Antes Pinto da Costa esclareceu que a escolha de José Peseiro para o cargo de treinador mereceu «total unanimidade» por parte da Direção do FC Porto.
"Obrigado por terem confiado em mim, obrigado ao presidente por me ter convidado para este cargo. Tal como disse aos jogadores, queremos ser campeões, ganhar a Liga Europa, a Taça de Portugal. Agora estamos focados no jogo com o Marítimo, não de forma obsessiva mas de forma responsável e confiante", disse o técnico durante a sua apresentação.
Peseiro enviouuma mensagem aos adeptos portistas. "Todos os portistas têm sido um fator importante para o crescimento deste clube, é normal que tenham exigências e podem não estar totalmente satisfeitos. Ainda bem. Ainda bem que não estão satisfeitos. Eles têm sido sempre o 12º jogador. Precisamos deles, precisamos que o nosso estádio esteja cheio, precisamos da sua emoção, do seu envolvimento. Precisamos de estar mais unidos do que nunca. Há muita gente que não quer que o FC Porto ganhe, temos muitos adversários", realçou, lançando depois um desafio: "encher o estádio no próximo domingo".
Mudanças: "É cedo para dizer. Há uma coisa para perceber: eu venho com as minhas ideias, não vou agarrar as ideias do outro treinador. Eu sou eu. Forma de ver o jogo diferente, de liderar... não estou a dizer que sou melhor, mas sou diferente. Queremos mudar porque temos uma ideia. Se não fosse esta ideia, não me tinham contratado"
Primeiro treino: "Acho que é em termos anímicos. Não há muita coisa para mudar em três dias. Fundamental é que os jogadores percebam, sintam e tenham a convicção que têm qualidade. Acontece com todos ter falta de confiança, mas eles sabem que têm competência. É momento de pensar nas coisas boas que já fizeram"
Contacto do FC Porto: "Fui contactado depois do empate com o Rio Ave. Na manhã seguinte ao empate com o Rio Ave em casa. Fui contactado pelo presidente, que me perguntou se eu acreditava no projeto do clube e se me sentia motivado para vir e se estava disponível. Depois, ficámos de falar depois do jogo com o Boavista. Acreditei sempre que vinha para o FC Porto, mas ficaram só uns pormenores por afinar. É a verdade."
O que mudar: "Mudou o treinador. Tenho ideias sobre o jogo, sobre a liderança, sobre o treino... Sei das exigências. Não é difícil adaptar-me porque quero vencer. Como profissional, tenho acompanhado o FC Porto como clube vitorioso. Confiarmos uns nos outros. Os jogadores sabem da exigência que têm. Eles estão aqui porque estão bons. Sabem que têm valor. Estão nas meias finais da Taça de Portugal, estiveram perto dos oitavos da Champions e que estão a cinco pontos do primeiro. Há momentos menos bons, é isso que se calhar se passou e é isso que queremos mudar. Temos confiança nos jogadores"
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