25 dezembro 2014

Blackout pode sair caro ao Sporting

Dois anos e oito meses depois, o Sporting decretou um blackout. Todos voltam a remeter-se ao silêncio por deliberação expressa do presidente, mas tal medida poderá vir a custar muito caro aos leões, à luz das obrigações constantes nos contratos publicitários firmados. Aquando da última ocasião em que os profissionais verdes e brancos se viram impedidos de prestar declarações públicas, o que forçou o cancelamento de conferências de Imprensa, o Sporting viu-se obrigado a pagar cerca de 430 mil euros, avança o jornal O Jogo.
Com a divergência entre o presidente Bruno de Carvalho e o treinador Marco Silva a atingir níveis máximos – abrindo-se agora a hipótese de a sociedade leonina instaurar um processo disciplinar ao técnico por forma a abrir caminho para a rescisão com justa causa –, o emblema de Alvalade volta a recuperar a estratégia por diversas vezes adotada, a última e dispendiosa das quais sucedeu por altura da eclosão do caso Cardinal, quando a Polícia Judiciária efetuou buscas a Alvalade e o então vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão se viu forçado a responder perante a justiça, acusado que foi da prática de sete crimes. Ao tempo administrador da Sporting, SAD, Luís Duque – hoje presidente da Liga de Clubes – ordenou um blackout a 16 de abril de 2012. A medida iria perdurar por cerca de um mês, terminando em vésperas da final da Taça de Portugal, que a Académica acabaria por tirar das garras do leão.
Resta agora saber por quanto tempo Bruno de Carvalho irá manter vigente a mesma medida coerciva. Seguro é que as empresas que têm acordos de publicidade com os verdes e brancos quererão ser ressarcidas, conforme contemplado nos compromissos, de cada vez que atos públicos sejam cancelados.

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