29 fevereiro 2020

'Rei dos frangos' assume dívida de Vieira nos pneus; FC Porto obrigado a faturar mais de 100M€; Oposição para o Conselho Superior do FC Porto. Os objectivos da candidatura

Um grupo de associados do FC Porto anunciou através de um manifesto publicado nas redes sociais, uma candidatura às eleições do Conselho Superior, que decorrerão em paralelo com as dos orgãos sociais do clube.
A lista encabeçada por Miguel Brás da Cunha, que conta com Avelino Oliveira e Luís Folhadela Rebelo, conta poder "auxiliar a Direção eleita na definição de uma estratégia para o futuro".
"Somos um grupo de pessoas muito envolvidas com o clube em todas as modalidades, muito típico de todos os clubes, que entende que seria muito interessante avançar com este órgão consultivo e não executivo, porque julgamos que o atual não tem sido a voz que muitos adeptos pretendem que seja", justifica Avelino Oliveira ao jornal O Jogo.
"Não estamos ligados à gestão do clube, não temos agenda ou uma candidatura [aos órgãos sociais] escondida. Queremos apenas afirmar um conjunto de ideias e uma forma de ver o clube", acrescentou.
O manifesto publicado por estes sócios assenta, segundo Avelino Oliveira, em três eixos."Um Porto insubmisso, quer no plano nacional como internacional; eclético, com alargamento do desporto feminino, a gestão autónoma das modalidades, o regresso do atletismo, do voleibol masculino e de novas modalidades, como o futsal; e triunfante", enumera o sócio.

FC Porto obrigado a faturar mais de 100M€. As consequências desportivas da saída de cena na Europa ainda estão por perceber, e até há quem defenda que a folga no calendário pode ajudar a ter melhores resultados na Liga. As financeiras, porém, têm uma medida exata: sete milhões de euros estimados no orçamento para 2019/20 (estavam previstos 16,7 milhões de euros em prémios da UEFA e só entraram 9,6 nos cofres) foram por água abaixo. E, em última instância, terminou o sonho de vencer a prova e arrecadar quase 25 milhões de euros (entre prémios nesta prova e na Supertaça Europeia, que ficava logo assegurada), suficientes para colmatar algumas das necessidades contabilísticas e financeiras até ao final de junho. Vão ser precisos mais de 100 milhões de euros em receitas extraordinárias para cumprir com o fair play financeiro da UEFA.
O FC Porto informou, em outubro, da necessidade de realizar acima de 65 milhões de euros em mais valias com transferência de passes de jogadores. E o orçamento prevê um encaixe líquido de 77,9 milhões de euros na diferença entre vendas e compras de jogadores. São coisas diferentes. No período contabilístico em questão já entram as compras de Marcano, Marchesín, Uribe, Zé Luís, Nakajima e Luís Díaz (acima dos 50 M€), bem como as vendas de Óliver, Osório e Galeno (rondam os 20 M€). Ou seja, um “défice” suplementar de 30 milhões que aponta ao tal mínimo que será sempre superior a 100 milhões de euros. E tudo até 30 de junho, data limite para fechar as contas 2019/20 e sair do regime de fair play financeiro da UEFA, ainda que a entidade possa continuar a monitorizar os azuis e brancos. O organismo que tutela o futebol europeu não está para brincadeiras e o caso Manchester City é sintomático.
Com a dupla derrota frente ao Bayer Leverkusen, a necessidade agravou-se. É que vencer a Liga Europa, além dos tais 25 milhões de euros, garantia a entrada direta na próxima Liga dos Campeões, valorizava o plantel e capitalizava a imagem da estrutura até em termos comerciais, com reflexos naturalmente muito positivos.
Se a SAD quiser, a partir de julho, ir ao mercado e garantir que as “baixas” de verão são devidamente compensadas, é até possível imaginar que o próximo exercício contabilístico volte a prever a necessidade de vender em boa medida. É claro que a SAD pode sempre optar por avançar para 2020/21 sem reforços de verão, mas isso obrigaria a uma aposta redobrada na formação ou nos jogadores que estão emprestados. E, desses, só Saidy Janko, Diogo Queirós e Fernando Andrade têm feito o suficiente para poderem sonhar com o regresso a casa. Na equipa B e nos sub-19 também não há muitas novidades além das já referenciadas. E o trajeto dos juniores tem sido uma desilusão para todos.
No atual plantel, Alex Telles, Danilo e Marega serão aqueles cujos processos mais facilmente podem andar. O trio tem sido muito cobiçado em mercados recentes e o lateral-esquerdo não pára de se valorizar. Aliás, está a menos de um ano e meio de terminar contrato e isso também pode ser decisivo para a venda do passe. Corona, Otávio e Soares são outros que têm recebido sondagens preliminares por parte de alguns clubes.

'Rei dos frangos' assume dívida de Vieira nos pneus. José António dos Santos, o maior acionista individual da SAD do Benfica, assumiu uma dívida de 300 mil euros ao Novo Banco que tinha Luís Filipe Vieira como avalista, revela este sábado o 'Expresso'. O 'Rei dos frangos', como é conhecido, passou agora a ser credor de uma empresa de pneus em insolvência.
Com base em documentos obtidos, o semanário refere que em causa está uma empresa que entrou em insolvência em 2019, a David Maria Vilar, Lda., que controla a Sociedade de Pneus Oriente, de que o líder das águias foi sócio até 2012. A assunção da dívida aconteceu em 2017, ano em que o patrão da Valouro se tornou acionista da SAD.

1 comentário:

  1. só se o oliveira vender os hoteis lá na américa é que arranjam tantos milhões ou então o rei dos perús que apareça

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