O Regulamento do Fair Play Financeiro da UEFA inclui um regime de exceção que pode dar um alívio decisivo ao FC Porto, colocando de parte qualquer possibilidade de os azuis e brancos serem alvo de sanções se não atingirem os parâmetros protocolados para esta época. Já se sabia que qualquer castigo não teria efeito em 2020/21, mas a impossibilidade de vender jogadores até 30 de junho que resulta da atual crise expunha a SAD a um incumprimento que abria a porta até, no pior dos cenários, ao afastamento das competições europeias em 2021/22, escreve o Record.
Só que, apesar do rigor com que a questão do fair play financeiro é encarada pela UEFA, aquele organismo deixou previstas algumas escapatórias que podem ser acionadas no caso de os clubes serem confrontados com situações classificadas como sendo de “força maior”, e que “estejam para além do controlo” atribuível a esse emblema. Esse artigo consta do Anexo XI do Regulamento de Licenciamento de Clubes e do Fair Play Financeiro da UEFA. Além da “força maior” prevista na alínea e), a alínea f) contempla “mudanças substanciais e imprevistas no ambiente económico”.
São mecanismos que encaixam como uma luva na realidade que o futebol europeu enfrenta na sua generalidade, estando as competições paradas no âmbito das medidas extremas que foram tomadas para tentar mitigar o contágio pelo novo coronavírus. O dragão está em condições de recorrer a estas prerrogativas, se tiver de defender a sua posição individual perante a UEFA, mas o facto é que se mantém entreaberta uma janela que pode beneficiar a generalidade dos clubes europeus. Segundo as indicações que começam a ser veiculadas pela imprensa internacional, há um movimento no âmbito da ECA (Associação Europeia de Clubes) que pretende desativar o fair play durante um ano, como medida destinada a não agravar os danos resultantes da quebra de receitas durante uma paragem ainda sem fim definido.
"Devia ter sido mais valorizado no Benfica". Salvio abriu o coração para falar da sua saída do Benfica em entrevista ao jornal Record. Acabado de se sagrar campeão argentino, menos de um ano depois de ter voltado ao seu país, o extremo recorda os últimos momentos no Benfica
Só que, apesar do rigor com que a questão do fair play financeiro é encarada pela UEFA, aquele organismo deixou previstas algumas escapatórias que podem ser acionadas no caso de os clubes serem confrontados com situações classificadas como sendo de “força maior”, e que “estejam para além do controlo” atribuível a esse emblema. Esse artigo consta do Anexo XI do Regulamento de Licenciamento de Clubes e do Fair Play Financeiro da UEFA. Além da “força maior” prevista na alínea e), a alínea f) contempla “mudanças substanciais e imprevistas no ambiente económico”.
São mecanismos que encaixam como uma luva na realidade que o futebol europeu enfrenta na sua generalidade, estando as competições paradas no âmbito das medidas extremas que foram tomadas para tentar mitigar o contágio pelo novo coronavírus. O dragão está em condições de recorrer a estas prerrogativas, se tiver de defender a sua posição individual perante a UEFA, mas o facto é que se mantém entreaberta uma janela que pode beneficiar a generalidade dos clubes europeus. Segundo as indicações que começam a ser veiculadas pela imprensa internacional, há um movimento no âmbito da ECA (Associação Europeia de Clubes) que pretende desativar o fair play durante um ano, como medida destinada a não agravar os danos resultantes da quebra de receitas durante uma paragem ainda sem fim definido.
"Devia ter sido mais valorizado no Benfica". Salvio abriu o coração para falar da sua saída do Benfica em entrevista ao jornal Record. Acabado de se sagrar campeão argentino, menos de um ano depois de ter voltado ao seu país, o extremo recorda os últimos momentos no Benfica
"O que me levou a sair do Benfica? Muitas coisas. A principal foi estar perto dos meus pais num momento menos bom de saúde. Depois, queria jogar. Treinava para ter muitas mais oportunidades. Sempre fui um jogador importante com Jorge Jesus e Rui Vitória. Os últimos seis meses com Rui Vitória foram muito bons para mim, até que apanhei uma pubalgia. Muitos achavam que não jogava porque não queria renovar. Depois voltei e, já com o Bruno Lage, não era o mesmo e deixei de sentir-me importante. A minha situação mudou quando apanhei a pubalgia e houve troca de treinadores. Renovei para ficar e acabar a minha carreira no Benfica", começou por dizer ao Record, acrescentando de seguida: "Ele apenas me dizia que só podia escolher 11 jogadores e que tinha de continuar a trabalhar. O meu problema foi que achava que ninguém treinava como eu e depois não jogava. Sempre fui um jogador importante no Benfica e custou-me muito aceitar não jogar. Mas sempre estive com boa-disposição para trabalhar e ajudar a equipa. Se me senti empurrado para fora do Benfica? Não sei se o Benfica queria vender-me, mas acho que devia ter sido um pouco mais valorizado. Sou um dos cinco tetracampeões da história do clube. Sempre dei a vida pelo Benfica e sempre fui muito grato a todos. Adoro o presidente, o Rui Costa... Foram pessoas que sempre estiveram presentes e me ouviram".
Salvio confessou ainda, ao diário, o quão difícil foi deixar o Benfica, clube em que foi o argentino com mais jogos realizados (266), à frente de jogadores como Gaitán, Aimar, Garay, Saviola ou Di María.
"Sim, foi muito, muito difícil despedir-me do Benfica, dos meus companheiros. Toda a gente que me conhecia e queria em Portugal. Tinha muita ligação com todos e chorei muito ao despedir-me de toda a gente. Em dezembro, estive em Lisboa e custou-me imenso voltar à Argentina. Ver os meus antigos companheiros, amigos, a minha casa, o carro e todas minhas coisas, fez com que custasse partir novamente", confessou.
O internacional argentino falou ainda sobre Rui Vitória e garantiu que o técnico não era um problema para os jogadores, comparando o atual momento dos encarnados com Lage ao momento que levou ao despedimento do anterior técnico.
"Se o Rui Vitória já era um problema? Para nós, jogadores, não. Ele é um grande treinador e talvez a equipa não estivesse a mostrar um grande futebol naquele momento. De qualquer forma, como costumo referir, todas as equipas têm uma mau momento em todas as temporadas e o momento de Rui Vitória é semelhante ao atual", disse.
Já os grandes elogios vão para Jorge Jesus, sem esquecer Rui Vitória. "Agradeço a todos os treinadores com quem trabalhei, porque aprendi com todos. Para mim, o Jorge Jesus é, se não o melhor, dos melhores treinadores do Mundo! Com ele, aprendi muitas movimentações na minha posição. Ele dizia o que ia acontecer no jogo e acontecia. No dia seguinte, mostrava tudo no vídeo e todos ficávamos surpreendidos. Rui Vitória também é um grandíssimo treinador e ganhámos muitos títulos juntos. Agradeci-lhe por tudo o que me ensinou. É uma grande pessoa. Teve muita paciência comigo, quando voltava da lesão do joelho".
Salvio não esquece Portugal e quer regressar, seja como jogador ou cidadão. Trabalhar no Benfica no futuro é algo que gostaria.
"Sim, ainda tenho casa em Portugal. Quando renovei com o Benfica, decidi comprar a minha casa para ficar no vosso país. Ainda a tenho e vou tê-la. Regressar a Portugal? Claro que gostaria de voltar, como jogador ou cidadão! Acho que todos sabem o quanto gosto do Benfica e de Portugal. Desempenhar outras funções no clube? Gostaria muito. Gosto muito de Portugal e do Benfica. Poder trabalhar no clube no futuro é algo que me deixaria encantado. À imagem de Luisão? Luisão merece tudo no Benfica, porque sempre foi, sem dúvida, um exemplo para todos. Ele deu a vida pelo Benfica. Acho que merece o maior dos reconhecimentos. Trata-se de uma pessoa muito capaz e com muito conhecimento de futebol", concluiu.
Sporting quer pré-época. A luta contra a Covid-19 continua sem dar tréguas e, segundo as últimas previsões do Governo, o pico da doença só será atingido em meados de abril, o que deixa em aberto que as equipas fiquem paradas mais algumas semanas. Os responsáveis leoninos já estão a pensar no regresso à competição e, mediante estes dados, acreditam que será benéfico realizar uma pré-época que, consoante o tempo de paragem, poderá chegar às três semanas, escreve o Record.
A principal preocupação em Alvalade, uma vez mais, passa pela saúde dos atletas, e os dirigentes vão fazer todos os possíveis para os preservar de qualquer risco. O plantel principal já não se treina há dez dias, e apesar de os futebolistas estarem a cumprir planos de trabalho específicos, não serão suficientes para impedir um elevado número de lesões de natureza muscular, se esta nova pré-temporada não for realizada. Tudo indica que a paragem nunca será inferior a três semanas – na melhor das hipóteses –, e este é sensivelmente o tempo que os jogadores gozam no período de férias onde, por norma, também seguem um programa de exercícios físicos que lhes permite apresentarem-se nos clubes em condições razoáveis. É este o cenário com que os clubes vão deparar-se, só que agora, muito provavelmente, será no final de abril ou no início de maio.
Mesmo com a UEFA a garantir o adiamento do Euro para tentar assegurar a conclusão dos campeonatos em data a definir, é certo que os clubes terão de jogar ao domingo e à quarta-feira, uma situação que vai exigir um esforço superior aos futebolistas que, em condições físicas longe das desejadas, estão mais propensos a lesões. A situação será mais grave ainda quando os atletas forem obrigados a sprintar e a realizar mudanças de velocidade, pois estes exercícios não se podem simular nas residências. É esta preocupação que já está na mente dos dirigentes leoninos, que acreditam que a mesma será seguramente partilhada pelos outros clubes. Desta forma, é muito provável que, quando os treinos forem retomados, os plantéis venham a realizar uma segunda pré-época. Resta saber com que duração.

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