A decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), sobre o diferendo que opõe a Doyen ao Sporting, a propósito da transferência de Rojo para o Manchester United, deverá ser conhecida antes do final de setembro. E, à medida que este imbróglio se aproxima do seu desenlace, vão sendo conhecidos pormenores que poderão aumentar os encargos do clube, caso a decisão do TAS seja favorável ao fundo de investimento.
Pelo Relatório e Contas da temporada 2014/15, enviado na terça-feira à CMVM, fica a saber-se que a Doyen quer incluir a cedência temporária de Nani – avaliada em 5 milhões de euros – no valor total do negócio. Ou seja, o fundo de investimento quer receber 75 por cento, não de 20 milhões de euros, mas sim de 25 milhões.
Até ao momento, o SAD leonina pagou à Doyen os valores investidos na contratações do argentino (3 milhões de euros) e de Labyad (1,5 milhões de euros); mas poderá ser condenada a pagar 18,75 milhões no caso de Rojo (com o empréstimo de Nani incluído), 3,15 milhões no de Labyad, e ainda uma indemnização a quantificar pelo TAS. A este valor total, na ordem dos 22 milhões de euros serão, naturalmente deduzidos os 4,5 milhões que já foram pagos.
Apesar deste cenário, a SAD entende que "deste processo não resultarão impactos negativos materialmente relevantes."
A possibilidade de ser condenado pelo TAS no processo que opõe o Sporting à Doyen não diminui o otimismo dos responsáveis leoninos que, suportados num "parecer jurídico de uma entidade externa internacional", continuam a acreditar na justeza dos seus argumentos. "Este parecer conclui que o risco de perda para a sociedade não é necessariamente provável, tendo em consideração os argumentos jurídicos apresentados pela sociedade", lê-se no documento de demonstração financeira enviado à CMVM. A confiança verde e branca é também reforçada pela decisão de um tribunal de primeira instância de Bruxelas, que deu razão à FIFA, UEFA e federação belga, numa queixa apresentada pela Doyen, considerando "nefasta" a influência que os fundos de investimento têm sobre o desporto.
"Taarabt é um grandíssimo jogador, mas não é um grande profissional". Adel Taarabt. Um nome que insiste em não aparecer no Benfica; nos jogos nem tão pouco nas convocatórias. Esta quinta-feira, Rui Vitória divulgou os eleitos para a receção ao Belenenses; e o marroquino volta a não estar. A pré-época já lá vai e a questão física passou a ser uma desculpa frágil.
O portal zerozero.pt quis perceber o que se passa, afinal, com o médio criativo e a resposta – ou respostas – surgiram num tom inequívoco e incisivo. Vincenzo Morabito, ex-empresário de Taarabt, falou ao nosso jornal e deixou claro, bem claro, o porquê do marroquino não jogar no Benfica.
«Não joga? Não me surpreende. O problema do Adel é sempre o mesmo. É um grandíssimo jogador, mas não é um grande profissional. Esse é o grande problema dele», atira, de pronto, o homem que acompanhou bem de perto a carreira de Taarabt na Serie A.
«Ele começou muito bem em Itália. Todos pensavam que o Milan tinha feito uma grande contratação. Mas depois percebemos que saía à noite até tarde, que gostava de ir a discotecas e assim não ia a lado nenhum», prosseguiu Morabito, sempre muito direto na avaliação ao jogador encarnado.
Para Morabito, «esse é o problema de jogadores como Adel, que não percebem que o talento não é suficiente. Se queres ser um grande jogador, deves sempre fazer vida de profissional», afirmou o agente.
E as críticas não ficaram por aqui. Segundo Morabito, Taarabt não está sem jogar apenas este ano: «Taarabt não joga há 25 anos, entende? Digo sempre que o talento não chega. Tem de se trabalhar no duro, deitar cedo e sobretudo não beber; e isso Taarabt não compreende. Ele pensa que chega o talento, mas não.»
A terminar, a pergunta se esse comportamento pode mudar no Benfica. «Não, não o vai entender nunca», atirou.

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