27 março 2022

Sporting garantiu perdão bancário de 105,5M€, mas pode ainda...aumentar

Em 2011 e 2014, o Sporting recorreu ao financiamento através de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) num valor total de 135 milhões de euros, referente a um euro por cada título adquirido por dois bancos: o Novo Banco e o Millenium BCP. As primeiras VMOC, denominadas VMOC-A, foram financiadas em partes iguais pelas duas entidades, ou seja, 27,5 milhões de euros. Em 2014 as mesmas entidades financiaram as VMOC-B, avaliadas em 80 milhões de euros – 56 milhões do BCP e 24 milhões do Novo Banco. Inicialmente, as VMOC-A tinham previsão de maturação em 2016, mas nesse ano foi prolongada até 2026, igualando o prazo das VMOC-B e também a taxa de juros, que passou para 4% para os dois financiamentos.
Em 2019, quando fica concluída a reestruturação financeira dos leões, o valor nominal de cada VMOC foi reduzido em 70%, o que significa que o valor total de 135 milhões de euros que o Sporting teria de pagar para readquirir os títulos caiu para 40,5 milhões de euros, um desconto de 94,5 milhões de euros.
Já este ano, o Sporting fechou a recompra da parte do BCP por 14,02 milhões de euros, ou seja, 16,8 cêntimos por títulos, e que estava avaliada em 25,05 milhões de euros após a primeira redução em 2019. Inicialmente, em 2014, os títulos estavam avaliados em 83,5 milhões de euros, ou seja, uma poupança de 69 milhões de euros. Além da primeira redução de 94,5 milhões de euros, existiu ainda nova poupança, de 11 milhões de euros, totalizando o perdão em 105,5 milhões de euros.
Neste momento, os títulos do Novo Banco, que valiam 51,5 milhões de euros em 2014, estão agora avaliados em 15,45 milhões, mas a Direção de Frederico Varandas tentará chegar a um acordo inferior, tal como fez com o BCP. Isso permitirá um perdão ainda maior.

8 comentários:

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    1. Os 335 milhões de euros que o Ricardo Salgado perdeou ao SLBatota!

      Carrega Mafia Vermelha!

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  2. Ninguém me consegue esclarecer sobre aquelas acções do Benfica que foram dadas como garantia! Será que o meu amigo consegue? Uhm?

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    1. Garantia para pagar a dívida. O que aconteceu. Já nos vmocs, olé! Isso é que é pagar! Perdão pagaremos olé!

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    2. Andaram 10 anos a ser financiados pelo BES,(receberam cerca de 335M€) pois até o o orelhas foi para presidente para salvar o clube imposto pelo Ricardo Salgado, como ele disse no Parlamento e tinham uma conta com crédito ilimitado que deu para comprar jogadores e fazer concorrência desleal e também para construir o Seixal, mas os lampiursos ainda têm a pouca vergonha de virem desacreditar os outros! Sempre com a preocupação de não o serem sozinhos! Só terão como companhia o Futebol Corruto das Antas, dos dos clubes mais corruptos do mundo!

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  3. E os 65 milhões de euros roubados À C.M. de Lisboa, no valor dos calculos dos terenos para o novo estádio em 2004, como disse num relatório da PJ?

    Já pagaram?

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  4. Acordo com a Câmara de Lisboa valeu ao Benfica 65 milhões de euros
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    NELSON MORAIS | 28/01/2010

    O Benfica encaixou 65 milhões de euros à custa do contrato-programa firmado com a Câmara de Lisboa, no âmbito do Euro 2004. Santana Lopes não é arguido, apesar de a PJ ter concluído que município, a que ele presidia, instrumentalizou a EPUL para financiar o Benfica.

    Já Carmona Rodrigues, à data dos factos vice-presidente da autarquia, é um dos cinco arguidos constituídos durante a investigação que a PJ acaba de concluir, sob a direcção da unidade especial do Ministério Público criada para investigar o Apito Dourado. Os restantes arguidos são ex-administradores da EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.

    O inquérito centrou-se no contrato-programa assinado, em Julho de 2002, pela Câmara de Lisboa, EPUL, Benfica e Sociedade Benfica Estádio SA. O acordo fixava os moldes da participação da EPUL na construção do novo Estádio da Luz, para o Euro 2004.

    Um relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que suportou o trabalho da PJ, apontou défices de transparência ao contrato-programa, referindo que as formas de apoio acordadas e atribuídas ao Benfica "consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais". "O contrato contrariou os normativos legais vigentes", acrescentou a IGF, por não terem sido quantificados devidamente os encargos das entidades públicas envolvidas, em desrespeito pelos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos. A investigação conclui que, ao aprovarem o referido contrato-programa, a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa "instrumentalizaram a EPUL", fazendo-a assumir encargos directos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objecto social. Mas, além dos 18 milhões, o Benfica encaixou mais 47, pois o contrato-programa ainda lhe permitiu vender um terreno à EPUL e receber outro da Câmara de Lisboa (ver caixa).

    Os 18 milhões referidos decorrem de dois negócios. Num deles, a câmara decidiu que a EPUL construiria 200 fogos, em terrenos seus, no Vale de Santo António, e entregaria um terço dos lucros da sua venda. O Benfica recebeu 9,9 milhões de euros, apesar de a EPUL nunca ter construído as 200 habitações. Segundo o então presidente da EPUL, Sequeira Braga, foi Santana Lopes quem definiu que seriam dados 10 milhões de euros ao Benfica, através de um projecto imobiliário da EPUL.

    A outra parcela dos 18 milhões resulta do compromisso da Câmara de pagar, através da EPUL, os ramais de ligações às infra-estruturas de subsolo para o estádio. Isto valeu ao Benfica oito milhões de euros, sendo que 80% das facturas que cobrou à EPUL respeitavam a serviços de consultoria: só 20% tinham a ver com os ramais. De resto, parte das facturas tinha data anterior ao contrato-programa.

    A IGF detectou ainda outra irregularidade naqueles oito milhões. Mais de um milhão era IVA, sendo que a operação em causa não estava sujeita a incidência deste imposto, por se tratar da comparticipação financeira, de uma entidade pública (EPUL), na construção de um equipamento desportivo.

    Nenhuma irregularidade detectada nas facturas do Benfica foi valorizada, para efeitos de responsabilização criminal dos dirigentes do clube.

    Inquirido, como testemunha, Santana Lopes assumiu que as negociações com o Benfica que conduziram à elaboração do contrato-programa foram feitas por si e pelo vice-presidente. Carmona Rodrigues, arguido, disse que o dossiê Benfica era tratado directamente por Santana Lopes. E, de resto, várias testemunhas e arguidos coincidiram na versão de que a execução do contrato-programa foi tratada ao mais alto nível, na EPUL, na Câmara e no Benfica.


    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1480714

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  5. só perdões na capital do império para os inquilinos centrais

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