Pinto da Costa não compreende que Paulo Batista tenha sido eleito para o V. Guimarães-FC Porto ou que Manuel Mota tenha apitado três jogos do FC Porto na primeira volta.
Numa altura em que a temporada entra numa fase decisiva, o presidente do FC Porto não esconde a preocupação com a arbitragem. Ao ponto de defender o regresso ao sorteio dos árbitros.
"Não me lembro de nenhuma época, desde que sou presidente do FC Porto, que não tenha sido complicada. É evidente que, nesta altura, a minha preocupação vai, não no sentido dos próprios jogos, não obstante o respeito que todos os adversários nos merecem, mas da forma como são arbitrados. Vejo em clubes adversários entradas que até os críticos do vosso jornal dizem serem merecedoras de vermelho e nem amarelo levam; e vejo os nossos jogadores, à mínima coisa, ficarem marcados para levar logo amarelo. Há o caso do FC Porto-Benfica em que o Benfica bateu o recorde de faltas, mas o Casemiro, na primeira que fez, junto da linha lateral, uma falta igual a muitas outras bem mais duras que passaram incólumes, viu logo um cartão amarelo. Isso é que me preocupa. Isso e o critério das nomeações", disse o líder dos dragões ao jornal O Jogo, acrescentando ainda: "O mal não está nos árbitros, está no critério das nomeações. Repare que chegámos ao final da primeira volta e o senhor Manuel Mota tinha arbitrado três jogos do FC Porto. Três! E havia vários internacionais que não tinham apitado nenhum. Parece-me um critério difícil de justificar, para dizer o mínimo. Aliás, já pedi uma justificação para isto e não ma deram. Depois, há jogos como um V. Guimarães-FC Porto, um V. Guimarães-Braga, um Braga-Benfica ou um Sporting-V. Guimarães. São jogos que devem merecer a escolha dos árbitros que possam dar mais garantias. Repare que o V. Guimarães-FC Porto da primeira volta foi disputado numa altura em que os dois clubes eram líderes, com nove pontos. Portanto, “a priori”, deveria ter sido escolhido um dos árbitros mais conceituados. Ora, o árbitro desse jogo foi justamente o senhor Paulo Batista, que tinha descido de divisão. Um mês ou dois antes do jogo, ele desceu de divisão. Depois, com as reclamações e ponderações de coeficientes e tudo o mais, conseguiram repescá-lo, mas ficou acima da linha de água, como pior classificado dos que continuaram na primeira categoria. À quarta jornada, o árbitro que desceu e foi repescado e ficou acima da linha de água foi apitar o jogo entre os dois líderes do campeonato. Qual é o critério de uma escolha destas? É por isso que eu sou defensor de um regresso a um sorteio condicionado. Se houvesse sorteio, naturalmente já teríamos sido apitados por árbitros internacionais e o senhor Manuel Mota não teria feito, em meio campeonato, três jogos nossos", disse antes de dar o exemplo de uma arbitragem de Bruno Paixão num jogo do Benfica.
"Todos nós sabemos como é que o Benfica ganhou no Nacional da Madeira, com uma arbitragem do senhor Bruno Paixão que influenciou o resultado ao negar o golo do empate marcado de forma legal pelo Nacional no final do jogo. E passado pouco tempo, o senhor Bruno Paixão foi novamente apitar o Benfica numa deslocação complicada a Paços de Ferreira, onde até perdeu, não porque o árbitro ou o árbitro assistente tivessem assinalado um penálti que aconteceu à frente deles, mas porque o quarto árbitro o assinalou. Naturalmente, este critério de nomeações é algo que me preocupa, como deve preocupar qualquer pessoa", concluiu.

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