07 janeiro 2015

Continuidade de Óliver no FC Porto é um projeto viável

Óliver Torres (foto ASF)Óliver Torres foi um dos primeiros reforços do FC Porto de Lopetegui e um dos que mais categoricamente assentaram no onze, não obstante a ausência de opção de compra no contrato de empréstimo que, desde junho, o parece deixar a prazo no Dragão. A aparente fragilidade negocial dos portistas sugere um problema que, porém, pode não ser incontornável. As declarações de Enrique Cerezo, presidente do Atlético de Madrid, já o sugeriam – “é natural que o FC Porto queira ficar com ele” –, mas o jornal O Jogo escreve que o regresso ao Vicente Calderón é, por esta altura, improvável. E Óliver sabe-o. É uma questão de estilo e Diego Simeone defende outro perfil para a posição, facto que faz com que o internacional sub-21, mesmo estando em ótimo plano, seja apenas mais um entre os 15 jogadores que os colchoneros têm atualmente emprestados.
Cerezo avisou que o tema é prematuro e, de facto, percebe-se que muito pode mudar até ao arranque da próxima temporada, mas há factos que são incontornáveis: Óliver entrou muito depressa no espírito do FC Porto, adora o clube e entusiasma-se com a possibilidade de continuar a vestir de azul e branco. Aos 20 anos, está a confirmar credenciais nunca antes concretizadas e chegou a um nível de que não parece disposto a prescindir.
Relevante nesta história é Lopetegui, o treinador que melhor parece aproveitar o futebol de Óliver e que já havia sido decisivo para a cedência. A outra parte é a SAD, que desde cedo deixou entreaberta a possibilidade de discutir com o Atlético a continuidade do médio e que, face ao rendimento do espanhol, associado ao comprometimento para com a filosofia portista, tem o máximo interesse em avançar para um acordo que garanta o espanhol para a(s) próxima(s) temporada(s). Isso está dependente, como é óbvio, de conversações com o Atlético, sabendo-se que os clubes têm relações de grande proximidade. A prioridade de Gil Marín, o homem que gere as questões de mercado, é negociar os jogadores que não sejam prioritários para Simeone, como neste momento parece ser Óliver.
Os próximos meses serão, obviamente, decisivos, mas face aos dados dos últimos tempos há um facto a sublinhar: o regresso do médio a Madrid não é, de todo, uma inevitabilidade.

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