20 outubro 2017

"O Benfica não estava preparado para lidar com o crime organizado"; "Svilar foi ameaçado"

No dia seguinte às buscas realizadas pelo Ministério Público e Polícia Judiciária ao Estádio da Luz e às casas do presidente Luís Filipe Vieira e do responsável da área jurídica, Paulo Gonçalves, o director de comunicação do Benfica observa que o clube não estava preparado para lidar com o crime organizado, considerando que o tema é dominado pelo FC Porto há já muitos anos.
Luís Bernardo mostra estranheza por não se conhecerem desenvolvimentos de processos relacionados com ameaças protagonizadas por dirigentes e adeptos do FC Porto a árbitros de futebol.
"O Benfica não estava preparado para lidar com o crime organizado. Quem nos acusa tem um passado ligado a processos, como a acusação do director-geral do FC Porto, Luís Gonçalves ao árbitro Hugo Miguel, a quem disse que a sua carreira ia ser curta e inclusivamente desceu de divisão. Ou a ameaça do presidente do FC Porto ao árbitro Rui Costa, a quem disse que lhe ia tratar da saúde. As ameaças no centro de treino dos árbitros. Custa-nos a entender como nada se sabe destes processos. E a investigação que decorre, que visa verificar de que forma foi violada a correspondência informática interna do Benfica, e como o FC Porto teve acesso a essa informação. Nada se sabe e, ainda ontem [quinta-feira], o Dr. João Correia [advogado do Benfica] pediu celeridade nessa investigação. Não escondo que é um domínio novo para o Benfica, ao contrário do que acontece noutro clube. Estamos certos que, se a justiça for célere, este assunto será rapidamente esclarecido", referiu à RR.
Luís Bernardo considera que o processo dos e-mails e as acusações de corrupção que o FC Porto faz ao Benfica não estão a afectar o rendimento dos jogadores. Já os árbitros, estão a entrar condicionado nos jogos dos encarnados e por isso estão a prejudicar a equipa orientada por Rui Vitória.
"O que se verifica é que há um ambiente de condicionamento e pressão sobre as equipas de arbitragem. Esse foi um dos principais objectivos desta campanha. Em relação ao rendimento da equipa do Benfica, temos um grupo muito profissional e organizado. Uma equipa que tem conseguido grandes resultados, que ganhou 12 dos últimos 16 títulos. Há sim, uma pressão acrescida no julgamento dos árbitros no momento do jogo", considerou.
Contactado pela RR, o director de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, preferiu para já, não prestar declarações sobre o caso dos e-mails.

"Svilar foi ameaçado". A afirmação de Svilar na Luz é importante também para o Anderlecht, pois o campeão belga acabou por assegurar o direito a dez por cento numa futura transferência do promissor guardião.
Protegido por uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, Svilar rendeu aos cofres do emblema de Bruxelas 2,5 milhões de euros, mas Ratko Svilar, nas declarações ao diário "Het Laatste Nieuws", sublinhou que este valor até poderia ser bem diferente. "Fico satisfeito pelo facto de o Anderlecht ter recebido 2,5 milhões de euros e ter direito a dez por cento de uma venda, quando o meu filho fez apenas dois jogos de preparação pela primeira equipa", atirou, reforçando: "Talvez se tivesse jogado 20, 30 ou 40 jogos esta verba pudesse ser superior."
"O meu desejo sempre foi que o meu filho tivesse direito a uma oportunidade de jogar na primeira equipa do Anderlecht e de ser vendido por muito dinheiro", revelou, afirmando que Svilar "foi ameaçado por um alto dirigente" do clube, que lhe teria chamado "rufia". "Isso levou a que o Mile decidisse imediatamente sair. Como pai, fui obrigado a agir e a pedir ao empresário para encontrar a melhor solução", declarou, explicando: "Ele foi muito eficiente e tratou de tudo com o Benfica muito rapidamente."

2 comentários:

  1. e o melhor que encontrou foi o clube corrupto do regime. Miséria!

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  2. Na 2 divisão a por bolas dentro da baliza deixa de ser capa dos jornais internacionais.

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