19 fevereiro 2018

"Não volto a comprar o jornal do Sporting, nem volto a ver o canal enquanto o Bruno for presidente"; Benfica e Jorge Jesus falham acordo

O julgamento que opõe o Benfica a Jorge Jesus vai começar na próxima sexta-feira, no Tribunal do Barreiro, depois de ambas as partes não terem conseguido alcançar um entendimento. Esta é a quinta vez que o julgamento é marcado - as sessões já sofreram quatro adiamentos, depois de já terem estado marcadas para os dias 13, 14, 19 e 20 de dezembro.
Recorde-se que o Benfica exige 14 milhões de euros a Jorge Jesus, uma vez que os encarnados consideram que o treinador português começou a trabalhar para o Sporting numa altura em que ainda tinha contrato com o clube da Luz.

O escritor e adepto sportinguista Francisco Moita Flores publicou um texto no Facebook, em que revela que irá deixar de comprar o jornal do Sporting e ver o canal do clube enquanto Bruno de Carvalho estiver à frente dos destinos da formação verde e branca.
Moita Flores criticou ainda a postura do líder leonino, explicando que a tomada de posição deveu-se à "brutal declaração antidemocrática" de Bruno de Carvalho na assembleia-geral do Sporting.
"ASSIM NÃO! Tenho algum apreço pelo trabalho que a Direcção de Bruno de Carvalho tem realizado à frente do Sporting. Não tenho apreço nenhum pela forma como se comporta e intervém no espaço público. Desagrada-me que o presidente do meu Clube tenha uma linguagem a roçar o ordinário e , por vezes, ordinária. Desagrada-me que seja vulgar, que adore a chicana sem gosto, que insulte e provoque. Desagrada-me que se queira confundir com a instituição a que preside mas que não é dele. Mas enfim, é um estilo e há quem goste da arruaça em vez da civilidade", começou por escrever.
"O desequilíbrio emocional leva-o a transformar momentos de apoteose pessoal, como foi a última assembleia, a descarregar insulto e ataques aos valores da cidadania mais elevados. Imaginando ser um ditadorzeco, educador e proprietário dos sportinguistas, querendo boicotar jornais, televisões, tudo aquilo que cheire a pluralismo, indicando o jornal do Sporting e o canal do Sporting como as referencias preferidas dos adeptos leoninos, nos quais me incluo. Afronta valores que vão muito além dos seus projetos pessoais. A liberdade de expressão, a liberdade de escolha, a liberdade de criticar, a liberdade de apoiar ou não, fazem parte de um património coletivo que é a nossa própria Liberdade. A mesma que lhe permite expressar-se como se expressa e a mesma que nos permite escolher o que queremos ou não queremos. Nos seus momentos mais fantasiosos julga-se presidente da Coreia do Norte impondo gostos e apoios sob ameaças de expulsão. Nos momentos de maior depressão acusa os sportinguistas de o matarem. Não! Não vale tudo. O senhor Carvalho passará e o Sporting continuará. Assim, como continuará a cidadania como espaço de liberdade para a diferença, seja de sportinguistas, de benfiquistas, de portistas, seja qual for o Clube, o Partido Político, o Sindicato ou Associação", acrescentou.
"Esta brutal declaração antidemocrática fez-me tomar duas decisões, essenciais à minha liberdade rebelde. Não volto a comprar o jornal do Sporting e nem volto a ver o canal do Sporting enquanto o senhor Bruno for presidente. E continuarei, como sempre, a apoiar o meu Clube, esperando ser campeão", concluiu.

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