O Benfica havia assegurado a contratação do central de 18 anos em junho de 2011, mediante o pagamento ao Defensor Sporting de de 800 mil euros iniciais, de um total de 1,7 milhões de euros referentes a 50 por cento do passe do internacional, cuja transferência incluiria no futuro 3,5 milhões por mais 35 por cento do passe, além dos 15 por cento pertencentes ao jogador. Contudo, tudo ruiu quando Gastón Silva rescindiu com o empresário Paco Casal, que representa Maxi Pereira, e a mãe do jogador alegou ter sido agredida.
Em dezembro, Paulo Gonçalves, assessor da SAD, deslocou-se ao Uruguai para resolver o tema e, por um lado, acertou a rescisão do acordo de transferência e, por outro, assegurou junto do Defensor Sporting a devolução dos 800 mil euros, que pode ser em dinheiro vivo ou em craques, como confirmou ao diário Richard Marchelli, gerente do futebol do clube uruguaio. “Procedeu-se à anulação da transferência e fizemos um acordo para restituir o dinheiro avançado, o que poderá ser feito com cedência de algum jogador nosso”, afirmou.
O diário apurou que Diego Laxalt, um dos mais promissores atletas do clube uruguaio, foi um nome colocado em cima da mesa, mas a SAD rejeitou porque o Defensor queria 2,5 milhões pela venda, aos quais descontaria os 800 mil euros. “Esse é um dos jogadores nos quais temos grandes esperanças para o futuro, mas para já não vai para o Benfica”, limitou-se a dizer Marchelli.
Ainda segundo O JOGO está previsto que nas próximas semanas avancem de novo as negociações, mas desta feita com o próprio jogador e na perspetiva de garantir os seus serviços para a próxima temporada.