
Nuno Encarnação, gestor e sócio conhecido do FC Porto, entende que a SAD encarnada tenha de fazer operações de venda elevadas para manter a balança entre gastos e produtividade equilibrada. "O Benfica tem custos financeiros, fixos e normais, muito grandes e elevados. E por isso tem feito vendas de 120 milhões de euros, de 100 milhões de euros, de 80 milhões de euros", salientou o gestor, dizendo que "compra quem quer"."Eu não condeno e compra quem quer e o Benfica tem vendido bem alguns jogadores. Mas é uma pressão do próprio Benfica", começou por destacar o gestor e associado do FC Porto, que não escondeu que gostaria que a SAD azul e branca tivesse operações financeiras semelhantes ao rival da Luz.
"É uma forma do Benfica fazer, eu invejo a forma do Benfica vender, com sinceridade, porque eu gostava de vender jogadores não a 60 milhões de euros mas a 120", salientou Nuno Encarnação, prosseguindo a sua ideia.
"Digo isso de caras e o FC Porto tanto precisava desta técnica de vendas", comentou Nuno Encarnação, dando conta de que, por exemplo, quando vai às compras, nas caixas de pagamento, antes de sair aparecem sempre alguns produtos que lhe são mostrados e como que indicados para comprar como uma "pastilha elástica", por exemplo.
"Aqui é a mesma coisa. Vamos buscar um João Neves, 120 milhões de euros e lá vai o João Neves. Estão a ver?", declarou Nuno Encarnação, aludindo que os "tubarões" do futebol quando dão conta de um "João Neves à porta da caixa" acabam por comprar "e vamos lá embora".
Em todo o caso, o gestor disse, em declarações na CMTV, que depois restará saber que futuro vai ter João Neves. "Depois vamos ver se tem o mesmo destino que teve o João Félix, o Enzo Fernández, o Darwin Núñez", completou Nuno Encarnação.
"Cada um enfia o seu barrete pelo valor que dá", acrescentou ainda o conhecido associado do emblema azul e branco, esperando que a SAD do FC Porto possa, no futuro, produzir vendas semelhantes ao clube da Luz.
João Neves foi lançado na equipa principal da Luz na última temporada pelo treinador Roger Schmidt e, aos poucos, foi conquistando um lugar na formação encarnada, tendo sido um dos elementos mais fundamentais para a conquista do 38.º título de campeão das águias.
Sir Bobby Charlton morreu este sábado, aos 86 anos. Um ícone do Manchester United e do futebol inglês, o antigo médio foi considerado um dos melhores futebolistas da sua geração e uma referência mundial no futebol. Foi campeão do Mundo pela Inglaterra em 1966 e conquistou a Bola de Ouro nesse mesmo ano, tendo ficado em segundo na votação em 1967 e 1968.
Na sua vida não faltaram muitos momentos de alegria e de grande emoção, como o dia 28 de abril de 1973 que ficará para sempre eternizado na história da família Charlton. Isto porque foi a data que marcou o adeus de Bobby e Jack Charlton, duas figuras cimeiras do futebol britânico, aos clubes que representaram durante toda a carreira.
Nesse dia, em Stamford Bridge, Bobby Charlton vestiu pela última vez a camisola do Manchester United, no duelo frente ao rival Chelsea, naquele que foi o 606.º encontro que disputou com o emblemático equipamento dos red devils. Ainda cumpriu mais uma temporada, com 38 jogos realizados ao serviço do Preston North End, e depois passou no Waterford United (3 jogos), mas para muitos a carreira do génio terminou mesmo no dia em que se despediu do clube de Old Trafford.
Ora, a alguns quilómetros de distância, Jack Charlton cumpriu o último desafio da carreira ao serviço do Leeds United, ao cabo de 629 encontros disputados pela formação. Fê-lo frente ao Southampton, no The Dell.
Uma história curiosa de dois irmãos que apesar de desavindos durante muitos anos, foram pilares do futebol em Inglaterra.
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