O clube liderado por Bruno de Carvalho espera que as instâncias desportivas não se escudem na investigação do MP para "deixar andar", pois para os leões o caso da caixa oferecida aos árbitros enquadra-se no artigo 62.º do regulamento das competições, sobre "corrupção da equipa de arbitragem". Que refere no ponto 1: "O clube que através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa, ou de qualquer outra vantagem patrimonial para qualquer elemento da equipa de arbitragem ou terceiros, direta ou indiretamente, solicitar a esses agentes, expressa ou tacitamente, uma atuação parcial e atentatória do desenvolvimento regular de jogos integrados nas competições desportivas, em especial com o fim de os jogos decorrerem em condições anormais, alterar ou falsear o resultado de jogos ou ser falseado o boletim de jogos, será punido com a sanção de descida de divisão e, acessoriamente, com a sanção de multa - 500 UC a 2000 UC."
Em Alvalade, de acordo com a mesma fonte, ninguém acredita que as ofertas não atinjam os 200 francos suíços (183 euros), admitidos pela UEFA e pela FIFA. Até porque "são 1120 jantares" por época, defendeu fonte do clube. No entender dos dirigentes leoninos, "está em causa o aceitar a prenda, não se a usaram", e por isso consideram que os árbitros deviam ter deixado os vouchers no gabinete e reportado isso nos relatórios. E se o fizeram, como disse a APAF, então o CA e a federação "deviam ter agido" e não esperar pela denúncia de Bruno de Carvalho.
Não obstante, e segundo a mesma fonte, os dirigentes do Sporting acreditam que os árbitros "foram verdadeiramente ingénuos e agora não estão a saber lidar com isso". Daí que não entendam "o incómodo" dos juízes. De acordo com uma fonte do clube, a nomeação do árbitro para o dérbi da Luz (dia 25) "está condicionada" e "promete criar o pânico na arbitragem". O Benfica decidiu manter as ofertas aos juízes e aos observadores, mas os leões não temem um pedido de escusa global dos árbitros antes do dérbi e defendem que o deviam fazer até que a situação fosse esclarecida.
O Sporting entende que a FPF "não pode continuar a fugir do assunto" nem "pactuar com uma lista de Schindler ao contrário", apontou a mesma fonte.
Federação responde. Fonte de Federação Portuguesa de Futebol disse ao DN que "a FPF mal tomou conhecimento das afirmações de Bruno de Carvalho participou ao Conselho de Disciplina e ao Ministério Público, entidades a quem compete averiguar se há ou não alguma irregularidade ou ilegalidade, respetivamente". Salientou ainda que "a FPF não interfere, nem comenta factos sobre a alçada da justiça desportiva e da investigação.
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