30 dezembro 2008

Análise à Liga Espanhola

Por: Rui Almeida Santos

O Natal chegou e com ele trouxe algumas surpresas, certezas, dúvidas e desilusões na Liga Espanhola. A paragem de final de ano elucida de forma clara quem melhor tem trabalhado até aqui, com o Barcelona a destacar-se neste ponto.
Os catalães eram, talvez, uma das grandes incógnitas desta edição da “liga das estrelas”. A saída de Rijkaard no final da época transacta precipitou a ascensão de Pep Guardiola ao comando técnico da equipa principal dos “culés”. Com pouca experiência como treinador principal, a antiga glória catalã cedo impôs as suas ideias no clube. A começar pela formação do plantel para esta temporada: saíram jogadores como Deco, Ronaldinho e Zambrotta, todos eles sobejamente reconhecidos no mundo do futebol. Estas vagas foram preenchidas por jovens sedentos de vitórias e mais disciplinados dos que saíram, como Hleb, Piqué e Dani Alves. Estas mudanças trouxeram maior harmonia ao balneário “blaugrana”, e com isto começaram a surgir as boas exibições e os, ainda melhores, resultados. Esta foi sem dúvida a base do sucesso catalão nesta primeira metade da época, tendo o Barça alcançado uma vantagem considerável em relação aos seus opositores.
Em grande forma está também o Valência. Depois de lutar pela permanência no ano passado, a equipa “ché” parece ter voltado às boas campanhas na Liga Espanhola. Mesmo sem David Silva, que falhou grande parte dos jogos até aqui disputados, a equipa onde alinham Miguel, Hugo Viana e Manuel Fernandes tem amealhado bons resultados, quedando-se no quarto posto da tabela.
Já Sevilha, Villareal e Atlético de Madrid continuam o seu processo de consolidação no futebol espanhol. As três formações continuam em alta no país vizinho, conseguindo na maioria das vezes aliar aos resultados, as boas exibições. No caso do “Atleti”, tem-se vindo a assistir a uma considerável melhoria nas últimas jornadas, muito por culpa da subida de rendimento de Maxi Rodriguez e Diego Forlan.
Em relação ao prémio “equipa revelação”, o mesmo terá de ser repartido por duas formações: Valladolid e Málaga. Os dois emblemas, que subiram esta época à divisão principal do país vizinho, têm-se revelado bastante fortes, fazendo a vida negra a quem os encontra pelo caminho. Que o diga o Real Madrid ou o Villareal, que fora goleados pelo Valladolid, ou o Sevilha, que foi derrotado em casa pela formação de Duda, Hélder Rosário e Eliseu.
Real Madrid no topo das desilusões
Em sentido oposto surge o campeão Real Madrid. Os “merengues” têm coleccionando maus resultados para o campeonato, facto que os deixa já a doze pontos (!) do primeiro lugar. Este cenário obrigou, inclusivamente, a direcção “blanca” a despedir Bernd Schuster do comando técnico da equipa, chamando para o seu lugar o espanhol Juande Ramos.
Em baixa surge também o Bétis de Sevilha, que mais uma vez prometeu na pré-temporada, mas volta a desiludir nos jogos oficiais. Sem Ricardo, que continua castigado, mas com Nélson a titular, a equipa Andaluz ainda deu um “ar de sua graça” quando conseguiu três vitórias consecutivas (entre a 9ª e a 12ª jornada), mas o mau início de época impede os sevilhanos de subirem na tabela classificativa.
Já o Racing de Santander parece acusar em demasia a participação nas provas europeias desta época. Depois de uma temporada passada muito boa, a equipa onde alinda o português Jorge Gonçalves não tem conseguido manter o ritmo este ano, andando, por hora, pelos lugares perigosos da classificação.
Finalmente, uma palavra para o Almería, que depois de um bom início de temporada, começou a ”perder gás” e, como consequência disso, caiu para os lugares de descida de divisão. Arconada já saiu, mas o cenário continua negro para os lados da equipa andaluz.

Onze ideal:


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