Miguel Layún chegou viu e venceu no FC Porto. O lateral mexicano assumiu a titularidade no lado esquerdo da defesa dos azuis e brancos e já poucos se 'lembram' de Alex Sandro.
Natural de Córdoba, no México, tinha 7 anos quando começou a “chatear” o pai, jogador de fim de semana, a dizer que já sabia o que queria ser quando fosse grande: jogador de futebol. Por isso, hoje diz sentir- se abençoado por saber desde bem cedo o que queria ser na vida. “Passava a vida na rua a jogar”, confessou numa entrevista que deu no México.
Começou no Cruz Azul (México), aos 15 anos, depois de ir a um treino de captação com mais 300. Foi um dos três escolhidos. O sonho começava aí, mas o profissionalismo só chegou aos 18 anos, no Veracruz. E a promessa que fez aos pais – se não conseguisse ser profissional até aos 20 anos desistia do futebol e continuava a estudar arquitetura – deixou de fazer sentido. Guardou o primeiro salário para se recordar o quanto “era importante aquele dinheiro”.
Hoje, quando marca um golo procura os familiares na bancada para lhes dedicar. É uma forma de agradecer o apoio que lhe deram quando as críticas eram o pão nosso de cada dia. E que até deram origem ao #TodoEsCulpaDeLayún. A frase chegou a ecoar no México. Na hora das derrotas do América, onde jogou cinco épocas e meia, o primeiro a quem apontavam o dedo era Layún. Foi vítima de bullying nas redes sociais e nas manchetes da comunicação social.
Deu a volta, tornou-se capitão do América e passou a ser um indiscutível nas escolhas do México. “Quando te ris de ti mesmo a vida corre melhor”, disse, depois de transformar o #TodoEsCulpaDeLayún num negócio de vestuário (a que junta o de produtor de café na terra natal, Córdoba).
A mulher diz que ele é um brincalhão e passa o dia a tentar pregar partidas. Ele diz que para relaxar gosta de jogar golfe, passar um dia no spa ou de um passeio de automóvel. Adora conduzir e desfrutar dos carros que tem. E também gosta de estar em casa, jogar FIFA com os amigos e ir ao cinema.
Aos 20 anos tentou emigrar e foi acusado de comprar um lugar na equipa do Atalanta. Teve de esclarecer que foi prestar provas e ficou por mérito (e por ter passaporte espanhol), mas sem saber uma palavra de italiano não foi fácil – contou com a ajuda de Costinha (ex-FC Porto), “um português que tinha jogado no At. Madrid e falava espanhol”.
A experiência durou pouco. Fez dois jogos e voltou ao México para jogar no América. Na época passada foi para o Watford de Inglaterra, que neste ano o emprestou ao FC Porto, por uma temporada, com opção de compra fixada em seis milhões de euros.

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