Desde os 20 milhões de euros que Maniche e Costinha renderam na transferência para o Dínamo Moscovo, em maio de 2005, até aos 26 milhões que Alex Sandro valeu pela ida para a Juventus, já perto do fim de agosto, o FC Porto acumulou 727 milhões de euros com a venda de jogadores, o que o coloca, segundo os dados do portal Transfermarkt, no topo dos clubes mais bem-sucedidos com vendas de atletas em todo o mundo.
O Tottenham é o que mais se aproxima dos números do FC Porto nos últimos dez anos, com 567 milhões de euros – entre eles os cem milhões de euros que Gareth Bale custou, em 2013, e que fizeram do galês o futebolista mais caro de sempre. No entanto, o clube inglês gastou quase tanto como a receita do FC Porto na última década, o que se traduz num saldo negativo de 159 milhões.
Entre os clubes que apresentam um balanço positivo entre compras e vendas (sem contabilizar com comissões, receitas a dividir por terceiros e outros encargos nos negócios), o segundo mais bem cotado em todo o mundo também mora em Portugal: o Benfica. Na lista de vendedores, o campeão nacional é o 5. º posicionado, com uma receita de 533 milhões de euros. Mas, tendo em conta que, entre os nove mais vendedores, o Benfica foi o que gastou menos (313 milhões), as águias acabaram por ficar na vice- liderança dos mais lucrativos.
Entre o top 10 mundial, de resto, só a Udinese consegue juntar-se a Benfica e FC Porto na lista de clubes com saldo positivo nos negócios. O Real Madrid, por exemplo, é o 3. º com maiores receitas, com 553 milhões de euros, mas o exorbitante gasto de 1,23 mil milhões de euros em contratações desde 2005 traduz-se num saldo negativo de 677 milhões.
James Rodríguez é o protagonista da maior venda da história do futebol português – 45 milhões de euros, em 2013 –, ainda que este estatuto também possa ser reclamado por… Falcao. Tudo isso porque a transferência do ponta-de-lança para o Atlético, em 2012, previa a possibilidade de chegar aos 47 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos, mas os clubes nunca confirmaram se as variáveis se concretizaram.
O mesmo se aplica à saída de Di María para o Real Madrid, em 2010, num negócio que poderia chegar aos 36 milhões e que colocaria o argentino no segundo lugar das maiores vendas do Benfica, só atrás de Witsel. O saldo final, porém, nunca foi contabilizado, o que deixa o Benfica com um dos 119 jogadores do futebol mundial que foram transferidos por, pelo menos, 30 milhões de euros, enquanto o FC Porto tem nove.
Só Mónaco bateu os dragões neste defeso. Apesar de ser o líder na última década, o FC Porto foi ultrapassado por um inesperado campeão de vendas no defeso de 2015: o Mónaco, que é treinado pelo português Leonardo Jardim. O clube monegasco teve o verão mais rico da sua história, ao encaixar 160 milhões de euros com transferências, enquanto o FC Porto foi um pouco além dos 120 milhões. Os dragões, porém, foram os mais lucrativos, com 84 milhões, face aos 76 do Mónaco. O Atlético de Madrid, com 104 milhões de receita, fecha o pódio. O Benfica ficou distante, pois a venda de Lima ao Al-Ahli, por sete milhões, foi o maior negócio oficializado pela SAD encarnada no verão de 2015.
Agora até fazem as contas às vendas num único mês. Se um clube vender 500M em Agosto e vender 0 no resto ao ano dizem que o clube bateu recorde de vendas em Agosto. Que interesse é que isso tem?
ResponderEliminarAs contas devem ser feitas às vendas e compras nos períodos legais, anos civis ou anos desportivos (primeiro de julho ao último de junho do ano seguinte).
Que interesse tem o Benfica vender apenas 7M no verão de 2015? Mais interessante é o facto de ter vendido 128M brutos no ano desportivo 2014/15.
Sob um ponto de vista financeiro e estatístico isso é que interessa. O resta é palha para vender jornais.