Várias tem sido as vozes de indignação contra os adeptos do Benfica responsáveis pela utilização dos petardos e tochas em Madrid, uma das quais chegou a atingir uma criança que estava numa bancada ocupada por apoiantes do Atlético. Uma dessas vozes foi a de José Manuel Capristano, um antigo dirigente das águias, que deixou a dúvida sobre se os autores dos atos em Espanha serão mesmo adeptos do clube da Luz. “Lamento que meia dúzia de energúmenos prejudiquem o Benfica e que nos últimos tempos tenham custado milhares de euros ao clube. O Benfica deve tentar deter estas personagens que fazem tais arruadas e eliminá-las de sócios, pois até podem ser meros infiltrados”, afirmou ao jornal O Jogo.
Quanto à possibilidade de os encarnados não venderem bilhetes para os jogos no estrangeiro, José Manuel Capristano não a vê como a melhor solução. “Assim pagavam os justos pelos pecadores”, realçou o ex-vice-presidente das águias, desejando também nunca ter o Benfica a jogar à porta fechada: “Isso nunca aconteceu e seria uma grande tristeza.”
Leões e águias são decisivos para travar intenção do FC Porto. Sporting e Benfica vão votar contra a extinção da Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) na Assembleia Geral (AG) da Liga agendada para quarta-feira.
Segundo o jornal CM apurou junto de fontes oficiais dos dois clubes, irão igualmente votar contra o afastamento da atual presidente da CII, Cláudia Santos (2º ponto da ordem dos trabalhos). De acordo com o regulamento disciplinar da Liga, a CII continuará em funções, dado que só poderia ser extinta no decorrer da época se reunisse a unanimidade dos votos dos clubes. A questão da CII – um dos poucos órgãos considerados verdadeiramente independentes da vontade dos clubes – há muito tempo que foi colocada na agenda pelo FC Porto. Isto porque, caso seja extinta, os seus poderes podem passar para o novo Conselho Jurisdicional da Liga, liderado por Américo Esteves, próximo do FC Porto, ou Conselho de Disciplina (CD) da FPF, presidido por Herculano Lima, que também é próximo dos dragões, tal como Santos Serra, líder do Conselho de Justiça (CJ). E já houve várias decisões da CII em que o FC Porto foi condenado com penas que depois foram atenuadas pelo CD ou pelo CJ. Um desses casos foi o atraso na Taça da Liga, em 2013/14 (jogo com o Marítimo).
A CII considerou que os portistas agiram "dolosamente e com intenção de causar prejuízos a terceiros" – Sporting, que jogava à mesma hora – e aplicou a pena de derrota, pelo que o Sporting continuaria na prova.
O FC Porto recorreu para o CD, que alterou a pena de derrota para multa de 383 euros. Os leões responderam com um recurso para o CJ, que manteve a sanção do CD e frisou que tinha havido "dolo" no atraso portista, mas sem intencionalidade.

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