28 junho 2015

Alex Sandro encanta, Talisca nem por isso

Mano Menezes chegou a confessar, há tempos, que esteve a um passo do FC Porto, isto em 2013, e talvez por isso tenha continuado a seguir atentamente as incidências da equipa azul e branca. Nomeadamente alguns dos compatriotas que têm passado no plantel dos dragões, como é o caso de Alex Sandro, um lateral que enche as medidas a este treinador brasileiro, de 53 anos, que entre 2010 e 2012 foi selecionador do escrete.
“Sobre Alex Sandro, dizemos no Brasil que não cruza a bola para os outros; passa a bola para eles”, comentou Menezes, aludindo a cruzamentos tão precisos como se fossem passes, garantidos por um atleta que, curiosamente, foi seis vezes à seleção do Brasil durante a fase em que Mano foi selecionador.
Sobre outros atletas que na época passada vestiram a camisola azul e branca, Menezes encontrou mais por onde elogiar: “Danilo afirmou-se numa posição que não era da sua preferência, mas evoluiu muito e passou a ser disputado pelos melhores clubes do mundo. Quanto a Casemiro, era um jogador que não tinha uma avaliação tão positiva dos outros no Brasil, mas veio para a Europa e vai ganhando respeito, baseado na produção que tem em campo.”
Convidado da Universidade Lusófona para um workshop sobre futebol ao nível de seleções, Menezes abordou ainda, à margem deste evento realizado em Lisboa, os desempenhos de outros brasileiros que na última época se destacaram no futebol português. Foi o caso dos benfiquistas Jonas e Talisca. Em relação a este último, aliás, Menezes tem uma opinião que não é propriamente elogiosa, temendo que a imagem mais apagada dos últimos tempos talvez corresponda mais ao real valor. “Talisca foi uma surpresa para nós, brasileiros, pela maneira como chegou a Portugal e assumiu um protagonismo imediato no Benfica. Mas o segundo momento que está a viver talvez seja mais real. Temos de esperar para ver”, disse, deixando em seguida rasgados elogios a Jonas: “Tinha ido comigo à seleção e também já tinha trabalhado com ele no Grémio. É um jogador de topo, com muitos recursos de finalização. Também é versátil, o que permite a um treinador fazer variantes táticas dentro deum sistema.” 

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