20 junho 2015

JJ irritado por perder Danilo para o FC Porto

Jesus está descontente. Segundo garante O Jogo, o novo treinador do Sporting já tornou internamente visível o seu desconforto perante as movimentações de mercado encetadas pela administração da Sporting SAD, que agora poderá estar na iminência de ver um dos jogadores que mais pretendia no momento, Danilo Pereira, escapar-se para o rival FC Porto.
O cenário desagrada especialmente ao técnico que aceitou o grande desafio de deixar para trás seis anos repletos de títulos no Benfica, até pelo envolvimento direto que teve no referido processo, quando falou ao telefone com o internacional português, de modo a convencê-lo a prosseguir a carreira em Alvalade. A ineficiência da sociedade anónima leonina em encerrar processos com êxito e celeridade está a deixar alarmado o sucessor de Marco Silva. Perante isso, Jorge Jesus já deixou indicações expressas para que os dossiês sejam abordados com maior assertividade.
O treinador do Sporting tem prestado a maior atenção a todos os processos de transferências, na circunstância os alusivos a aquisições. Reflexo disso foi o acompanhamento próximo de Jorge Jesus às negociações por Bryan Ruiz – que perduram –, quando estava de férias num cruzeiro pelo continente americano. Contudo, ainda não há caras novas para 2015/16. Até aqui, os verdes e brancos não conseguiram acertar em nenhum dos alvos definidos, uma tendência, de resto, que vem desde a ponta final da época que passou. Numa altura em que faltam 11 dias para o plantel dar o pontapé de saída nos trabalhos de pré-temporada, o Sporting não revelou até aqui a capacidade de persuasão bastante para poder ombrear com os rivais no concurso por reforços.
Habituado a um maior desafogo financeiro no outro lado da Segunda Circular, Jesus depara-se agora com uma realidade diferente em Alvalade e, embora desde o primeiro instante se tenha mostrado sensível à necessidade de criar mais-valias para poder comprar com maior segurança (Cédric foi vendido ao Southampton a troco, no imediato, de 5,5 milhões de euros), a preocupação maior do técnico prende-se com a incapacidade dos leões em negócios onde há uma terceira parte interessada, normalmente afeta ao agenciamento dos atletas. Foi assim no caso com Danilo: os lisboetas tinham tudo acertado com o Marítimo e com o jogador, mas a falta de acerto com o empresário travou a operação. Com Ruiz pendente e a possibilidade de Joel Campbell – outro desejo do técnico – poder mudar de rumo e terminar na Luz, o cenário atual faz Jesus exigir mais da estrutura.

2 comentários:

  1. Catedrático da Picheleira20 de junho de 2015 às 14:05

    Ninguém quer trabalhar com o catedrático da Amadora que já tem um novo Cognome, o "Negas"! Jorge "Negas" Jesus!

    Depois das negas de Coentrão (“ri-me com a notícia, em Portugal apenas jogo no Benfica”), Maxi Pereira (“não!”), Cardozo (“não gosto de fazer auto-golos”), Markovic (“No”), Enzo (“não gosto de JJ”) e Danilo (FCPorto), JJ também tentou contratar Bruno Mendes de quem ouviu um rotundo não, tal como sucedeu com Lourenço Coelho, diretor-geral do Benfica, que foi contactado para exercer cargo semelhante em Alvalade. Já Carlos Janela recusou o cargo de diretor-geral da SAD, alegando "impedimentos pessoais". José Luís, diretor desportivo do Belenenses, também não quis ir para Alvalade.
    JJ quis igualmente levar o responsável pelo scouting europeu do Benfica, José Boto que recusou o convite.
    Quem também recusou foi o observador Marco Pedroso que integrava as equipas técnicas de JJ desde os tempos do Belenenses e do SC Braga e era responsável pela análise e estatística do plantel, para o desenvolvimento individual dos jogadores nomeadamente para a atribuição de treinos específicos tendo sido crucial para a adaptação de jogadores como Matic ou Samaris.

    O Sporting terá feito chegar uma proposta milionária ao brasileiro Evandro Mota, ex-motivador do Benfica que trabalhou com Jorge Jesus nas últimas três épocas. Segundo apurou o CM, o clube de Alvalade colocou na mesa 250 mil euros limpos por ano, mais um prémio de 500 mil euros pela conquista do campeonato. Na Luz ganhava 200 mil euros por ano.


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