08 outubro 2010

Opinião: Onda Azul

1. O destaque da semana tem que ir para os primeiros pontos perdidos pelo Futebol Clube do Porto. Depois de 11 vitórias consecutivas em outros tantos jogos oficiais, a equipa de André Vilas Boas vacilou. Ou melhor, empatou, que não é o mesmo. Isto porque a haver um vencedor neste jogo seria sempre o Futebol Clube do Porto que mesmo com 10 foi sempre superior ao seu adversário. A verdade é que não se pode ganhar sempre e alguns erros do árbitro ajudaram à festa. De resto foi curiosa a nomeação de Carlos Xistra, o mesmo que veio ‘ajudar’ o Benfica aquando dos muitos protestos relativos exactamente a um jogo em Guimarães. Nessa altura e ante o Sporting, Carlos Xistra fez bem o seu trabalhinho e agora foi tratar do resto do assunto no mesmo estádio onde supostamente o Benfica havia sido prejudicado. Vários (muitos) erros ao analisar jogadas a meio campo. Um fora de jogo inacreditável ao minuto 87 quando Falcao ficava cara a cara com Nilson. Para colmatar a expulsão de Vilas Boas foi a cereja no topo do bolo. Ter-se-à excedido Vilas Boas? Não se viu o que disse ... talvez até tenha. O que já todos vimos foi Jorge Jesus chamar tudo aos árbitros e mandá-los para todo o lado e nunca foi expulso por isso. Ainda esta semana contra o Braga chegou a estar quase dentro da área de trabalho de ... Domingos e corria atrás do árbitro auxiliar ... mas a isso já vamos estando habituados.

2. Por falar em Benfica – Braga, foi um jogo intenso e que me parece que acabou por ter um justo vencedor. O empate não seria injusto mas o Benfica foi quem mais procurou o golo e acabou por consegui-lo num belo lance de Carlos Martins. O Braga deste ano parece-me claramente mais fraco do que o da época passada, talvez reflexo da sua participação na Champions. O Benfica também conta com alguns dos seus jogadores fora da forma exibida na época anterior, e por mais que o Jesus venha falar do Mundial isso já não pega. Aliás, o maior exemplo de baixa de forma e de desconcentração parece-me ser o David Luiz e ele nem esteve no Mundial ... logo ...

3. O Sporting definitivamente não se encontra. Agora que até parece ter um ponta de lança (Postiga) em boa forma surgem-lhe problemas na defesa. Aquele golo do Beira-Mar é, basicamente, um frango. Ser treinador do Sporting é por esta altura estar sempre à espera do imprevisto. Sabe-se que vai acontecer uma desgraça, só não se sabe qual é e donde vem. Assim é difícil. Talvez as regras de vestimenta ajudem ... talvez o não puderem brincar com o Paulinho ... quem é que disse que o Costinha percebia alguma coisa de gerir grupos??

4. Num artigo pouco habitual, o Wall Street Journal descreve o técnico do Futebol Clube do Porto como um ‘jovem Português genial’. Depois surge uma comparação no mínimo curiosa com Luke Skywalker, protagonista da saga da ‘Guerra das Estrelas’.


No mínimo elogioso. Tal como na série o jovem Luke aprendeu com o mestre Jedi, também André Vilas Boas aprendeu com o mestre Mourinho. Esperamos que como na série venha a ter uma papel ainda mais importante que o mestre.

Pena que o jornal não tenha continuado com as comparações entre o futebol Português e a saga Guerra das Estrelas. Que bem ficaria o Jorge Jesus no papel de Darth Vader (anteriormente conhecido como Anakin Skywalker). Tal como na série também ele, Jorge Jesus, parece já ter estado do lado bom da força antes de se passar para o lado negro … veja-se o link:


Também facilmente se identificaria em Luís Filipe Vieira o papel do grotesco imperador que, pelos negros túneis da República Galáctica (muito semelhante à nossa Liga …) estendia os tentáculos do lado negro da força.

6 comentários:

  1. O Ponto 4 está muito bom. A verdade está à vista e com provas.

    Para os benfiquistas tudo é normal, até a distância de 7 pontos do FC Porto, por isso isto também será normal.

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  2. Recomendaram-me a ler esta opinião porque estaria muito boa. Mas não está boa esta excelente.
    FC PORTO

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  3. É tão flagrante...
    Também quero partilhar a coerência (que já aqui tinha sido destacada, mas que agora fica em forma de resumo) que invade as mentes bloqueadas e atrasadas daquela gentalha, e que tirei daqui:
    "Ouve-se o conhecido grito racista «Uhuhuhuh».
    Iluminado do FCP: «Insulto racista? Não, eram os adeptos a incentivar Hulk e Kun.»

    FCP perde e fica a 5 pontos do 1.º lugar.
    Vítor Pereira atira a toalha ao chão: «Com estas arbitragens, podem encomendar as faixas de campeão.»
    FCP ascende à liderança graças a arbitragens escandalosas.
    Vítor Pereira: «Isto é para calar aqueles que já tinham encomendado as faixas de campeão.»

    FCP ganha com um golo em fora de jogo.
    «Não discutimos arbitragens.»
    FCP perde sem espinhas frente ao mesmo adversário a quem tinha ganho com um golo em fora de jogo.
    «Árbitro teve influência no resultado, espero que a comissão de análise tenha visto isto.»"

    hehehehe, como é possivel haver tansos a gostar disto...

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  4. É tão flagrante...
    Também quero partilhar a coerência (que já aqui tinha sido destacada, mas que agora fica em forma de resumo) que invade as mentes bloqueadas e atrasadas daquela gentalha, e que tirei daqui:
    "Ouve-se o conhecido grito racista «Uhuhuhuh».
    Iluminado do FCP: «Insulto racista? Não, eram os adeptos a incentivar Hulk e Kun.»

    FCP perde e fica a 5 pontos do 1.º lugar.
    Vítor Pereira atira a toalha ao chão: «Com estas arbitragens, podem encomendar as faixas de campeão.»
    FCP ascende à liderança graças a arbitragens escandalosas.
    Vítor Pereira: «Isto é para calar aqueles que já tinham encomendado as faixas de campeão.»

    FCP ganha com um golo em fora de jogo.
    «Não discutimos arbitragens.»
    FCP perde sem espinhas frente ao mesmo adversário a quem tinha ganho com um golo em fora de jogo.
    «Árbitro teve influência no resultado, espero que a comissão de análise tenha visto isto.»"

    hehehehe, como é possivel haver tansos a gostar disto...

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  5. Excertos do livro “Máfia no Futebol”, de Declan Hill


    Quem disse isto? Terá sido o António Garrido?


    “Quando um clube me pede que trate dos árbitros, não é porque eu possa fazer de intérprete. Mas porque posso influenciar os árbitros. Era importante para mim criar uma atmosfera favorável aos árbitros antes de um jogo. Instalá-los bem, fazer com que fossem bem recebidos, dar-lhes presentes. Temos de saber quais são os árbitros com filhos para que, quando se vão embora, vão com as malas recheadas”. “O sexo era usado. Às vezes era a intérprete. Ela entrava no quarto e mostrava que não se opunha a dormir com o árbitro. Então, na manhã seguinte, os dirigentes do clube apareciam e diziam: “Se não nos ajudar, vamos contar por aí o que você esteve a fazer na noite passada”

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  6. O Futebol Português descrito na “Máfia no Futebol”.


    “No outro lado da Europa está Carolina Salgado. Ela era uma prostituta que dormiu com um dirigente de um clube. Na verdade, dormiu com um dos homens mais poderosos do futebol português e europeu: o antigo patrão de José Mourinho e presidente do F. C. do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa. Mencionem a qualquer português o nome de Pinto da Costa e verão no seu rosto uma expressão de resignação, parecida com a que os ingleses assumem quando se lhes fala do tempo horrível que faz em Inglaterra. Ele é um fenómeno português, tão desagradável, tão poderoso e, aparentemente, tão natural ao ambiente… Salgado trabalhava num bordel chamado “No Calor da Noite”, quando conheceu Pinto da Costa. Acabaram a viver juntos durante 6 anos. Mas ela acabaria por escrever que comparado com o mundo do futebol português, “No Calor da Noite”, o mundo da noite e do alterne é quase como um jardim infantil povoado de inocentinhas criaturas. O futebol português sempre esteve sob o alvo de suspeitas de corrupão. Alegações de envolvimentos mafiosos são quase rotineiras. O recurso a subornos secuais aos árbitros foi descrito em detalhe nas árias edições do muito abrangente “Golpe de Estádio” de Marinho Neves. E, de interesse para o adeptos europeus, existem alegações de arranjos de jogos a alto nível que chegam à meia final da Taça das Taças de 1984 quando o Porto jogou contra o Aberdeen de Alex Ferguson. O árbitro do jogo foi subornado por um homem chamado Fernando Barata, a trabalhar em benefício de Pinto da Costa. E foi portanto, com um certo ar de resignação que Portugal acordou em 20 de Abril de 2004 para descobrir que a polícia tinha detido 16 pessoas após ouvir mais de 16 mil conversas telefónicas gravadas secretamente. Pinto da Costa estava implicado. Entre outras acusações, ele negou ter providenciado prostitutas brasileiras que trabalhavam num bordel como suborno a um árbitro. Afirmou que isso era impossível uma vez que o árbitro em questão era homosexual. O árbitro ameaçou processá-lo. E a investigação contra Pinto da Costa parecia ir descambar numa farsa. Foi então que Carolina Salgado, por esta altura já ex-namorada de Pinto da Costa, publicou a sua autobiografia. O livro tornou-se num “best-seller” instantâneo e um tema de conversa por todo o país. Nele, Carolina Salgado alegava que Pinto da Costa costumava convidar árbitros para casa deles e tentava aliciá-los para favorecerem o seu clube. Também afirmou que alguém, dentro da polícia, avisou PC sobre a investigação pelo que este pôde fugir para Espanha e ganhar tempo para preparar a sua defesa”. Isto são citações do livro “MÁFIA NO FUTEBOL”, de Declan Hill, onde se desmascara e denuncia as redes mafiosas que, em todo o mundo, tratam de falsificar os resultados dejogos de futebol.

    NO BRASIL NÃO SABEM DISTO DE CERTEZA ABSOLUTA

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