30 outubro 2015

"Viver o FC Porto por dentro é algo muito especial. O meu objectivo é ter um lugar no museu" - Maxi Pereira

Maxi Pereira concedeu uma entrevista à edição de novembro da “Dragões” em que fala sobre a mudança para o FC Porto, mostrando-se ambicioso quanto aos objetivos pessoais e coletivos. Sem rodeios, o lateral admite que, há uns meses, os portistas nem o podiam ver à frente. Agora é um dos ídolos por quem mais gritam no Dragão. 
“A minha família está muito feliz no Porto. Sabia mais ou menos como era o FC Porto como clube e equipa, pelo que me contaram alguns colegas, como o Cristian Rodríguez, o Álvaro Pereira, o Fucile... Sempre houve uruguaios a jogar aqui, mas vivê-lo por dentro é algo muito especial”, começou por dizer, recordando o convite que recebeu para trocar o Benfica pelo rival do Norte. “Quando apareceu a oportunidade de vir para cá, comentei com eles [companheiros da seleção] e disseram-me ‘vão gostar muito de ti’, ‘vão apoiar-te’, ‘vai ser um bom clube para a tua forma de jogar’. Tinha esse desejo de fazer parte desta equipa e felizmente concretizou-se”, sublinhou.
Maxi chegou depois da Copa América – foi direto para o estágio na Holanda – e admite que há alguns meses não pensava que isto fosse possível. “Os portistas não me podiam ver à frente, porque defendia outra camisola e a rivalidade sempre existiu. Nunca imaginei, é verdade, mas nunca disse que não jogaria aqui. O meu objetivo é ter um dia um lugar no Museu do FC Porto”, contou, garantindo ter tomado a melhor decisão. 
“O FC Porto valoriza-me o que não me valorizou o Benfica em oito anos. Isso para mim significa muito e sinto que tenho de responder a toda a gente que confiou em mim: o presidente, o Antero Henrique, a equipa técnica, os companheiros”, frisou.
Maxi chegou ao FC Porto com 31 anos, mas sente-se um jovem. “Não tenho problemas em correr: até que possa, vou dar o máximo e, quando não puder, deixarei o lugar para outro”, atirou, elogiando o grupo que encontrou. “É um plantel que está a ganhar confiança e a adaptar-se à ideia de jogo do treinador, que é muito boa... Porém, ainda nos falta corrigir muitas coisas”, admitiu. O FC Porto empatou com o Braga na última jornada e agora vai à Madeira defrontar o União. O lateral pede empenho. “Perdem-se títulos se não se encararem os jogos da mesma maneira. Alguns jogadores são bons e outros razoáveis: os bons são os que encaram cada jogo como se fosse o último. É nos campos de equipas mais pequenas que se ganham os campeonatos”, lembrou.

1 comentário:

  1. Tenho para mim que já lhe poderiam concretizar esse seu (dele!) 'sonho' e colocá-lo no tal espaço K ....

    o curador do museu não deve esquecer que foi ele que 'apontou' o golo do empate !!!

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