atacar a segunda metade da temporada. A SAD verde e branca vai tentar contratar e colocar à disposição do técnico um lateral-esquerdo capaz de ombrear pela titularidade com Fábio Coentrão, de forma a que a equipa sportinguista não se ressinta quando o internacional português não está disponível
Nesse sentido, segundo as mesmas informações recolhidas pelo diário, Jonathan Silva tem vida dificultada em Alvalade. A incapacidade de chegar ao patamar de exigência colocado por Coentrão deixou o argentino com um pé fora do reino do leão. O defesa sul-americano não tem conseguido aproveitar as inúmeras oportunidades que o treinador lhe tem concedido, muito por culpa das limitações físicas do esquerdino emprestado pelo Real Madrid até ao fim da temporada.
Ainda assim, nesta altura, não é taxativo que Jonathan abandone o Sporting no inverno, por empréstimo ou a título definitivo (está muito bem cotado na Argentina, pelo que não será difícil encontrar interessados). É que a sociedade que gere o futebol leonino está apenas disposta a aproveitar oportunidades que possam surgir e tragam uma real melhoria ao setor.
O negócio seria, também, de preferência, realizado a custo zero. Qualquer esforço financeiro adicional está fora de questão. Isto a menos que algum jogador deixe Alvalade, como Alan Ruiz, o que aliviaria, ainda, a folha salarial.

1 comentário:

  1. Então o cântico não veio das claques nem era da sua autoria? Aprenderam a letra na hora, de certeza, por isso estavam tão afinados e sincronizados. Poupa-nos Pinóquio.

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