Oliveirense e Benfica empataram a quatro golos no primeiro duelo da época entre candidatos ao título. Em Oliveira de Azeméis, as águias perderam os primeiros pontos e permitem que o Sporting se isole no comando, com nove vitórias em igual número de jogos.
Com as contas da jornada nove fechadas, lidera o Sporting com 27 pontos. O Benfica tem 25, o FC Porto 24 e a Oliveirense 23.
O Benfica comprou a totalidade do passe de Samaris aos gregos do Olympiacos, por 10 milhões de euros, e comunicou essa operação à CMVM em Agosto de 2014. Mas em Outubro do mesmo ano terá feito um contrato com a empresa Milionário Sports, do empresário angolano Horácio Mosquito, em que, em troca de 3,1 milhões de euros, se compromete a dividir o lucro quando vender o jogador.
Isto é o que se pode depreender do contrato do jogador grego, que foi divulgado num site, criado a 12 de Dezembro, no qual também podem ser descarregados os contratos num serviço de armazenamento de dados russo – além de Samaris, é o caso de Marcelo Hermes, André Carrillo e Francisco Vera.
Em relação a Samaris, o contrato (já houve partes divulgadas num blogue português) revela que a Milionario Sports paga ao Benfica 3,1 milhões de euros, valor que corresponde ao que Samaris receberá nos cinco anos de contrato (até 2019). Esse pagamento terá sido feito em três tranches: 2 milhões de euros cinco dias depois da assinatura do contrato; 600 mil euros até 30 de Janeiro de 2015; e 500 mil euros até 30 de Julho de 2015.
Ficou ainda acordado que o Benfica não poderia transferir o jogador antes de 30 de Junho de 2015 sem a concordância da empresa Milionario Sports. E ficou ainda estabelecido um acordo de confidencialidade em relação ao contrato assinado entre as duas partes.
No contrato, os 3,1 milhões de euros avançados pela Milionario Sports estarão sempre garantidos numa futura venda. O remanescente será então dividido pelas duas entidades em partes iguais, depois de o Benfica deduzir custos de despesas com salários do jogador e comissões de intermediários e agentes.
Por exemplo, se o jogador for vendido por 5 milhões, a Milionario Sports tem direito de imediato aos 3,1 milhões, sendo 750 mil deduzidos nos custos do Benfica e os remanescentes 1,150 milhões divididos em partes iguais entre Benfica e Milionario Sports.
Em Fevereiro de 2016, o site Football Leaks revelou o contrato de Samaris e adiantou que o pagamento foi feito pelo Benfica de forma tripartida: 3 milhões em Agosto de 2014, 3 milhões em Agosto de 2015 e depois 4 milhões em Agosto de 2016.
O Benfica adiantou sempre, nos relatórios e contas dos últimos anos, que detém "a totalidade dos direitos económicos" de Samaris porque compreende que isto não se trata de uma cedência de direitos económicos nem uma partilha de passe com terceiros, como já foi acusado pelo Sporting. Certo é que no Relatório e Contas 2016/2017, Samaris não está identificado na rubrica "ganhos futuros com a alienação de atletas", na qual constam os nomes de Nélson Semedo, Mitroglou, Sálvio, Lindelof, entre outros, sobre os quais existiam "compromissos com terceiros (...) no sentido de repartir o valor de futuros ganhos ou da venda que venham a ser obtidos com a alienação do seu passe". Ora, isto mesmo aconteceu em junho deste ano, com o anúncio da transferência do guarda-redes Ederson para o Manchester City. Numa primeira fase foi anunciado o valor de 40 milhões, mas, numa comunicação à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários, a Benfica SAD informou que existia o "compromisso" de entregar 50% desse valor "a terceiros", os quais seriam o Rio Ave e a Gestifute de Jorge Mendes.
Em Junho de 2016, quando saiu a notícia que o médio brasileiro Bruno Paulista ia ser contratado pelo Sporting – mas faria uma primeira época por empréstimo do Recreativo Cáala, que o teria comprado por 4 milhões de euros aos brasileiros do Bahia –, já se falou dessa ligação de Horácio Mosquito à transferência de Samaris.
Uma "fonte oficial" do Sporting, citada nos jornais Record e Sol, adiantava a ligação do clube ao empresário: "São relações normais com um parceiro formal, devidamente documentadas no relatório e contas" O Sporting frisava que Mosquito e Caála não são um fundo, mas sim "uma parceria clara, transparente e legal". E prosseguia: "É um modelo de funcionamento também utilizado pelo Benfica quando contratou o Samaris. [Mosquito] é parceiro de vários clubes no que respeita à compra de jogadores através do Recreativo Cáala e os jogadores tanto podem ser colocados no Sporting como em qualquer outro clube".
O empresário, de 42 anos, pais de quatro filhos, divide o seu tempo entre a Falcon Oil, o grupo empresarial Milionários e a presidência do Recreativo de Caála. Fã de futebol, Horácio Mosquito, que estudou em Portugal na Universidade Europeia (num curso, que não concluiu, relacionado com Business), chegou a ir fazer testes à Académica de Coimbra. Além do seu Recreativo Caála, simpatiza, em Angola, com o 1º de Agosto e, a nível mundial, é fã do Real Madrid. Em Outubro de 2015, Horácio Mosquito foi suspenso por um ano (e pagou uma multa de 2 mil euros), por não ter provado as acusações de corrupção que lançou em relação ao campeonato angolano.
Confrontada com estes dados, o departamento de comunicação do Benfica disse que o clube não comenta informações sobre "emails roubados e alguns falsificados", remetendo tudo para um comunicado emitido esta segunda-feira. Nesse documento, o Benfica adiantou que irá avançar com processos judiciais contra todos os que divulguem dados retirados dos emails ou de outras fontes com informação interna.
Flamengo, Cruzeiro e São Paulo foram colocados na rota de Gabriel Barbosa, mas é o Santos que acaba de se adiantar na corrida pelo jogador, que não entra nos planos de Rui Vitória para a segunda metade da época.
Segundo a RR apurou, Inter de Milão e Santos negoceiam já um novo empréstimo de "Gabigol".
O avançado, de 21 anos, foi formado, precisamente, no emblema paulista. Foi no "Peixe" que se estreou como sénior e atraiu a atenção do emblema transalpino, que o contrataria, na época de 2016/17. Compreensivelmente, essa ligação emocional ao ambiente de Vila Belmiro parece convencer Gabriel Barbosa para o regresso ao Brasil.
Nesta altura, "nerazurri" e paulistas conversam, mas a questão salarial assume-se, até ver, como o ponto em que as sensibilidades divergem.
"Gabigol" custa mais de 250 mil euros por mês aos milaneses, que também não contam com o atleta a partir de Janeiro e que exigem uma comparticipação de 50% ao clube que receber o atleta. Ou seja, metade por metade: os italianos pagariam 125 mil euros, ficando o remanescente a cargo do emblema que garantisse o seu concurso.
Ora, por seu turno, para já, o Santos não quer ir além dos 80 mil euros/mês. E é aqui que o entendimento está, momentaneamente, a ser travado.
As conversações continuam, no sentido de desbloquear o impasse, contudo, o regresso de Gabriel Barbosa à casa onde nasceu para o futebol está bem encaminhada.
Tou para ver o q agora a lampionagem diz sobre esta picada de mosquito.
ResponderEliminarMais uns anos e o R&C do benfica pode ser reduzido á frase :
ResponderEliminar"Há práli umas clausulas, mas não temos tempo para explicar."
Seguido de 200 paginas a com fotos e textos a mostrar a grandiosidade do LFV (e do benfica também, vá...).
Os lampiões, quando se trata de negócios escuros do seu clubeco nunca aparecem. Só o fazem quando se trata de vomitarem sobre os outros.
ResponderEliminarTodos se lembram de Vale e Azevedo, quase afundou os lampiões, o orelhas vai ser pior com certeza, esconde estas coisas dos sócios e adeptos lampiónicos,oferece vouchers e meninas aos árbitros, ameaças aos árbitros por causa das amantes, moradas e contactos dos mesmos, escolhem os padres para as missas que querem, enfim, aldrabões, corruptos, gentes sem escrúpulos...uma vergonha.
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