Leia a publicação na íntegra:
"Em Janeiro do ano passado, Heldon era jogador do Marítimo, ganhava 2000 euros/mês e vivia pedindo dinheiro ao seu agente, o seu conterrâneo Jota. Para além das suas qualidades como jogador, a relação de confiança entre o seu agente e o então treinador do Sporting, Leonardo Jardim, permitiu que fossem criadas as condições para que ele se transferisse para Alvalade. Tirá-lo do Marítimo não foi tarefa fácil, tendo em conta a relação conflituosa entre as partes. Heldon acabou por ingressar nos leões com um salário multiplicado por dez.
O jogador, porém, parece não ter ficado satisfeito. Envolveu-se com uma funcionária da empresa que gestionou a operação e acabou emprenhando pelos ouvidos, achando que teria direito a uma participação dos honorários pagos pelos leões aos agentes. Daí a dar uma facada ao homem que o tirou de Cabo Verde foi um ápice.
A empresa holandesa SEG (Sports Entertainment Group, sediada na Holanda), representada em Portugal pelos agentes João Vaz e Miguel Veloso, atropelando o regulamento FIFA que rege a atividade dos agentes jogadores, namorou o jogador e fê-lo assinar um contrato de representação – ignorando os dois que ele já tinha assinado om o seu agente e seu parceiro comercial, a empresa SFL (Soccer Features Limited), que monitorou a transferência com o presidente do Marítimo Carlos Pereira.
Confrontado com a tripla assinatura, Heldon sempre esquivou encontrar-se com as partes para que o assunto fosse esclarecido e um pacto de não entendimento fosse estabelecido. Na janela de Janeiro transferiu-se para o Córdoba, fazendo-se acompanhar pelo agente Miguel Veloso, que nada informou a seus companheiros de viagem. A Jota, disse que não podia comunicar-se com ele, porque na Guiné Equatorial, onde estava com a seleção de Cabo Verde durante o CAN, ‘a internet não funcionava’.
Conclusão: Heldon vai enfrentar um processo na FIFA por descumprimento contratual. Disso foi informado seu atual clube, o Córdoba, que olimpicamente decidiu ignorar o assunto."
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