Kléber
“Na primeira parte estivemos fortes, mas sofremos um golo. Tivemos oportunidades, mas o Rui Patrício teve uma noite inspirada e merece os parabéns, tal como a nossa equipa”, iniciou.
“Não aproveitámos as oportunidades, mas batalhámos, estamos unidos e queremos melhorar”, disse depois.
“Já estou recuperado da lesão, mas ainda não estou bem fisicamente, foram quase dois meses sem jogar. Tenho de conseguir melhor forma física e ajudar o Marítimo.”
A terminar, tempo para abordar, em traços gerais, as possibilidades de saída para outro emblema: “O Carlos Pereira está a resolver, ele é que sabe o que é melhor para todas as partes. Se ficar vou trabalhar, se sair e for bom para o clube, melhor ainda. Não posso falar de clubes.”
Pedro Martins
“Houve claramente uma má arbitragem. Há um penálti sobre o Djalma e no golo do Sporting há falta sobre o Roberge. Artur Soares Dias teve uma noite infeliz e teve influência no resultado.”, lamentou o treinador do emblema madeirense, que realçou o empenho dos seus jogadores: “Não tenho nada a apontar. A sorte não teve do nosso lado. Conseguimos criar muitas oportunidades mas quero realçar o mérito de Rui Patrício, que esteve brilhante.”
Sobre os números do desaire do Marítimo, Pedro Martins foi claro: “3-0 é muito exagero. Tudo fizemos para alcançar uma bom resultado. Temos que dar a resposta já no próximo encontro com o Sp. Braga. Sabemos que os nossos objetivos ficam mais complicados, mas está tudo em aberto. Este jogo não era decisivo mas era importante. Continuo a acreditar.”
Rui Patrício
"Esta semana foi complicada, mas somos profissionais e temos de estar preparados para tudo. Demonstrámos que temos força e garra e é isso que o Sporting precisa. Fizemos uma excelente partida. Quando entramos em campo temos de dar o nosso melhor, só isso. Quando as coisas correm menos bem, temos de levantar a cabeça e continuar a trabalhar. A equipa esteve unida, conseguimos segurar o 1-0 na única altura em que não tivemos tão bem e depois conseguimos dar a volta e marcar mais dois golos."
Paulo Sérgio
"Foi um jogo duro, sério. Foi a vitória do trabalho, da humildade e da qualidade. É verdade que passámos por um período de afliação, logo a seguir à entrada do Kléber. Mas, o Rui Patrício esteve em muito bom nivel. Depois, reagimos e criámos um número elevado de ocasiões de golo que, mais tarde, permitiram-nos 'matar' o jogo", resumiu Paulo Sérgio.
O treinador do Sporting nunca pensou na possibilidade de os ilhéus virarem a partida. "Não, nunca pensei nisso. Aliás, para que acontecesse a reviravolta, o Marítimo teria de começar por empatar. Se tal se tivesse verificado, logo teríamos de ver a melhor maneira de reagi", declarou.
Instando a esclarecer melhor as suas palavras no lançamento do jogo, onde não deixou de criticar algumas situações da vida interna do clube de Alvalade, Paulo Sérgio fez a defesa do seu grupo de trabalho. "Foi um alerta para dentro e para fora, para não nos deixarmos ir na onda. Sinto toda a gente preocupada e a posicionar-se em relação ao futuro desta grande instituição. Mas, ao mesmo tempo, fiquei com a ideia de que se estava a esquecer o presente. Tenho de defender os meus homens", ressalvou.
"Já aconteceu de tudo a esta equipa. Ainda na estamos na luta pelo Campeonato e embora já não possamos ganhar a Taça há muitas coisas que podemos perder. Peço carinho para a equipa. Nós tentamos dignificar o clube todos os dias. Temos de morrer dentro do campo por quem nos paga todos os meses", acrescentou.
A finalizar, Paulo Sérgio assumiu que não é fácil o momento que se vive em Alvalade, mas mostrou força suficiente para aguentar o desafio. "Como costumo dizer aos meus amigos, se fosse fácil não estava cá eu, mas sim outro".