"Como é lógico, a forma como aconteceu a minha saída foi uma coisa impensável. Estava mesmo muito longe de poder imaginar que viesse a ser daquela forma", começou por dizer.
“Digo apenas o óbvio: é difícil entender como é que, inicialmente, alguém vê tantas razões para afastar um treinador com justa causa e, pouco tempo depois, acaba por acordar o pagamento de uma indemnização… Qualquer pessoa percebe o que estava em causa. É de lamentar, mas nem vale a pena estar a falar nesse assunto. Pelo clube e pelos seus adeptos”.
Quanto à contratação de Jorge Jesus, homem que o viria a substituir, Marco Silva admite que estava à espera do desfecho. “Foi uma decisão do clube, apenas isso. Quanto à surpresa, para dizer a verdade, confesso que não fiquei muito surpreendido. Há sinais fáceis de entender. Basta estarmos atentos… Não tinha a certeza de nada, mas quando a notícia se confirmou confesso que não a recebi com grande surpresa”.
Marco Silva deixou, ainda, uma ´bicada´ à política de contratações de Bruno de Carvalho, dando a entender a pouca influência que teve na escolha dos reforços da época transata.
“Quando estamos no projeto, e o aceitamos livremente, está aceite e ponto final. Depois não adianta estar a dizer isto ou aquilo. Foi como foi. Trabalhámos o melhor possível e, felizmente, no capítulo individual até conseguimos projetar alguns jogadores. Conseguimos ter um Paulo Oliveira, um Cédric, um Adrien e um João Mário a tornarem-se internacionais A e numa conjuntura diferente daquela que existe este ano. Não é por acaso que dos 13 ou 14 jogadores que contratámos no ano passado, tu olhas para o plantel que está lá este ano e vês dois desses jogadores: o Paulo Oliveira e o Jonathan. As coisas são como são”.
Apesar de tudo, o ex-treinador ‘leonino’ guarda boas memórias, em especial a final da Taça de Portugal, “o momento mais alto e o dia mais feliz” na sua passagem por Alvalade.
Marco Silva, agora treinador do Olympiacos, abordou ainda a chegada de Mitroglou ao Benfica, um jogador “muito respeitado no futebol grego”.
“É claramente um jogador com cartel no futebol grego. Foi alguém que protagonizou uma transferência muito alta, em janeiro de 2014, quando a meio da temporada se mudou do Olympiacos para o Fulham por 15 milhões de euros, que já é um valor muito significativo. Voltou depois ao Olympiacos cedido pelo Fulham e marcou muitos golos. É um jogador de área, com características típicas de número 9, muito experiente. É muito respeitado no futebol grego, mas ainda é muito cedo para perceber o que pode fazer em Portugal”, concluiu.
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