27 setembro 2015

“Um jogador como o Maxi tinha de jogar no FC Porto”

A época de 2001/02 está em branco no currículo de Maniche. Estava em plena “guerra” com o Benfica, não renovou e passou para a equipa B das águias. Basicamente foi atirado para canto, depois de 69 jogos com a camisola encarnada. O FC Porto era já o destino falado... e o médio mudou-se mesmo para a Invicta, onde foi recebido, inicialmente, com alguma desconfiança; não pelos colegas mas pela opinião pública. Em pouco tempo ganhou a admiração dos portistas e tornou-se fundamental na equipa de Mourinho. Há aqui alguma semelhança com Maxi Pereira, que também chegou do Benfica... para convencer.
A questão é simples: cabia este Maxi no FC Porto campeão europeu? Entre sorrisos, Maniche diz: “Talvez tivesse lugar... talvez no banco.” Mais a sério, o ex-médio comenta: “Também me transferi de um cube rival e, no grupo, não tive quaisquer dificuldades em adaptar-me. Receberam-me bem, como tenho a certeza de que aconteceu com o Maxi Pereira. E, tal como eu, ele joga hoje como se estivesse no clube há muitos anos, primeiro porque é um grande profissional, que defende a camisola que veste, depois porque tem qualidade. E um jogador com as características dele só cabe mesmo no FC Porto: ele é mesmo um jogador à FC Porto. Claro que fez muitos e bons jogos no Benfica, mas está muito bem no Dragão”, sublinha.
Maniche fala destes temas sem cair na nostalgia de quando jogava. Ao falar do FC Porto, usa sempre o plural “nós”, porque saiu do Benfica para usar uma camisola que passou a amar. Terminou a carreira de futebolista no outro grande: o Sporting. Em 2011 pendurou as botas a vestir a camisola do clube do coração. Quem sabe, cedo demais... “Não, foi a hora certa. A minha família estava cansada, eu também senti a necessidade de parar. Tive possibilidade de prosseguir no estrangeiro, mas entendi que a hora tinha chegado.” Mas saiu com alguma mágoa. “Até me sentia em condições para continuar, só que a política do Sporting, segundo o diretor-desportivo de então, era a de baixar salários, embora mal eu saí tenha ido buscar um jogador [Elias] por seis milhões de euros...”

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