30 setembro 2017

Caso dos emails. Juiz recusa testemunhas na providência cautelar do Benfica ao FC Porto; PJ quis obter o que já possuía de Vieira, Paulo Gonçalves e Pedro Guerra; Bruno de Carvalho revela carta que pede a suspensão do presidente

No discurso aberto ao público, na Assembleia Geral do Sporting da noite desta sexta-feira, transmitido pela Sporting TV, Bruno de Carvalho falou dos sportinguistas que se têm juntado ao "rol de inimigos" e à série de "ataques pessoais" de que tem sido alvo.
Bruno de Carvalho nomeou dois desses sportinguistas que, segundo garantiu, mandaram uma carta para o conselho fiscal e disciplinar do Sporting a pedir a suspensão precisamente do número um da hierarquia leonina.
"Foi um pedido dos associados Paulo Pereira Cristóvão e Pedro Paiva dos Santos", os quais, de acordo com Bruno de Carvalho, tentaram nessa carta associá-lo a uma figura do rival ao tratarem-no várias vezes por "Sr. Bruno Miguel Azevedo". Ou seja, ao ex-presidente do Benfica Vale e Azevedo.
"É preciso mais do que este tipo de cartas, de ações ou de castigos para me assustarem. Se começassem a escrever alguma coisa de jeito, talvez me ajudassem a fazer algum tipo de esforço. Toda a gente tem o direito à sua opinião, mas não o direito de ofenderem o presidente do Sporting ou ajudarem os rivais a ofenderem o presidente do Sporting ou o próprio clube", declarou Bruno de Carvalho.
O líder leonino falou também, ainda a propósito dos ataques e críticas de que tem sido alvo, do que os sportinguistas comentaram acerca da entrevista de duas horas que deu recentemente à Sporting TV.
"Vejo vários sportinguistas dizer que os castigos estão a acontecer porque o presidente se põe a jeito (...) O presidente tem de estar sempre de fato, o presidente não pode fazer aquela cara (...) Os comentários que li e ouvi fizeram-me pensar se valerá a pena explicar aos sportinguistas o que se está a passar (...) fizeram-me pensar que, às vezes, é melhor ficar na ignorância", afirmou.
"Tenho pena que não tenham querido aproveitar [a entrevista] para perceber quem são as pessoas de que eu falei e de que as decisões estão todas erradas", acrescentou.

O juiz que vai decidir a providência cautelar que o Benfica interpôs contra o FC Porto prescindiu da audição de testemunhas. O jornal CM apurou que o magistrado do Tribunal Cível do Porto que tem em mãos o caso dos emails decidiu que não vai ouvir ninguém, sejam as pessoas que o FC Porto arrolou ou as que foram designadas pelo Benfica. O juz vai decidir a providência cautelar interposta pelo Benfica no início de setembro com base nos factos que lhe foram apresentados e dispensa as audições que os clubes pretendiam. 
O caso está relacionado com a divulgação que Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto tem feito, desde há várias semanas, de emails que supostamente denunciam o aliciamento de árbitros e dirigentes por parte do clube da Luz. 
O Benfica diz que os mails, para além de falsos ou manipulados, terão origem num roubo de correspondência privada e querem por isso proibir o FC Porto de os continuar a divulgar. 
A maior parte das mensagens tem como interlocutor Pedro Guerra, dirigente da BTV e comentador de futebol afeto ao Benfica.

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, o assessor jurídico do clube, Paulo Gonçalves e o ex-diretor da BTV Pedro Guerra seriam três dos alvos das buscas do Ministério Público e da Polícia Judiciária. A intenção era procurar provas de crimes de corrupção ativa desportiva sobre árbitros, não só nos espaços que aqueles ocupavam nas instalações do Benfica, como nas suas próprias residências particulares. A apreensão ou cópia do conteúdo dos sistemas informáticos dos suspeitos era obrigatória, nomeadamente, para tentar obter de forma legal os emails que já foram entregues à PJ pelo diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, mas que, por terem sido intercetados a remetentes ou destinatários sem consentimento ou mandado judicial, não podem ser usados como prova. Porém, dentro da própria Policia Judiciária, há muito que é grande a descrença sobre a possibilidade de encontrar alguma prova em computadores ou telemóveis de suspeitos, escreve o JN.

5 comentários:

  1. Depois da certeza de que as buscas foram impedidas de prosseguir, agora é vê-los a atacar que nem crianças da primária a chamar a atenção dos adultos.

    Novamente, para que não restem dúvidas:
    - Primeiro os emails não existiam;
    - Depois foram retirados do contexto;
    - Agora foram apagados!

    Roubo de correspondência, dizem eles!
    VERGONHA NACIONAL

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  2. Papagaio és tu...melhor! Porco com asas!

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  3. Oh nnslmerda este ano nem com a arbitragem toda ganhais...

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  4. Que Passou-se......
    Já começam a voar cadeiras....
    É sinal que a galinha, anda mesmo depenada....
    Andam todas doidas as galinhas encornadas....
    Amanhã o campeão das ilhas, acaba com o vosso sofrimento...
    O caldeirão dos barreiros vai arder e acabar por chamuscar os galináceos...

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