A estreia a titular de Renato Sanches na equipa principal do Benfica, e logo na Champions, enche de orgulho António Quadros. O presidente do Águias da Musgueira foi como que um pai afectivo para o médio, que despertou para o futebol no pequeno e popular clube da Associação de Futebol de Lisboa. Por isso, o momento vivido pelo “seu” jogador em Astana será, apenas, o início de uma brilhante carreira. É a crença de António Quadros.
“Esperamos isso [grande futuro no Benfica e nas selecções]. Acredito que pode chegar longe, porque é um miúdo que gosta de trabalhar e que luta pelo que gosta. Ganhou uma atitude diferente desde que foi para o Benfica. Por isso, costumo dizer que a pérola fui eu que a descobri, mas quem tem estado a lapidá-la é o Benfica. E muito bem”, refere António Quadros, recordando igualmente os primeiros tempos de Renato Sanches no emblema que lidera.
O presidente do clube da Musgueira fala de um jovem “modificado”. Sobretudo com a transição para o centro de estágio benfiquista.
“Ele era malandreco. Tive de o segurar várias vezes, pois queria deixar de jogar à bola. Mas consegui sempre mantê-lo no caminho [certo] e hoje estou muito satisfeito, e admirado até, com a progressão que ele teve. Não só futebolisticamente, mas também disciplinarmente, o Renato está totalmente modificado”, garante António Quadros, que este ano foi homenageado pela associação lisboeta pelo que deu ao futebol distrital, onde exerceu as funções de jogador, dirigente, árbitro e secretário técnico.
António Quadros, em todo este processo da transferência de Renato Sanches do “Águias” para as águias, só lamenta o incumprimento de alguns em relação ao emblema que dirige. O dirigente explica que ficou acordado com um director benfiquista que, assim que o jogador assinasse contrato profissional, o Águias da Musgueira receberia 25 bolas de futebol, para ajudar a fazer face às lacunas de um clube pequeno. Todavia, até hoje, António Quadros ainda aguarda pelo “pagamento” prometido.
“Enviei um ofício registado ao senhor presidente Luís Filipe Vieira, e um e-mail, mas nada. Não queremos exigir nada, mas gostaríamos que nos ajudassem com algum material para treinos, etc…”, conclui, desgostoso, o dirigente.

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