De acordo com o jornal Público desta quarta-feira, os advogados do Benfica apresentaram vários requerimentos ao Ministério Público com o objetivo de pedir a detenção de Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto.
Recorde-se que o dirigente portista divulga semanalmente, no programa Universo Porto, do Porto Canal, conteúdos de emails privados do Benfica, que terão sido obtidos de forma ilegal, de acordo com o grupo de advogados.
O Benfica decidiu insistir com o Ministério Público porque os seus pedidos à 9ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa não foram sequer respondidos.
“O Ministério Público pronuncia-se sobre os requerimentos que lhe são apresentados no âmbito dos processos e no momento oportuno”. E acrescenta que o inquérito se encontra “em investigação e está sujeito a segredo de justiça”, disse fonte da Procuradoria-Geral da República ao jornal.
Este processo teve origem em três queixas-crime apresentadas pelo emblema da Luz, ao qual o Ministério Público decidiu reunir num único inquérito. No âmbito deste caso, a Polícia Judiciária já realizou buscas no Estádio da Luz.
Fernando Madureira, líder da claque SuperDragões, de apoio ao FC Porto, foi castigado com uma multa de 2600 euros e a uma sanção acessória de interdição de acesso a recintos desportivos por um período de seis meses. A pena foi aplicada pelo IPDJ e tem como motivo o polémico cântico alusivo à Chapecoense durante o encontro de andebol entre FC Porto e Benfica, realizado na última temporada, no Dragão Caixa.
Fernando Madureira vai recorrer da decisão, definitiva 20 dias após a notificação, recurso esse que terá efeitos suspensivos. A medida, refira-se, afastaria Madureira, por exemplo, do clássico com o Benfica, agendado para dia 1 de dezembro, mas a apresentação de recurso deve permitir a presença do líder da principal claque dos dragões.
Em comunicado, os Superdragões reagiram ao castigo de seis meses de interdição em recintos desportivos aplicada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude ao seu líder Fernando Madureira.
Eis o comunicado:
«A direção da Associação Super Dragões, claque legalizada de acordo com a legislação em vigor, vem por este meio manifestar total surpresa e repúdio perante o castigo de que Fernando Madureira, líder do grupo, foi no dia de hoje alvo por parte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
Esta medida verdadeiramente absurda e sem qualquer fundamento legal conforme será provado nas instâncias competentes, é absolutamente inédita pois jamais um cidadão foi punido por entoar um qualquer cântico, fosse ele mais ou menos ofensivo. Mas ainda mais inédito, e quiçá alvo de um novo recorde mundial, é alguém ser castigado por um cântico que não entoou.
Ironia das ironias, a penalização é conhecida poucos dias após um fim de semana onde dois jogos transmitidos em direto por diferentes canais de televisão, foram interrompidos por desacatos de adeptos. Será que nestes casos o IPDJ vai atuar? Será que o IPDJ vai levantar processos a quem prevaricou com todo o país a assistir em direto?
Ficamos portanto a saber que no desporto em Portugal, um cântico é mais grave do que violência física praticada contra outros adeptos ou forças de autoridade. Mas até os próprios cânticos têm cor clubística pois aqueles que aludem a crimes como o "very light" no Jamor continuam a ser permitidos e não sofrer qualquer punição.
Pasme-se, enquanto se ouvem discursos inflamados das altas figuras do futebol português a clamarem por paz e serenidade, por acalmia e concordância, surgem depois estes acontecimentos que mais não servem do que acicatar ainda mais um ambiente já de si conturbado. Não basta pedir paz, é preciso praticá-la! Os responsáveis não se podem posteriormente demitir das suas responsabilidades perante estes factos.
Para finalizar, uma palavra de forte solidariedade e reflexão para com Fernando Madureira. Bem sabemos que o recurso tem efeitos suspensivos e como tal continuaremos a contar com a sua presença nos recintos desportivos onde as equipas do Futebol Clube do Porto defenderem as nossas cores, mas a revolta é óbvia e abrange todos os ultras e portistas em geral. Se calhar, num país onde a ilegalidade continua a ser premiada, está na altura de mudar de comportamentos e deixar de colaborar ativamente com forças de segurança e demais instâncias responsáveis por eventos desportivos para que depois os Senhores do Futebol provem do seu próprio veneno.»
Sá Pinto acusado de corrupção na Grécia. O treinador português Ricardo Sá Pinto, que treinou na Grécia o OFI, na época 2013/2014, e o Atromitos, nas temporadas 2014/2015 e 2016/2017. está entre as 28 pessoas acusadas de crimes relacionados com corrupção no futebol grego, designadamente, resultados combinados, por decisão do Tribunal de Recurso de Atenas, conhecida esta quarta-feira.
De acordo com os órgãos de comunicação locais, além de Sá Pinto, vão também a julgamento o ex-presidente da Federação Grega de Futebol (EPO), Giorgos Sarris, atuais e antigos dirigentes de vários clubes, entre os quais o presidente do Olympiacos, Vanguelis Marinakis, jogadores e ex-árbitros.
O treinador português de futebol Ricardo Sá Pinto disse, entretanto, à agência Lusa ser "completamente alheio" às suspeitas de manipulação de resultados num jogo entre o Atromitos, que treinava, e o Olympiacos, em 2015. "Informo que não fui até ao momento citado ou contactado por qualquer entidade grega para prestar declarações sobre um caso que envolve um jogo do principal campeonato de futebol grego, em 2015, entre o Olympiacos e o Atromitos, clube que eu treinava na altura", afirmou o atual treinador dos belgas do Standard Liège, em declarações à Lusa.
O técnico luso é um dos 28 acusados de crimes relacionados com corrupção no futebol grego, designadamente, resultados combinados, por decisão do Tribunal de Recurso de Atenas, conhecida hoje.
"Mais informo que, no passado, enquanto treinador do Belenenses, desloquei-me de livre vontade à Grécia, onde declarei que desconhecia o caso e que nada tinha a ver com alegados factos. Sou completamente alheio a este assunto", frisou Sá Pinto.
Oportunidade única para o Fernando Madureira corrigir a sua tese de mestrado.
ResponderEliminarNão me parece. São 2600 euros a menos para pagar a alguém q a escreva / edite para ele.
EliminarNão sei em que se baseiam para o castigar mas é notório que é uma personagem perturbadora e incitadora da Violência em Campos de Futebol , levando-a a outros recintos e redondezas como no Aves e Guimarães , possivelmente Haverão outros , Façam como no Reino Unido , Saco com eles ou nos Horários dos jogos apresentam-se enquanto durar nas Respetivas Esquadras .
ResponderEliminarDizes incitadora da violência???.... Vamos observar o comportamento dos supra(dirigentes do Benfica)esses não são incitadora da violência.....?#?# esses sim é que deviam de ir a julgamento para servir de exemplo
Eliminarméeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!! esses é que andam a destilar ódio, são esses dirigentes que dizem publicamente que odeiam o benfica ...como disse o Madureira! Nao é incentivar?
EliminarQuando o clube do regime fascista esta no poder...este é o resultado da cultura desportiva actual...apoiem os vossos clubes mas desliguem a tv!
ResponderEliminarAfinal de contas ela e manipulada para alimentar o sistema.
Piu piu este ano...pó ano avestruz cuz cornos no chão mas mortes com claques só partiu do 5lb que já limpou 2...quanto ao supra dirigentes do Benfica tão a espera de mais né???
ResponderEliminarTalvez de mais italianos a voarem por aí.
EliminarDuas notas apenas:
ResponderEliminar1. SÓ 6 meses para um indivíduo com o longo "reportório" que possui (e que até já teve e desplante de publicar em livro!) parece-me uma brincadeira de meninos.
2. Não haver penas para os outros membros da claque dita legal, leva-me a concluir que a claque é tão ilegal como todas as outras. Ou seja: a identificação dos elementos da claque, a apresentar na PSP ou IPDJ antes de cada deslocação, não passa de uma obrigação legal que ninguém cumpre, nem ninguém faz cumprir.
Por isso a esta gente das claques só vejo uma saída: uma lei que os obrigue a apresentarem-se na esquadra da Polícia enquanto decorrem os jogos. Ao fim de uns meses o problema da segurança nos estádios estava resolvido, e havia muito mais espectadores e apoio aos clubes. Só não havia era a tropa de choque para os seus presidentes...