Tomás Taveira está de acordo com o fecho do fosso do estádio do Sporting, obra que deverá estar concluída no início da próxima temporada, apurou o Correio da Manhã. De acordo com as fontes contactadas, a direcção leonina está já a tentar reunir apoios financeiros para concretizar um objectivo que Godinho Lopes traçou quando se candidatou à presidência do clube.
Fontes contactadas pelo CM asseguraram que a questão dos direitos de autor – Taveira desenhou o estádio – nunca se colocou e que o arquitecto manifestou total sintonia com os dirigentes.
O CM sabe ainda que o arquitecto entende que o estádio deve evoluir com algumas obras pontuais e compreende o desejo da direcção leonina e dos sócios, que também querem pintar as cadeiras com a cor verde. Na pior das hipóteses, contou uma fonte, se Taveira tivesse discordado do fecho do fosso, poderia deixar de querer o nome associado ao projecto inicial do estádio.
Godinho Lopes teve já várias conversas com o arquitecto no sentido de o sensibilizar para as alterações que pretende e houve sempre sintonia de ideias.
Agora, o Sporting terá de arranjar cerca de um milhão de euros para efectuar a obra. O mais provável, ainda segundo as mesmas fontes, é o fosso ser fechado com painéis de publicidade e com mais 1500 cadeiras. Contudo, estão a ser estudadas mais soluções. O fecho do fosso, por outro lado, não teve tanto a ver com a segurança, mas com razões estéticas. Fonte conhecedora do processo lembrou ao CM que, em oito anos de vida do novo Alvalade, apenas está registado o incidente da semana passada com dois adeptos da Torcida Verde, que caíram no fosso, no final do jogo frente à U. Leiria, quando Diego Capel se disponibilizou para oferecer a sua camisola.


