Os famosos “mind games” que Jorge Jesus diz apreciar ganham relevo nos encontros contra os principais rivais, pois o atual técnico leonino, desde 2009, quando ingressou no Benfica, já fez “bluff” sobre a utilização de jogadores em mais de metade dos desafios, em 22 dos 37 clássicos disputados (59%).
O jornal O Jogo lembra os casos mais famosos. Na estreia em clássicos, a 28 de novembro de 2009, no Estádio José Alvalade, Jesus utilizou Saviola durante 86’ quando na véspera, perante os jornalistas, assegurara que o internacional argentino “praticamente não tinha treinado” e “não podia contar” com o atleta. A prática manteve-se nos 36 clássicos seguintes em função da importância dos mesmos ou do momento da época, como aconteceu na primeira receção ao FC Porto, em que o Benfica venceu por 1-0, a 20 de dezembro de 2009, no qual, “a priori” afastou Ramires do confronto. “Ramires e Aimar estão fora do clássico”, disse dias antes. O internacional brasileiro tinha uma lesão no tornozelo direito mas jogou em esforço durante 72’.
A 9 de abril de 2012, na única derrota contra o Sporting nos seis anos em que esteve ao serviço do Benfica, Jorge Jesus tinha dado os principais centrais praticamente como indisponíveis para o embate de Alvalade, mas Luisão e Garay formaram dupla e Jardel sentou-se no banco de suplentes. “Se pelo menos um defesa central recuperar, já é uma segurança”, atirou, isto depois de ter sido elimina do nos quartos de final da Liga dos Campeões frente ao Chelsea, no qual recorreu ao médio-defensivo Javi García e ao lateral-esquerdo Emerson para formar a dupla de centrais em Stamford Bridge. Como técnico do Sporting, perante o Benfica, para a Taça de Portugal Jesus avisou: “Jefferson treinou, mas Bryan Ruiz e Slimani voltaram [das seleções] em condições duvidosas”. Os três foram titulares e os dois últimos jogaram 120 minutos.

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