14 outubro 2015

Vilafranquense cedeu a tudo mas o Sporting não dá um cêntimo


Rodolfo e Torrão, 34 e 38 anos, respetivamente, são os dirigentes mais jovens aos comandos de uma SAD, da qual faz ainda parte o empresário Paulo Lima, a residir no estrangeiro. Os dirigentes e agentes de jogadores reencontram o clube que representaram nos escalões de formação, provocando-lhes um natural sentimento de nostalgia. 
“É sempre especial defrontar um clube grande, onde nos formámos, mas será mais ainda para os jogadores, adeptos e para a cidade de Vila Franca de Xira. Espero que os atletas saibam aproveitar o momento, até porque, e em termos desportivos, não podíamos ter jogo mais fácil”, confidenciou Rodolfo ao jornal O Jogo. 
A fortuna do sorteio poderia ser mais reluzente caso o Sporting, “a par do que sucede com o Benfica”, abdicasse da fatia da receita a que tem direito. Mas tal não sucede, mesmo com a equipa dos distritais a anuir a várias pretensões: mudança de estádio (Amoreira), da data do jogo (antecipado para sábado) e, até, troca de bola (o Sporting quer bola Adidas, já que no Pro-Nacional utiliza-se a Nike). E, para piorar, neste caso, a receita do jogo (transmissão incluída) é a repartir por... quatro: FPF, os clubes envolvidos e, ainda, o Estoril, proprietário do palco do jogo. Aliás, a eleição de um recinto apropriado quase se transformou em novela. Resumimos as escolhas: o Restelo não pôde ser porque o relvado está em tratamento; o Estádio Nacional tem custos elevados; o Estádio de Leiria foi vetado por não pertencer à AF Lisboa, já o vizinho Estádio do Alverca é reduto “inimigo”, pelo que sobrou a Amoreira.
As dificuldades são o quotidiano de uma SAD que transformou um emblema em estado vegetativo num exemplo de gestão. “No âmbito da ‘Eurofoot’, que detém cerca de 80 por cento das ações, entrámos a 20 de agosto de 2013. Queríamos um clube que fosse o pilar do nosso projeto [de agenciamento], em que pudéssemos formar, projetar e valorizar os atletas. E aqui podemos fazer isso. É o clube da terra do Torrão e onde eu moro há 10 anos, portanto, existe uma ligação sentimental”,explicou Rodolfo, contando que a autarquia “percebeu que seríamos a salvação do clube”. Logo no primeiro ano de atividade da SAD, “o Vilafranquense subiu” de divisão e na época passada ficou em segundo lugar, mas “o objetivo é, em cinco anos, atingir o CNS, onde nenhum clube tem a nossa estrutura”, revelou, orgulhoso, Rodolfo.

1 comentário:

  1. O Sportem não dá porque não tem. Estão sem cheta! Caloteiros!

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