18 janeiro 2018

Ronaldinho Gaúcho: o adeus do "Rei do Drible"

1 Campeonato do Mundo. 1 Campeonato do Mundo de Sub-17. 1 Taça das Confederações. 1 Copa América. 1 Campeonato Sudamericano de Sub-17. 1 Recopa Sudamericana. 1 UEFA Champions League. 1 Taça Intertoto. 1 Copa Libertadores. 1 Taça do Brasil. 2 La Liga. 2 Supertaças de Espanha. 1 Serie A. 1 Ballon d'Or. 2 FIFA Ballon d'Or. 2 World Soccer: Footballer Of The Year.

Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho Gaúcho, foi considerado como um dos melhores futebolistas que passaram pelo futebol mundial e ganhou muitos mais prémios individuais, além daqueles que foram mencionados em cima, na introdução desta crónica. O Rei do Drible, como era conhecido o craque brasileiro, era um jogador que conseguia fazer levantar os estádios, fosse em que país fosse, com os seus fantásticos dribles, as suas extraordinárias fintas que fizeram muitos defesas ficarem de olhos trocados (quem não se lembra do seu famosíssimo Flip Flap?) e os seus livres diretos exemplarmente bem marcados que não davam qualquer hipótese de defesa aos guarda-redes, fossem eles do Real Madrid, do Atlético de Madrid ou do Inter de Milão, por exemplo.
É certo que Ronaldinho Gaúcho só conseguiu vencer, por uma vez, a Bola de Ouro, prémio da France Football que premeia o Melhor Jogador do Mundo, mas o antigo internacional brasileiro tinha talento para ter dominado o futebol mundial a seu bel-prazer. Envolvido também muitas vezes em polémicas, devido muitas vezes às saídas noturnas, Ronaldinho fazia o gato-sapato das defesas contrárias quando tinha a bola colada ao pé.
Desde que apareceu na primeira equipa do Grémio de Porto Alegre, em 1998, via-se que Ronaldinho Gaúcho estaria destinado ao sucesso no desporto-rei por largos anos. No emblema tricolor, Ronaldinho acabou por jogar 145 jogos e marcou cerca de 72 golos em Porto Alegre. Seguiu-se o Paris Saint-Germain, a sua primeira experiência europeia, e pode-se dizer que apresentou bons números na capital francesa: em 73 jogos oficiais pelos franceses, o brasileiro apontou cerca de 23 golos. Depois uma aventura francesa bem sucedida, Ronaldinho Gaúcho foi para o Barcelona, onde viria a ser figura de proa da equipa catalã e onde acabaria por jogar cerca de 207 jogos oficiais e marcar 94 golos pelo conjunto blaugrana. Depois de ser considerado o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA e pela revista France Football, Ronaldinho acabou por sair para o AC Milan, onde manteve a sua veia goleadora e a sua titularidade nos rossoneri: 116 jogos pelo AC Milan, Ronaldinho faturou por 29 vezes em Itália.
Terminada a sua aventura pelo Velho Continente, Ronaldinho Gaúcho regressou à América do Sul para nunca mais de lá sair. Com a camisola do Flamengo, o primeiro clube no regresso ao Brasil desde que tinha deixado o Grémio, o antigo craque canarinho disputou 72 jogos oficiais e marcou cerca de 28 golos pelo Mengão; seguiu-se o Atlético Mineiro e aí Ronaldinho acabou por jogar em 85 jogos e marcar 27 golos pelo Galo; Ingressou depois no México, onde representou o modesto Querétaro, mas aí foi a sua aventura menos feliz de toda a sua carreira em termos de números: no clube mexicano, Ronaldinho Gaúcho acabou por jogar 29 jogos oficiais e marcou, apenas, 8 golos. Estes oito golos marcados no México começavam a mostrar o início do declínio daquele que foi, para muitos (onde me incluo), o Melhor Jogador do Mundo. Depois do México, Ronaldinho regressou ao Brasil, onde jogou no Fluminense e onde jogou, apenas, 9 partidas oficiais pelo Flu e onde não marcou qualquer golo. Ainda assim, pela Seleção do Brasil, Ronaldinho Gaúcho acabou por registar 99 internacionalizações e 34 golos marcados pelo Escrete, numa equipa em que jogava ao lado de grandes futebolistas como, por exemplo, Rivaldo, Ronaldo Nazário, Vampeta, Roberto Carlos, Roque Júnior, Dida ou Rogério Ceni, e que dava um tremendo gosto ver cada jogo dessa mesma equipa.
Em suma, fica a ideia de que Ronaldinho Gaúcho poderia ter tido muitas mais Bolas de Ouro, mas as lesões ou a sua indisciplina em certas situações acabaram por fazer com que Ronaldinho acabasse por só ter uma Bola de Ouro no seu armário de troféus. Mas, mesmo só com uma Bola de Ouro, Ronaldinho Gaúcho, jogador de quem eu era e sou fã, conquistou, por direito próprio o seu lugar na História do Futebol ao lado de grandes nomes do futebol brasileiro, em particular, e do futebol mundial, no geral. Os adeptos irão sentir falta de ver o Rei do Drible driblar os seus adversários e marcar golos. Até sempre, Ronaldinho.

1 comentário:

  1. Bom texto, mas fds, com aquela ultima frase, parece que o homem morreu!
    Sem duvida um dos melhores jogadores de sempre.
    SL

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