À entrada para a última jornada a única certeza em relação aos lugares da frente é que o FC Porto está arredado da Liga dos Campeões indo disputar o que os portistas costumam chamar a segunda divisão europeia.
FC Porto – SL Benfica: devido aos jogos terem sido ao mesmo tempo só vou falar deste encontro que era bem mais decisivo para o Porto que para o Benfica. É impossível falar deste jogo sem referir as peripécias que o rodearam. Numa recente entrevista, o ex-treinador do Benfica Sven Erickson recordou um Porto – Benfica disputado há uns anos e em que a cabine onde os jogadores encarnados deveriam equipar-se foi infestada com um produto com um cheiro nauseabundo, obrigando os jogadores a equiparem-se nos corredores. Recorda o treinador sueco que, ao passar por Pinto da Costa, lhe perguntou o que era aquilo, ao que o presidente do Porto lhe respondeu que guerra é guerra. Para além de demonstrar que o presidente do Porto tinha perfeito conhecimento do que se estava a passar, tendo certamente dado o seu conhecimento, este episódio mostra o conceito de desporto que este dirigente tem. Passados que são alguns anos, a mentalidade é a mesma. A camioneta do Benfica parecia que se deslocava para uma zona de guerra e não para um estádio de futebol e não faltou até uma emboscada feita numa zona adequada e, por certo, previamente escolhida. O que é estranho é que a polícia do Porto, que conhecia certamente o percurso da viatura, não colocou ninguém na zona da emboscada, ao passo que os arruaceiros, que não deveriam conhecer o percurso, tinham lá os seus elementos à espera... Quanto ao jogo em si, foi mais um Porto – Benfica na linha de tantos outros. Isto é, não importa como, o Benfica não pode ganhar. Assim, os jogadores do Porto vieram com a táctica bem estudada: atirarem-se para o chão ao menor contacto ou mesmo sem ele existir, contorcendo-se intensamente, fazendo esgares de dor, batendo com as mãos na relva em desespero, (Guarin merecia um Oscar) e fazendo com que os jogadores do Benfica fossem criteriosamente amarelados. Os três que estavam no limite de cartões ficaram rapidamente arrumados para o próximo encontro e, claro, inibidos na sua acção no jogo. Também dois penaltis contra o Porto ficaram por marcar, um por mão de Hulk outro por falta na grande área portista de Álvaro Pereira sobre Maxi Pereira. A propósito, Hulk o Messi à moda do Porto não jogou nada mas já se sabe que agora o Messi portista é o Falcao que não jogou por injustamente claro, não ter sido feita vista grossa a uma chapada que deu no jogo anterior. Quanto a futebol propriamente dito, pouco houve, para além de algumas iniciativas de Di Maria, que atirou uma bola à barra, tivemos o grande golo de Bellushi, a notável impulsão de Bruno Alves que por uma vez usou essa impulsão para jogar futebol e não para atingir um adversário marcando assim o vistoso primeiro golo do Porto e a grande exibição de Fábio Coentrão que não se deixou intimidar pelo amarelo que lhe foi aplicado logo aos treze minutos e foi o jogador do Benfica que pareceu menos afectado pela ansiedade e pelo clima de intimidação que rodeou este jogo antes, durante e depois de ele acontecer.
Para a semana tudo ficará decidido mas já se pode dizer que este campeonato tem um perdedor, o FC Porto que viu sair o tiro pela culatra na estratégia que montou para este campeonato e um vencedor, o SC Braga que ganhando ou não o campeonato, foi o grande beneficiado da estratégia montada pelo clube seu protector.
Depois de ler a opinião quase fiquei com a ideia que o Porto não venceu o Benfica (tendo sido prejudicado) categoricamente.
ResponderEliminarFiquei foi algo preocupado com o estofo do campeão nacional. Em 4 jogos bastante complicados em casa dos adversários o Benfica pontuou em Alvalade (0-0). Perdeu sem espinhas em Braga e no Dragão. Na Liga Europa, sobre o frágil Liverpool levou 4-1.
Convido-o tb analisar as fotos que estão na Opinião Onda Azul. Afinal parece que alguém na vossa comitiva, para além de arrebentar com portas de balneários tb gosta-se muito de partir vidros.
Lembro tb que quando o FCP viajou ao Estoril, em Lisboa não no Algarve, esta época para a Taça da Liga, viu o seu autocarro ser completamente apedrejado, mas não estava lá era a SIC para filmar...pena.
Quanto a problemas não podemos esquecer a morte no Jamor, o estado em que ficou o Filipe Santos (jogador de hóquei do FCP) depois de ser brutalmente agredido em Lisboa. Em coma lembra-se?
O autocarro que ardeu... e muitas outras coisas.
Por isso...
Todos são bandidos e criminosos, mas uns estão legalizados e outros não.
Um abraço
Agora os benfiquistas são uns anjinhos? Nem ganhar vcs sabem. Vivam o vosso sucesso com Vandinhos e Hulks.
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