21 abril 2015

Como o FC Porto viu a eliminação

Crónica do Bayern - FC Porto escrita pelos dragões:

45 MINUTOS DE PESADELO DITAM ADEUS À CHAMPIONS

Uma primeira parte negra, em que sofreu cinco golos, afastou o FC Porto das meias-finais da Liga dos Campeões, para onde segue o Bayern de Munique, que triunfou por 6-1 na segunda mão dos quartos-de-final. Tratou-se da primeira derrota do FC Porto na Champions 2014/15, mas foi um desaire duro e pesado, depois da excelente exibição na primeira mão. Há 35 anos (desde a época 1978/79) que os azuis e brancos não sofriam seis golos nas competições europeias, mas há que retirar ilações positivas de um percurso longo na prova, em que os Dragões conseguiram marcas históricas como o melhor ataque de sempre em participações na prova (25 golos).

Com Reyes e Martins Indi nos lugares dos castigados Danilo e Alex Sandro, o FC Porto teve uma primeira parte verdadeiramente desinspirada, de autêntico pesadelo. A primeira ameaça bávara surgiu logo aos dez minutos, com Müller a proporcionar defesa apertada de Fabiano e Lewandowski, na recarga, a rematar ao poste. Foi uma espécie de prenúncio para que sucederia apenas quatro minutos depois, com Thiago Alcântara a surgir solto de marcação entre a defensiva portista e a cabecear com sucesso após um cruzamento bem medido de Bernat (14m). Incapaz de travar o ímpeto local, os Dragões viram o Bayern Munique igualar a eliminatória à passagem dos 22 minutos, por intermédio de Boateng, também de cabeça, assistido por Badstuber após canto cobrado por Lahm.

Instantes volvidos, a equipa comandada por Pep Guardiola aumentou para 3-0, com novo golo de cabeça, desta feita apontado por Lewandowski depois de uma boa combinação entre Lahm e Müller (27m). Numa primeira parte sem ideias e, em abono da verdade, sem ponta de sorte, os azuis e brancos sofreram o 4-0 num remate rasteiro de Müller que desviou em Martins Indi e enganou Fabiano, impotente para contrariar o sentido do seu próprio movimento (36m). O pesadelo portista em que se transformaram os primeiros 45 minutos terminou no caminho para intervalo, novamente com Lewandowski a balançar as redes da baliza à guarda de Fabiano (40m).

Já com Rúben Neves no lugar de Quaresma, a segunda parte pouco ou nada teve a ver com a primeira. Ainda que mais subido no terreno, o FC Porto raras veleidades consentiu ao conjunto da Baviera e passou a jogar mais no meio-campo contrário, acabando por ser premiado pelo atrevimento com o golo de Jackson Martínez, aos 73 minutos, após cruzamento letal de Herrera. O tento dos Dragões teve o condão de acordar os adeptos portistas e abriu novas perspectivas para a etapa final do encontro, que teria ainda mais emoção se o avançado internacional colombiano tivesse bisado pouco depois num remate rasteiro que passou perto do poste da baliza à guarda de Neuer (77m). Apesar do pressing final, os Dragões ainda viram Marcano ser expulso e originar uma falta que Xabi Alonso, de livre directo, transformou no 6-1 final (88m).

2 comentários:

  1. Marca histórica com o melhor ataque de sempre, mas convém contar a história toda, nunca tiveram adversários tão fáceis na Champions, alguns deles que nem na Liga Europa tinham lugar (BATE-9 golos).

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  2. O Fcp veio de Playoff...tótó..
    Outros há 5 anos ficam pelo caminho!

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