24 fevereiro 2012

Opinião (Benfica): Horizonte Vermelho

Com o Vitória de Guimarães a vencer o Benfica, este campeonato ficou impróprio para cardíacos, pois estando o Porto com um atraso de apenas dois pontos e aproximando-se o Benfica - Porto, o equilíbrio é enorme e teremos emoção até ao fim do campeonato, pois qualquer que seja o resultado desse jogo, nada ficará decidido.

Vitória de Setúbal – FC Porto: viagem turística do FC Porto até Setúbal para jogar com um adversário que parecia logo no princípio do jogo estar vencido e convencido... Foi portanto um jogo fácil para o Porto, que marcou muito cedo e depois ainda teve um par de oportunidades antes de marcar o segundo golo, tudo feito com muita calma porque o Setúbal não pareceu ter melhorado absolutamente nada com a mudança de treinador. Iremos ver, lá mais para diante, se este treinador saltitão não saltou da frigideira para o lume. Na segunda parte, após as saídas de Hulk, Lucho e Moutinho, o Setúbal ainda pareceu espevitar, marcou um golo até, mas logo de seguida o Porto aumentou a vantagem e o jogo praticamente acabou aí. Foi uma partida que deu para o Porto fazer uma certa gestão do esforço de alguns dos seus jogadores principais, gestão essa que não lhe serviu para nada no jogo contra o Manchester City.

SC Portugal – Paços de Ferreira: jogo fraco por parte de ambas as equipas, mas em que o Sporting conseguiu o que precisava como pão para a boca: a vitória. Mesmo assim voltou a ser evidente que a defesa leonina é fraca e se não fosse Rui Patrício, que vai vendo a sua cotação a subir com as falhas dos colegas, o Sporting poderia não ter vencido. Mas o que conta é o resultado e portanto Sá Pinto ao estrear-se com uma vitória marcou posição e se o Sporting eliminar o Légia, talvez consiga ainda acabar a época de uma forma mais condizente com o seu prestígio e dimensão.

Vitória de Guimarães – SL Benfica: rude golpe nas pretensões do Glorioso, que sofreu a sua primeira derrota no campeonato. Os jogadores do Benfica pareceram-me fatigados tanto física como psicologicamente. Sem capacidade para pressionar os jogadores minhotos e sem a qualidade de passe que faz a diferença do Benfica para as outras equipas. Também a inclusão como titular de Rodrigo pareceu prematura, visto o jogador ter estado muito abaixo do que costuma. Tudo isto não tira mérito à vitória do Guimarães, que jogou muito bem, mostrando ter estudado o jogo em que foi derrotado pelo Benfica para a taça da liga. Corrigiu as marcações, conseguindo impedir na maioria das vezes os passes do meio campo para o ataque, aspecto em que o Benfica costuma ser muito forte e lançou perigosos contra ataques, aproveitando a velocidade dos seus jogadores. Mesmo assim, acho que o Benfica jogou o suficiente para atingir o empate e que portanto esse seria o resultado mais justo. O Benfica tem agora um mês de Março tremendamente exigente e em que Jorge Jesus terá que fazer uma definição de prioridades, porque se não o fizer arriscará a derrota nas três competições em que ainda participa. O campeonato é a principal meta da temporada e será aí que o Benfica deverá investir quase tudo, tendo em linha de conta que o Porto se reforçou com critério e bem no mês de Janeiro e que depois de ter sido copiosamente derrotado pelo Manchester City, agora poderá concentrar-se apenas no campeonato, visto a taça da liga ser uma competição que parece nunca ter motivado o FC Porto.

Nota final: não costumo responder directamente a quem opina sobre os artigos que escrevo, mas vou abrir uma excepção para um leitor que me pediu a opinião sobre um lance ocorrido há alguns anos num jogo entre Porto e Benfica. Eu entendo que deveria haver um tribunal desportivo que julgasse esses lances, independentemente de o árbitro ter actuado sobre eles ou não. Teria de se considerar a violência do lance, o estado do terreno, o aspecto de o jogador que provocou a lesão ser ou não um jogador habitualmente violento e outros aspectos que permitissem uma sentença o mais justa possível. Reconheço porém que devido ao fanatismo doentio que grassa no nosso futebol, esse tribunal seria muito difícil de constituir. Haveria sempre quem lançasse dúvidas, pertinentes ou não, a quem dele fizesse parte. Assim e de uma forma genérica dir-lhe-ei que o jogador que provoca uma lesão grave num colega e em que seja evidente a intenção de o fazer, deveria estar sem jogar o tempo que o jogador lesionado estivesse sem treinar (depois jogar ou não é critério do treinador). Já agora faço-lhe também uma pergunta a que responderá se quiser evidentemente: que pensa que se deveria fazer a um jogador que durante a sua carreira agrediu várias vezes à cotovelada vários colegas de profissão, algumas delas quando nem sequer estavam a disputar a bola. Esse ex-jogador é agora treinador adjunto daquele que julgo ser o seu clube...

FDJ: Concorde ou não com a Opinião deixe o seu comentário, obrigado

3 comentários:

  1. O Jorge Jesus pouco vai mudar em todos os proximos jogos. Ele tem medo, muito medo, e não vencendo o Porto na Luz o homem vai ceder.
    Estou farto de o ver mascar pastilhas e não reagir quando estamos a perder. Nesses momentos precisamos de treinador e ele "esconde-se".
    Já quando está a ganhar o homem corre, pula, grita. Merecemos melhor.
    Vamos ao título

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  2. como os benfiquistas são engraçados

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