19 outubro 2015

"Não podemos ignorar o incidente com um very-light em que morreu um adepto do Sporting"

José Ribeiro e Castro, ex-vice-presidente do Benfica e membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Ética no Desporto, aplaude a decisão da UEFA de punir o clube encarnado, com pena suspensa de um jogo à porta fechada, na sequência dos incidentes com tochas no estádio do Atlético de Madrid, em jogo da Liga dos Campeões.
Entrevistado pela RR, Ribeiro e Castro reconhece até alguma "brandura" na decisão da UEFA, considerando que o organismo levou em conta a forma pronta como o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, condenou o comportamento dos adeptos do clube encarnado.
"O castigo é justo. O comportamento desses adeptos, prontamente condenado pelo presidente do Benfica, foi deplorável. Podemos dizer até que a UEFA actuou com brandura, valorando, por certo, a pronta acção condenatória da direcção do Benfica".
O Benfica suspendeu a venda de bilhetes, para os jogos da Liga dos Campeões no Estádio da Luz e estará a ponderar a possibilidade de prescindir da comercialização de ingressos para os jogos fora de casa, nas provas europeias. Medidas com Ribeiro e Castro concorda, em defesa do bom nome do clube. O ex-dirigente do Benfica defende mesmo a irradiação de alguns adeptos e recupera a tragédia ocorrida na final da Taça de Portugal, a 18 de Maio de 1996, para sublinhar que incidentes como os registados em Madrid podem acabar em tragédia.
"Não podemos ignorar o incidente com um very-light em que morreu um adepto do Sporting. É uma vergonha, algo verdadeiramente inaceitável. A direcção do Benfica deve ver bem os métodos, com identificação dos adeptos quer individualmente quer por sectores e proceder à irradiação dos responsáveis por este tipo de práticas".
Confrontado com a frequência com que as tochas são lançadas por alguns adeptos do Benfica, Ribeiro e Castro deposita a esperança de que, face à decisão da UEFA, haja maior auto-disciplina nas bancadas, embora reconheça que é grande o risco de, nos próximos dois anos, o clube vir a realizar um jogo à porta fechada.
"O risco é grande. Esperemos que isso não aconteça, que os adeptos assumam comportamentos de autodefesa e que o rigor das medidas determinadas pelo Benfica evite que haja mais incidentes, levando a que esse jogo à porta fechada não venha a acontecer".

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