17 fevereiro 2009

Opinião: Horizonte vermelho

Semana calma e sem surpresas, visto já não se poder considerar surpresa mais uma vitória do sensacional Leixões.
Comecemos pela Selecção. Em jogo de preparação contra a Finlândia, Carlos Queiroz efectuou algumas alterações, mas nem por isso se viu grande motivação ou qualidade da parte da nossa equipa. Com uma má primeira parte, só no segundo tempo se viu alguma coisa, contra uma fraca equipa e, não tenhamos ilusões, a única coisa em comum entre a Finlândia e a Suécia é serem ambas do norte da Europa. Destaques mesmo assim para Duda, Pepe e Ronaldo, mas é preciso jogar muito melhor para sermos apurados.
Quanto ao campeonato, para além da vitória do Leixões, os três principais candidatos venceram os seus jogos com mais ou menos sobressaltos.
O Sporting conseguiu virar o resultado e parece em condições de fazer a vida negra ao Benfica, para mais tendo já o grande Liedson totalmente recuperado. Parece de facto bastante forte este Sporting, certinho e batalhador, jogando o seu futebol não muito bonito mas eficaz quanto baste.
O Porto também cumpriu o seu dever, não sem antes apanhar um pequeno susto provocado por Fábio Coentrão, jogador que se inspira quando joga contra o Porto. Basta lembrar os dois golos que marcou na época passada pelo Nacional quando este ali ganhou. Desta vez não chegou, mas fica para a história deste campeonato o seu magnífico golo. O Porto não parece estar muito bem, depois de ter empatado com o Benfica, ganhou esta semana mas, mais uma vez, o campo inclinou a seu favor...
O Glorioso testou mais uma vez a condição cardíaca dos seus adeptos. Depois de uma primeira parte para esquecer, em que só criou uma situação de perigo com Luisão a enviar a bola à trave seguido de recarga de Aimar a que se opôs o guarda redes do Paços com excelente defesa, veio uma segunda parte alucinante, principalmente depois de Di Maria entrar para o lugar do apagado Carlos Martins. Cardozo voltou aos golos aproveitando com frieza uma infelicidade de Cassio e Rúben Amorim e Di Maria marcaram grandes golos. O de Di Maria então foi um golo digno de uma final de campeonato do mundo. Mas não foi suficiente porque depois do dois a zero o Benfica facilitou e o Paços de Ferreira, que tinha passado a primeira parte a fazer anti-jogo, lançou-se ao ataque e reduziu a diferença. A partir daí assistiu-se a um emocionante taco a taco em golos que durou até ao fim do jogo e em que o Benfica saiu vencedor com alguma sorte. Mas a sorte faz parte do jogo, ao contrário de outras coisas...
Vem aí o derby dos derbys, o jogo entre os dois maiores clubes de Portugal. Apela-se a que os responsáveis dos dois clubes tenham contenção verbal e que não atirem gasolina para o lume. Se assim acontecer, apreciemos os, como alguém já escreveu, calmos momentos que antecedem a tempestade.

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