Afinal, o apelo feito anteontem pela Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), através de comunicado, tem razão de ser. Segundo o JN apurou junto de fonte do setor, os juízes têm sido alvo de ameaças e comentários impróprios em diversos pontos do país, quer em trabalho ou mesmo em situações da vida pessoal.
A mesma fonte não quis adiantar os nomes dos árbitros envolvidos, de forma a proteger a sua privacidade, porém revelou que se registaram alguns incidentes verbais, em abordagens na rua, mas também tentativas de confronto físico, embora isso tenha sido evitado. Pelo que apurou o diário, até nos treinos os juízes já chegaram a ser incomodados. Porém, mais graves, considerou a fonte, foram as provocações em eventos da vida pessoal dos árbitros, casos de almoços ou jantares, em espaços públicos, com a família.
As reações dos adeptos, tendo em consideração a mesma fonte, estão relacionadas com as recentes polémicas que afetaram o setor da arbitragem e com as constantes críticas às atuações dos árbitros. O Sporting tem sido o clube mais indignado e também o que denunciou, pela voz do presidente Bruno de Carvalho, as ofertas do Benfica aos juízes (caixas com camisola a honrar Eusébio e vouchers para o Museu Cosme Damião e para o restaurante Catedral da Cerveja). O líder leonino, recorde-se, tem pedido a descida de divisão do Benfica como desfecho de um processo que está, agora, no Ministério Público. Os leões já frisaram, diversas vezes, que não queriam afetar os juízes com o caso das caixas, mas sim as águias.
Entretanto, também relacionado com o Benfica, o ex-árbitro Marco Ferreira, em entrevista ao jornal espanhol “As” denunciou a alegada pressão que Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, exercerá sobre os árbitros que apitam jogos do Benfica, no sentido de condicionar o decorrer dos desafios.
Também Jorge Jesus, treinador do Sporting, terá sido apanhado, durante a receção ao Estoril, a pressionar a equipa de arbitragem de Jorge Ferreira, com palavras ameaçadoras dirigidas ao quarto árbitro Daniel Cardoso, sobre o juiz principal. Um dia antes do jogo, Bruno de Carvalho criticou a nomeação. Entretanto, o CA pediu ao Conselho de Disciplina a averiguação das palavras dos responsáveis leoninos.

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