Parte da receita do jogo que o Arouca vai realizar amanhã frente ao FC Porto vai reverter a favor de Luís Dias. Em causa está uma dívida, prémio de subida, dos arouquenses ao jogador, de 28 anos, que representou o clube durante duas temporadas. Em 2012/13, o defesa ajudou o clube a concretizar uma inédita subida à I Liga e, na seguinte, precisamente a da estreia no principal escalão do futebol português, Luís Dias jogou pelo clube, mas prémio nem vê-lo.
No final dessa época, o lateral-direito, que expirava o contrato, não foi convidado a renovar e seguiu para o Santa Clara, no verão de 2014. Consciente que tinha dinheiro por receber por parte do Arouca, Luís Dias esperou cerca de seis meses e só deu entrada do processo no início deste ano, mais precisamente em fevereiro. Aí, a CAP (Comissão Arbitral Paritária) condenou o antigo clube a pagar os créditos laborais vencidos ao atleta, cujo montante não foi revelado. Como nenhum responsável arouquense o fez, o atleta teve de dar entrada de um processo executivo no Tribunal de Lisboa, solicitando a penhora de diversos créditos do Arouca, entro os quais as receitas de bilheteira. O processo estendeu-se até agora e foi conduzido pelo advogado José Rebelo da Silva, tendo ontem sido conhecido o desfecho. Assim, a receita do próximo jogo do Arouca, a receção ao FC Porto, foi penhorada. Isto quer dizer, que os lucros obtidos no jogo de amanhã, depois de pagas todas as despesas inerentes ao jogo, serão entregues a Luís Dias, até perfazer o montante em dívida ao jogador, que neste defeso regressou ao Penafiel, clube no qual fez toda a formação antes de chegar ao Arouca. Já Carlos Pinho, o presidente do Arouca, negou ao jornal O Jogo “a existência de qualquer dívida” para com o jogador.

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