10 outubro 2021

Eleições previstas para 2022 já mexem universo leonino; Nuno Mendes deixa instabilidade no lado esquerdo leonino. Em 11 jogos Amorim já usou cinco laterais na posição. Rúben Vinagre ainda não convence

Já se sabia que a saída de Nuno Mendes viria com danos colaterais associados e ao fim de 11 jogos oficiais é claro que Ruben Amorim continua à procura do substituto à altura e que Rúben Vinagre, o reforço apontado ao lugar, ainda não convenceu. A instabilidade no lado esquerdo tem sido notória e acentuou-se nos últimos encontros. Esta época, o Sporting já esteve em campo com cinco laterais diferentes.
Na Alemanha, frente ao Borussia Dortmund, a opção foi Matheus Reis, dias depois, em Arouca, foi Nuno Santos o escolhido, comprovando-se, assim, algo que foi ganhando força desde o início da temporada. Depois de, no último dia do defeso, se ter confirmado a transferência de Nuno Mendes, Ruben Vinagre ficou como a teórica primeira opção para o lugar, só que nem sem a sombra do reforço do Paris Saint-Germain o ex-jogador do Famalicão conseguiu convencer a equipa técnica. E não foi por falta de oportunidades. Vinagre foi titular em sete encontro, contudo foi substituído em todos, o que já indicava dificuldades. Até que foi afastado do onze.
Nos últimos dois jogos, Rúben Amorim testou mais duas opções, que se juntam a Ricardo Esgaio, que também já por lá andou, embora nunca como titular. Para já. Matheus Reis, em Dortmund, e Nuno Santos, em Arouca, foram chamados a fazer de Nuno Mendes, enquanto Ruben Vinagre não saiu do banco em nenhum desses duelos. Ou seja, só nos últimos três jogos o onze leonino apresentou três laterais-esquerdos diferentes, o que é demonstrativo das dúvidas do treinador.
Esta instabilidade ganha ainda mais relevância, tendo em conta que na época transata Nuno Mendes foi dono e senhor do lugar e apenas foi preterido por lesão. Pelo contrário, hoje pode dizer-se que o Sporting não tem um titular definido para a posição.

Eleições previstas para 2022 já mexem universo leonino. É certo que ainda falta algum tempo para as próximas eleições para a presidência do Sporting, que devem ser marcadas para o período entre 1 de março e 30 de abril de 2022, mas também é um dado absolutamente garantido que já vão circulando informações que apontam para movimentações entre eventuais concorrentes a Frederico Varandas.
Um dos casos, de resto, é mesmo candidato assumido. Trata-se de Nuno Sousa, rosto do movimento Sou Sporting, de 45 anos, que em junho de 2020 chegou mesmo a apresentar um vídeo com algumas das ideias que pretende implementar no clube e que assentam em três pilares: sócios; gestão patrimonial, económica e financeira; gestão desportiva.
O futebol de formação é também uma das prioridades de Nuno Sousa, fez saber na altura, sendo que o ecletismo é outra das apostas. Nuno Sousa reservou-se ao recato nos últimos tempos, mas é muito provável que possa reaparecer em breve.
Tal como ele, há mais outros dois nomes que circulam com insistência no universo leonino como potenciais concorrentes a Frederico Varandas, casos de Miguel Albuquerque, de 46 anos, e Ricardo da Silva Oliveira, de 50 anos.
O primeiro, de resto, desempenhou funções de dirigente durante 20 anos, tendo saído do clube em novembro de 2020. «Estarei sempre disponível para ajudar o Sporting», disse na altura e, no dia da despedida, em comunicado, agradeceu ao clube e puxou dos galões. «Chega hoje ao fim a minha ligação ao Sporting Clube de Portugal. Foram 20 anos percorridos com o orgulho, honra e privilégio de servir o clube do meu coração, e que possibilitou tornar-me um dos dirigentes mais titulados da sua história, algo que nunca vou conseguir retribuir», podia ler-se.
O nome mais recente é o de Ricardo da Silva Oliveira, que, em primeira instância, manifestou abertura para avançar com uma candidatura em entrevista ao jornal A Bola, posição que reforçou recentemente em declarações à Rádio Renascença: «É um bocado cedo para estarmos a falar sobre isso, porque existe uma Direção eleita. Eu estou e sempre estarei disponível para ajudar o Sporting. Não faço críticas para prejudicar ninguém no Sporting, mas sim para fazer um Sporting melhor. Julgo que eu e todos os sportinguistas. Quanto ao futuro, haverá eleições em março ou abril e toda a gente sabe que não estou contente com esta equipa de gestão do Sporting», disse. O gestor, de resto, fez várias críticas na última AG de acionistas.

2 comentários:

  1. Se um Vinagre não convence... que dizer de meio Vinagre???

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  2. Lol, negócios à sapo. 10 milhões por 50% do passe do Vinagre! E 22,6 milhões pelo passe do Paulinho! Depois cheios de peito, tipo sapos mesmo, dizem que 24 milhões pelo Darwin é uma loucura! Enfim.

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